Categoria: Tá no Papo
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No último domingo, 13, a cantora Anitta surpreendeu a todos com um discurso empoderador durante sua apresentação no festival Villa Mix, no Rio. A intérprete de “Bang” e “Sim Ou Não“, provavelmente dois dos maiores hits do último ano, mandou um recado para quem a destrata tanto por ser funkeira quanto por ser mulher:

Uma vez eu peguei um cara que falou assim para mim: ‘Se tu fosse minha mulher, a primeira coisa que ia mudar é esse rebolado aí na frente dos outros.’ Aí eu falei, ‘entendi, para me pegar é legal, para ser tua mulher não dá’. Hipocrisia é que não dá, sabe por que? Eu prefiro ficar sozinha do que ser subordinada. […] Para essas pessoas que acham que só porque a gente faz funk que a gente é menor, eu tenho uma coisa pra falar: ‘vocês pensaram mesmo que eu não ia rebolar minha bunda hoje?’.

Um discurso bem diferente de alguns anos atrás, quando discutiu com a cantora Pitty em uma gravação do programa “Altas Horas“. Na ocasião, o apresentador Serginho Groisman recebeu convidadas mulheres em uma plateia formada só por homens. É claro que em um programa formado apenas por convidadas mulheres, o feminismo e a luta pela livre manifestação da mulher seriam assuntos fortemente debatidos. Ao falarem sobre o feminismo, a carioca não foi feliz ao comentar que as mulheres estavam “tomando” o lugar dos homens. Para piorar a situação, foi mais além, e no que diz respeito à liberdade sexual feminina, disse que a mulher que não se respeita, dá margem para o homem achar coisa X ou Y sobre ela.

Sabemos que uma pessoa não entende nada sobre o movimento feminista quando usa o argumento de que as mulheres estão querendo tomar o lugar dos homens. Isso é uma visão distorcida de alguém que não buscou mais informações sobre o assunto. O que as feministas desejam (e os que apoiam o movimento, mas não tem protagonismo de fala, ou seja, eu, como homem, que utilizo esse espaço para debater o tema), é que todos tenham direitos iguais, como a própria Pitty rebateu no momento da discussão. É o fim da dominação de um gênero sobre outro. Mas por enquanto, sabemos que isso ainda está bem longe de ser possível. E enquanto esse momento tão sonhado não chega, as mulheres precisam ser vistas, ouvidas, e o movimento precisa ser debatido.

Quando falamos sobre liberdade sexual feminina, muitas pessoas não costumam entender. Como assim liberdade sexual feminina? As mulheres não são livres? É difícil acreditar, mas uma grande parcela da sociedade ainda não aceita o fato das mulheres se manifestarem livremente. Seja sexualmente ou para expor seus valores. Você provavelmente já ouviu falar da teoria de que mulheres que usam roupas curtas e justas têm culpa de ser estuprada, não é? Uma roupa realmente vai determinar o caráter de alguém e ser um “convite” a um absurdo como o estupro? Dançar em cima de um palco usando short curto não significa que a mulher está querendo fazer sexo. Ela está apenas sendo livre, valorizando seu corpo, sendo sensual. Qual o problema nisso?

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Anitta, a outra Anitta de 2014 que brigou com a Pitty, ao disseminar a ideia de que uma mulher precisa se valorizar para que um homem a aceite, acaba fortalecendo esse pensamento retrógrado de que a mulher precisa ser recatada e reprimir seus desejos, seja lá quais forem.

A atual Anitta, que fala sobre não aceitar ser subordinada e que não é menor por fazer funk, já não acredita que uma mulher precisa buscar aprovação de um homem. É nesse ponto que falo sobre desconstrução. Desconstrução de estereótipos que cercam os gêneros. O pensamento desconstruído de Anitta agora acredita que uma mulher não tenha que dar satisfações a um homem, por simplesmente não existir uma superioridade entre os gêneros. Somos livres para sermos e fazermos o que quisermos.

