De uns tempos pra cá, comecei a questionar o que estamos produzindo e compartilhando diariamente na internet. A grande rede global de conexões e desconexões.

Estamos conectados, isso é fato!!! Nunca consumimos tantas IN-FOR-MA-ÇÕES ou bens simbólicos como agora. Mas da mesma forma que este intercâmbio de ideias e pensamentos proporciona benefícios e um rápido acesso a novas formas de CULTURA (!!!), somos também facilmente manipulados pelo lado sombrio da rede. Informações falsas circulam todos os dias pelo feed do seu Facebook ou pela timeline do seu Twitter, e dados comprovam que nunca mentimos tanto. A internet virou palco da vida alheia e, muitas vezes, um verdadeiro circo de horrores. Aparece mais quem sabe contar a melhor mentira.

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Entre os devaneios comuns do dia a dia, questionei então a minha importância no meio de tantas informações que vem e vão pela rede de backbones submarinos que cruza os oceanos de nosso planeta, conectando todas as pessoas do mundo ao maravilhoso mundo da internet. Não só a minha importância como redator e entusiasta da CULTURA POP. Mas a importância de um blog que dedica 100% do seu conteúdo para levar a tal cultura pop para a vida de seus leitores.

Entre o lado positivo e o lado negativo da internet, cá estou. Cá estamos! Eu, o Papo de Blogueiro (!!!) e vocês, os nossos leitores.

Em quase cinco anos trabalhando neste espaço virtual, talvez essa seja a primeira vez que converso diretamente com as pessoas que me leem. E é por essas pessoas que continuo aqui, dedicando meu tempo ao prazer de escrever sobre cultura pop de um jeito diferente, ou pelo menos, tentando ser diferente. Acredito que entre o turbilhão de coisas que acontecem todos os dias (as conexões e desconexões), posso também fazer algo positivo por alguém. Posso fazer a minha parte, produzindo um conteúdo de qualidade para quem dedica um pouco de seu tempo para me ler. E como a cultura pop é o que eu gosto, é o que eu consumo, e é o que eu tenho como hobby, faço dela algo produtivo para a sociedade.

Afinal, falar sobre cultura pop é falar sobre a sociedade. É falar sobre o momento que vivemos. Se você analisar, momentos icônicos da cultura do entretenimento estão relacionados a um contexto histórico. O Rambo, interpretado pelo Stallone, surgiu durante a Guerra Fria, e os filmes representaram um momento de conflito e insegurança para os Estados Unidos. A personagem, apesar de não ser nem contra nem a favor da Guerra, representava os valores de seu país, transmitindo confiança aos americanos. Durante o período, os longas de guerra e de violência se popularizam, reflexo de uma sociedade assustada com os rumos dos conflitos políticos.

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Na música, Madonna fez história nos anos 80 e 90, transformando sua música em um símbolo de resistência feminista, seguindo os movimentos que foram ganhando cada vez mais força no fim do século passado. O rap e o hip-hop representam os guetos, transformando a dor e os problemas sociais de um raça excluída em versos de músicas. Nada mais do que uma expressão popular que ganhou e continua ganhando cada vez mais espaço.

E não preciso ir nem muito longe para falar da contextualização da cultura pop com a sociedade. Nos anos 2010, a Marvel Comics incluiu a diversidade em suas histórias, como a criação da Miss Marvel, a primeira heroína muçulmana dos quadrinhos, que representa os imigrantes presentes na terra do Tio Sam.

A Ranger Amarela, do novo filme dos “Power Rangers“, vai ser a primeira heroína assumidamente gay do cinema e isso não poderia ser mais representativo e empolgante para quem acredita na cultura pop como um meio transformador na vida de tanta gente, tantas tribos. Nada mais importante para uma pessoa que não se encontra em nenhum lugar no mundo se enxergar em uma personagem incrível nas telonas. Dá pra sentir a importância disso tudo?

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Ao assistir filmes, séries, programas de TV, ou ouvir músicas dos meus artistas preferidos, busco extrair o melhor dessa EXPERIÊNCIA cultural para trazer aos meus leitores uma visão diferenciada destes conteúdos. Uma visão contextualizada que pode nos ajudar a entender um pouco mais da sociedade que estamos vivendo. E quem sabe assim, podemos viver melhor, né?

Transformar este espaço em um galho forte e saudável do tronco pesado que é a árvore da internet pode ser a minha missão. Com tantos galhos podres, é essencial termos a consciência limpa de uma ramificação saudável para continuarmos usufruindo o melhor que essa rede pode proporcionar. Vou continuar me questionando. É preciso quando se quer evoluir. Ser um tronco firme pode não ser tão fácil. E na verdade não é!!! Em alguns momentos pensamos em desistir e vem sempre a mesma crise existencial. Mas isso eu acredito que seja normal. Enquanto vocês continuarem por aqui, e enquanto os filmes, as séries e a música continuarem me inspirando, não vou deixar esse galho quebrar. Eu conto com vocês para continuar nessa jornada. Você continua comigo?

Você também pode fazer a sua parte!!! Seja escrevendo, gravando (há quem goste de aparecer frente às câmeras) ou prestigiando quem não deixa o galho quebrar. Você sabia que um comentário pode fazer a diferença para quem dedica um bom tempo escrevendo? Como exercício de casa eu deixo a dica para você visitar pequenos blogs e sites que nem sempre têm a mesma chance de aparecer como os outros. Conheço muita gente fazendo conteúdos incríveis, mas que não possuem tanto reconhecimento. Fechado?

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Desculpa o textão, peço licença e deixo um até breve. Vamos nos encontrar mais vezes, eu espero! E se você gostou desse texto, não esqueça de deixar o seu comentário. É importante para o galho se manter forte. Conecte-se sempre que possível. Um até logo!

Postado por Thiago Moreira

Editor-Chefe do Papo de Blogueiro. Viciado em cinema, televisão, música e tudo relacionado à cultura POP. Estuda Publicidade e Propaganda nas horas vagas.