Desconstruir o pensamento machista é uma atividade que devemos fazer diariamente. “Mas eu não sou machista!!!!” Você pode até achar que não seja machista (e aqui falo com todos, independentemente de gênero ou orientação sexual), mas não é difícil repetirmos atitudes e pensamentos machistas, já que estamos reproduzindo uma regra que a sociedade tem como norma social. E o que seria uma “normal social”? É simples: nada mais que uma regra socialmente reforçada, que pode afetar o comportamento humano de determinada sociedade. A Anitta, lá em 2014, pode nem ter percebido que estava apenas repetindo uma norma que ouviu durante tantos anos, por tantas pessoas. O quanto que ela não foi xingada por trabalhar fazendo funk? E para nós (isso eu também incluo a Anitta) desconstruirmos essa regra, precisamos prestar mais atenção e não repetir o machismo. A Anitta fez isso e agora está muito mais empoderada. E jamais subordinada!

Nós aprendemos todos os dias. Seja com a Anitta ou com alguém do nosso lado – em casa, na rua, no trabalho ou na faculdade. Todos os dias aprendemos a desconstruir. E essa desconstrução não acontece da noite para o dia. Vai levar um tempo, mas é necessária. E como é! Viva o mundo igualitário.

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Acompanhar e escrever (como é o meu caso aqui no blog) sobre cultura pop significa muito mais do que falar sobre filmes, séries de TV, música, livros e quadrinhos. Vai muito além de simples personagens que nos dão entretenimento por algumas horas todos os dias. Acompanhar o universo da cultura pop é acompanhar o dia a dia da nossa sociedade, que é mutável, assim como os nossos super-heróis favoritos, por exemplo.

Não é de hoje que escrevo sobre a importância dos super-heróis para a nossa sociedade. E foi sempre assim, desde a popularização do gênero ainda na década de 30, com o lançamento do Superman (sem contar os outros heróis que estrelavam diversas revistas, mas que não necessariamente estavam vestidos com máscaras e uniformes).

Em 1972, a super-heroína Mulher-Maravilha foi capa de estreia da revista feminista americana “Ms.“. E logo na manchete os editores trataram de passar uma mensagem bastante simbólica: “Mulher-Maravilha para Presidente“. Ora, nada mais justo do que eleger uma personagem tão simbólica para o público feminino como a primeira presidente mulher dos Estados Unidos. Logo mais que era a estreia de uma revista que prometia trazer novos ares ao feminismo e ao que as pessoas entendiam sobre o movimento, inspirando as mulheres norte-americanas.

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E inspiração é a palavra chave para definir a heroína. Quando o seu criador, William Moulton Marston, resolveu trazer a personagem para as páginas de quadrinhos, ele tinha o interesse de criar entre o público jovem e feminino um padrão de feminilidade forte, livre e corajosa. Tudo que uma mulher precisa para ser Presidente, não é?

Os anos se passaram desde o lançamento da revista e, infelizmente, nenhuma mulher conseguiu chegar ao cargo máximo da política dos Estados Unidos. Mas isso pode estar prestes a mudar. A advogada Hillary Clinton é uma forte candidata do partido Democrata para a nova corrida eleitoral e pode vir a tornar-se a primeira presidente mulher do país. E como citei no início do texto, a cultura pop acompanha o dia a dia da nossa sociedade, caminhando de mãos juntas. A Mulher-Maravilha, que representa todas as mulheres do mundo, vai chegar à presidência. Mas não a própria Mulher-Maravilha.

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Eu explico: Lynda Carter, que interpretou a Amazona na série da década de 70, ganhou um papel recorrente na série da “Supergirl” (outra super-heroína da mesma família) e vai interpretar ninguém menos que a Presidente dos Estados Unidos. Isso não é demais?

Mais de 40 anos depois da capa histórica que trazia a Mulher-Maravilha como Presidente e logo agora que Clinton pode finalmente ser eleita ao cargo, a cultura pop nos presenteia com essa participação mais do que especial em uma série que traz uma mulher como protagonista. A cultura pop está diretamente relacionada com a nossa sociedade e pode sim ter o papel de impulsionadora de grandes mudanças. E nós queremos muito mais.

Mulher-Maravilha para presidente! Hillary Clinton para presidente! 

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Depois do triste acontecimento do último domingo, dia 12, em Orlando, nada melhor do que saber que lá na Inglaterra, a família Real está fazendo história a favor da diversidade. Estou falando especificamente do Príncipe William, aquele que é o terceiro na linha de sucessão do Reino Unido, que estampa a nova capa da revista LGBT “Attitude“. Essa é a primeira vez que um membro da família participa de uma publicação do gênero. Isso não é incrível?

Não é à toa que a própria manchete de capa já manda a real: “Fazendo História“. Não poderia ser diferente, não é mesmo? Acompanhando o título, uma citação nada mais do que justa e pertinente para o momento: “Ninguém deveria ser assediado por sua sexualidade ou qualquer outra razão“. Já podemos amar esse príncipe, gente?

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Mas como surgiu a ideia de fazer a capa? Tudo começou quando William convidou o editor da revista, Matthew Todd, e um grupo de representantes do movimento LGBT para uma conversa sobre casos de bullying, homofobia e transfobia no reino. O encontro aconteceu no dia 12 de maio no Palácio de Kensington, rendendo também uma sessão de fotos para a publicação. As fotos foram feitas por Leigh Keily. Entre suas declarações, William fala sobre denúncias em caso de bullying: “Não tolere isso – converse com um adulto de confiança, um amigo, um professor, com o Childline… ou algum outro serviço (de assistência) para receber a ajuda de que precisa. Você deveria se orgulhar da pessoa que é, e não tem nada de que se envergonhar“, declarou.

Com essa atitude tão humana, o Príncipe consegue colocar em prática o que vem declarando há muito tempo, que é justamente sobre uma monarquia mais moderna. Já queremos agora o Príncipe Harry estrelando outra capa, não é mesmo? Ele também já foi destaque em assuntos envolvendo a comunidade LGBT quando salvou um soldado de seu regimento de uma agressão homofóbica. Exemplo!

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Quando temos um membro da monarquia britânica, que de longe é um dos símbolos mais conservadores do mundo (principalmente levando em conta o perfil do aristocrata inglês), estampando a capa de uma revista LGBT e falando tão abertamente sobre esse assunto, é algo para celebrarmos, principalmente entre aqueles que buscam uma sociedade mais livre e igualitária para todos.

Sabemos que o bullying faz com que jovens LGBTs se sintam inferiores, assustados e deprimidos, os levando para situações de risco, que envolvem tanto a questão da violência, como problemas de saúde – quando entramos aqui com questões como depressão, vício em drogas e comportamento suicida (entre os assuntos debatidos na reunião, foi comentado sobre a morte de um jovem gay após uma overdose acidental). A revista compartilhou dados de uma pesquisa feita no Reino Unido que constatou que 33,9% dos jovens gays tinham feito pelo menos uma tentativa de suicídio em comparação com 17,9% de jovens héteros. Enquanto que 48,1% dos jovens trans haviam tentado suicídio. O estudo também constatou que 57,1% das pessoas gays tinha se auto prejudicado pelo menos uma vez em comparação com os 38,3% dos jovens heterossexuais. 85,2% dos jovens trans tinha se auto prejudicado em oposto aos 47,4% dos héteros.

O editor Matthew Todd também se pronunciou sobre o encontro com o Príncipe e revelou que já conheceu muitos pais que perderam seus filhos devido à homofobia. Para ele, é um avanço saber que o futuro Rei do Reino também concorde que esse tipo de comportamento repressivo contra a comunidade LGBT precisa parar. Arrepiante, não? Um representante da sociedade como o William lutando contra esse tipo de comportamento, que é ainda tão presente no dia a dia dos jovens gays, faz com que tenhamos uma discussão muito grande sobre o assunto. E isso é sempre muito positivo!

Queremos mais nomes como o do Príncipe William fazendo a diferença em nossa sociedade. Certamente o pequeno George e a fofíssima Charlotte – filhos do Príncipe – vão crescer em uma família que coloca sempre o amor e o respeito em primeiro lugar. E é só isso que todos nós queremos!

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Alicia Keys é uma cantora indescritível. Seu talento é reconhecido pelos grandes nomes da música, assim como pela crítica e claro, pelo grande público. É inegável o poder de sua voz. E o quanto ela capricha em seus trabalhos. Mas não é sobre sua música que quero falar hoje. Mas sim sobre suas sardas. Você deve se perguntar: mas que sardas? É, eu pelo menos não sabia que a cantora ostentava lindas sardas em seu rosto. Talvez pela maquiagem pesada ou pelos efeitos da manipulação de imagem. O fato é que o mundo agora conhece suas sardas.

Mas, tá, qual é a importância disso tudo? Posso dizer que é mais um passo para o fim, ou melhor, extermínio (para ser mais forte e preciso) da ditadura da beleza!

Vou explicar: ela não vai mais usar maquiagem, pois quer se sentir livre, sem sofrer pressão por parte de ninguém. Seu empresário vai achar ruim? Paciência! As revistas de beleza não vão aceitar muito bem? Fazer o que, né? O importante é que a Alicia agora se sente empoderada, dona do seu próprio corpo, e claro, das suas sardas. Para divulgar a novidade, ela é capa da revista “Fault” e de cara limpa. Isso não é fantástico? E não foi só isso: para o site Lenny Letter, da igualmente feminista Lena Dunham, escreveu uma carta aberta e explicou porque tomou essa iniciativa.

Todos chegamos em um momento de nossas vidas (especialmente as garotas) onde tentamos ser perfeitos“, comenta a cantora. “Escrevi uma lista de coisas que eu estava cansada. E uma delas foi o quanto as mulheres sofrem lavagem cerebral para ser magra, ou sensual, ou desejável, ou perfeita. Uma das muitas coisas que eu estava cansada era do constante julgamento das mulheres. O constante estereótipo que nos faz sentir que o tamanho normal, não é normal, e Deus nos livre se você for plus size”, desabafa.

Uau! Isso é muito forte, não é?

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Quando falamos de atingir a perfeição estamos nos referindo aos padrões impostos pela sociedade há várias décadas. Se você não segue esse padrão, você está fora da caixa e não tem aceitação social. Permanecer dentro de uma caixa significa perder a liberdade de vestir o que achar bonito, de se comportar da maneira que achar viável e, além de tudo isso, cuidar da aparência do jeito que se sentir bem. Esses padrões estéticos que são estipulados por diversos meios, pode causar consequências sérias na autoestima de uma mulher.

Mas agora eu pergunto: por que não experimentar sair da caixa e viver do jeito que você quiser? Foi essa a decisão de Alicia, que resolveu mostrar ao mundo seu rosto livre de maquiagem e manipulações digitais. E por que isso foi tão importante? Porque a cantora é um nome mundialmente conhecido. Ela está nas capas de revistas e estourando nas paradas mundo afora. Ela, como personalidade da mídia, pode influenciar várias mulheres manipuladas por esse mesmo padrão ditatorial a viverem suas vidas do jeito que quiser. O mais importante é ser fiel aos seus próprios sentimentos.

Afinal, se ela pode, por que você não? Como Alicia já disse uma vez em sua música “Superwoman”:

Por todas as mães que lutam, por dias melhores que virão. Por todas as mulheres sentadas aqui agora que tem que voltar para casa antes do sol se por. Para todas as minhas irmãs. Cantando juntas dizendo: Sim eu vou, sim eu posso.

Obrigado por sua luta, Alicia. O mundo precisa de mais pessoas como você. Nos vemos nos charts, porque agora queremos novos singles.

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Já pensou ficar preso em uma sala por 60 minutos para tentar resolver um grande enigma? Não, não estamos falando de uma prova do Big Brother Brasil ou reality de tv a cabo. Mas sim da nossa vida real! Ou pelo menos quase isso. Nós fomos convidados a participar de uma experiência incrível no Escape 60, recém inaugurado na cidade de Fortaleza. E como gostamos de um bom desafio, topamos participar da brincadeira. E olha, não gosto de contar spoilers, mas posso garantir que foi incrível!

Domingo é sempre um dia chato e por isso mesmo não foi difícil aceitar o convite da galera do Escape 60. Ontem, 28, reunimos uma equipe entre colaboradores e leitores e fomos ao nosso destino: a sala Salvem Nossas Almas (S.O.S.), uma das três disponíveis na nova sede da franquia.

Quem nos acompanha pelo Snapchat conseguiu entender um pouquinho de como funcionava o jogo, mas vou explicar rapidamente antes de contar mais detalhes da nossa sala: o Escape 60 é uma experiência indoor, onde você e sua equipe (que pode ser a partir de 4 até 10 pessoas) vivenciam um ambiente de mistério, colocando em prática todas as suas habilidades (tem que ter pelo menos um pouco para não passar muito sufoco) e inteligência. Os participantes ficam trancados em uma sala e precisam decifrar todos os códigos em 1 hora. E para chegar ao final, é preciso encontrar os itens escondidos, resolver enigmas e então encontrar a saída.

Agora que deu para entender um pouquinho de como funciona o jogo, vou explicar a história da nossa sala. Como disse anteriormente, participamos da S.O.S., onde um grupo de amigos são convidados para um jantar organizado por um ex-colega de classe, o excêntrico Schmock, para comemorar 10 anos de formados. Ao ingressar na casa, descobrem que estão trancados e que Shmock havia morrido há 1 ano. Além disso, eles encontram uma carta informando que se arrependerão pelo bullying que realizaram no passado. A equipe será levada ao além se não conseguir sair em 60 minutos. Deu até medo, não é? Apesar de não ser um jogo de terror, impossível não levar alguns sustos de vez em quando, principalmente quando você consegue ficar totalmente imerso no mistério da sala. Sem contar que de vez em quando recebemos dicas do além (é a produção do evento mesmo!!!), que acaba assustando quem está muito concentrado resolvendo um enigma.

Antes de entrar, recebemos algumas instruções básicas. Antes que vocês fiquem se perguntando, não, não podemos filmar nada dentro da sala. Até porque perderia a graça do jogo! Mas deu para mostrar um pouquinho para vocês da temática do Escape 60 pelo snapchat. Também mostramos no Instagram:

Um pouquinho de como funciona o #Escape60Fortaleza! 😱 Tem mais detalhes no nosso snap! 👻 papodeblogueiro #TaNoPapo

Um vídeo publicado por Blog Papo de Blogueiro (@papodeblogueiro) em

Não podemos contar os detalhes pelo mesmo motivo, mas podemos dizer que a nossa equipe saiu vitoriosa. E foi por muito pouco! Desvendemos o último enigma quando o relógio marcava 57 minutos. Já imaginou a aflição?

Olha a alegria da turma após sair da sala:

Um dos pontos mais legais do Escape 60 é a interação com os demais membros da equipe. Primeiramente porque você consegue ficar imerso e esquecer completamente do mundo aqui fora. Sem preocupação, telefone celular ou qualquer outro tipo de distração. E em segundo, é possível reforçar laços com a equipe. Sem sintonia não dá para ir muito longe. E essa provavelmente é a dica mais valiosa! O trabalho em equipe é primordial. Tanto é que o projeto, pensando por esse lado, também pode ser usado por empresas para seleção, treinamento e integração. Comunicação, liderança e trabalho em equipe analisados de uma forma inovadora. Demais, né?

Se interessou? Aposto que sim! Em Fortaleza, a primeiríssima unidade funciona desde o último dia 20 e está localizada na Rua Desembargador Moreira, 530, no bairro Meireles. Além da Salvem Nossas Almas (S.O.S.), você pode reunir seu time para jogar nas salas Corredor da Morte, Operação Resgate. Para participar do jogo, é necessário estar em um grupo de, no mínimo, quatro pessoas e, no máximo, dez.

Terão outras salas? Por enquanto funcionam apenas 3, mas a ideia é que elas sejam alternadas. Com uma dinâmica semelhante ao que vemos no cinema ou no teatro, por exemplo. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, marcas estão aproveitando da brincadeira para realizar ações de marketing e seria incrível se essa novidade também chegasse por aqui.

Serviço:

Tel.: (85) 3032-0014

Idade mínima para participar: não há; crianças com menos de 12 anos devem estar acompanhadas de um adulto.

Ingressos: no e-commerce www.escape60.com.br.

Valores:

De segunda a sexta-feira, das 10h às 16h: R$ 59,00 por pessoa, mínimo de quatro por sala.

De segunda a sexta-feira, das 17h às 22h: R$ 69,00 por pessoa, mínimo de quatro por sala.

Sábados, domingos e feriados, das 10h às 22h: R$ 69,00 por pessoa, mínimo de quatro por sala. 

Assista ao vídeo:

Gostaríamos de agradecer ao pessoal da Escape 60 pelo convite! Vamos querer voltar mais vezes e desvendar todos os mistérios.

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Chegamos ao primeiro dia útil do ano! ÊêÊêÊêêêêêÊ!!!!

Momento em que as pessoas finalmente começam a tentar colocar em prática todas as metas prometidas na hora da virada. E as oferendas, gente? Fizeram tudo certinho?

Chegou a hora de esquecer as mágoas e os erros do passado e focar no que está por vir, afinal, o ano que está só começando nos reserva 366 dias cheios de surpresas e de muitas oportunidades – basta você saber aproveitá-las.

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Essa também é a hora que percebemos que algumas promessas são quase impossíveis de cumprir. Até porque tem o Carnaval quase chegando e você sabe como é, né?

Tem sempre aquela turma que acaba desistindo das metas logo no comecinho do ano e joga tudo para depois da festa carnavalesca. Outros prorrogam ainda mais, passando pela Páscoa, Festas Juninas e acabam deixando tudo para 2017.

Vamos torcer para não ser o nosso caso!

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Quem disse que o blog também não tem suas próprias metas de ano novo? Temos sim!

E seria maravilhoso colocá-las em prática ao longo dos próximos 12 meses. O ano promete muitas emoções inesquecíveis, principalmente para nós, que somos fãs (e viciados) em cultura Pop. Citando aqui rapidinho: temos o esperado confronto entre o Batman e o Superman, a chegada da Mulher-Maravilha, o novo filme do Capitão América (que inclui o Pantera Negra); na música temos o possível retorno da Rihanna, promessas de novos álbuns para Beyoncé, Katy Perry e Beyoncé; no mundo da séries temos o retorno triunfal de “Arquivo X” e uma fall season inteirinha pela frente; e muuuuito mais!

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Quais são as nossas metas? Em primeiro lugar tentaremos colocar em prática o nosso projeto editorial ~testado em 2015. Ao longo do ano passado tentamos abordar temas que estavam relacionados ao nosso cotidiano. Afinal, a cultura da mídia acompanha os acontecimentos de uma sociedade e ao estudarmos os conteúdos produzidos para a televisão, cinema, música, entre outras mídias, conseguimos entender o que acontece no nosso dia a dia, assim como as lutas e questões sociais que estão em evidência.

Falamos, por exemplo, sobre a estreia da série da Supergirl e sua importância para a luta da inclusão de gênero nas produções de super-heróis. Falamos também sobre a possibilidade do novo James Bond (depois da era Daniel Craig) ser negro, o que é algo completamente pertinente ao momento em que estamos vivendo. Também não deixamos por menos quando o novo protagonista NEGRO da franquia “Star Wars” sofreu boicote por parte de um grupo de “fãs”.

E o que queremos para o novo ano? Explorar muito MAIS este lado social presente na cultura pop, fazer você, nosso leitor, analisar sua série, ou seu filme preferido, por um novo ponto de vista. Isso é bom, fortalece opiniões e nos faz pensar um pouquinho mais sobre aquilo que estamos consumindo diariamente.

Neste ano também vamos explorar ainda mais as nossas mídias sociais, utilizando com mais empenho o Facebook e o Instagram para divulgar as notas quentes que surgem a todo instante na internet. Desse modo, vamos diminuir as notas rápidas aqui no blog. CALMA! Isso não quer dizer que os trailers, lançamentos musicais, novidades sobre contratações de atores, essas coisas, simplesmente sumirão aqui do Papo. Vamos continuar, mas a preferência é trabalhar com um conteúdo mais completo, dando novas abordagens para estes temas. Por exemplo, não vamos apenas falar sobre o trailer do filme “Capitão América: Guerra Civil“, vamos fazer um apurado mais completo sobre a prévia, investigando os detalhes (leia-se prints), descobrindo curiosidades e tudo mais envolvendo a produção. Deu pra entender?

Em 2016 também queremos ver mais FILMES e conversar com vocês sobre as estreias do cinema. Queremos participar de mais cabines (coisa que fizemos muito pouco no ano passado) e compartilhar o que achamos dos principais lançamentos. Queremos que você saiba o que é legal e o que é cilada! Além de filmes, queremos falar sobre música! Sim, muita música. Toda semana, por exemplo, queremos mais tempo para falar sobre os lançamentos musicais, principalmente sobre os clipes. Em 2015 ensaiamos o “Clipes da Semana“, que até rendeu alguns posts bem divertidos. Quem lembra?

Então é isso! Por enquanto as nossas metas ainda estão engatinhando. Para ficar por dentro de tudo que acontece é essencial acompanhar o blog no Instagram, no Facebook e até no Twitter. Estamos por lá agitando a internet!

Nos vemos em 2016!

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