Tag: Woody Harrelson
critica-planeta-dos-macacos-a-guerra2

Planeta dos Macacos” é uma das franquias mais populares de Hollywood desde a década de 60. É referência para tantos outros trabalhos, assim como quase que obrigatório para qualquer fã de cinema. Em 2011, quando o diretor Rupert Wyatt recebeu a missão de retornar ao planeta dos nossos parentes distantes, ninguém esperava que ele fosse capaz de idealizar um dos mais impressionantes feitos de computação gráfica já visto na história da sétima arte.

Em parceria com o estúdio de Peter Jackson, ele nos surpreendeu ao apresentar o fantástico prelúdio “Planeta dos Macacos: A Origem“. Chimpanzés, gorilas e orangotangos tão realistas, que por muitas vezes foram capazes de nos confundir. “Tem certeza que eles não são de verdade?” Isso sem contar no protagonista Cesar, o super macaco inteligente interpretado por Andy Serkis. De fato, um blockbuster visualmente incrível e revolucionário. Com “Planeta dos Macacos: O Confronto” não foi diferente. Já assinado por Matt Reeves, os macacos, agora em maioria, estão muito mais desenvolvidos, o que exigiu ainda mais técnica, tando da produção, quanto dos atores responsáveis pelas capturas de movimentos. E mais uma vez eles acertaram.

O primeiro longa, além de ser visualmente impecável, tinha um ponto de exclamação para a abordagem dos direitos dos animais e a forma como as grandes indústrias os tratam para seus estudos científicos. Já no segundo filme, temos uma grande interrogação para a forma como nos tratamos em sociedade. Somos levados a nos indagar sobre como vivemos perante a uma sociedade de padrões, que crítica e julga os que são diferentes. Os macacos podem servir como metáfora para as minorias presentes em nosso convívio. O ódio pode levar a uma guerra. E foi assim que Reeves fechou a trilogia com “Planeta dos Macacos: A Guerra“. Tive a oportunidade de assistir ao filme à convite da Fox Films do Brasil e me surpreendi com o encerramento da satisfatória trilogia.

Assista ao trailer:

Depois de conhecermos a origem desses macacos super inteligentes e a forma como eles se agruparam em sociedade, temos aqui um capítulo final que mostra o difícil embate desta nova espécie com os humanos. Desde que uma gripe, oriunda dos estudos científicos que criaram Cesar, dizimou praticamente toda a população mundial, os humanos se assustaram com a evolução dos símios a ponto de fazer qualquer coisa para freá-los.

Se no primeiro falamos de proteção aos animais e no segundo do ódio ao que é diferente, neste aqui temos o extinto de salvação como principal motivação para uma guerra. De um lado, Cesar, que busca a proteção do que restou de sua família depois de perceber que não adiantaria continuar recluso na floresta para evitar um embate com os humanos. Do outro, o Coronel, interpretado por Woody Harrelson, que acredita cegamente que a única salvação para sua espécie é dizimar Cesar e toda sua família.

critica-planeta-dos-macacos-a-guerra

O Coronel é um típico vilão de blockbuster, que apesar de se rodear de certos clichês, demonstra força ao liderar uma guerra e não decepciona ao executar seu papel. São motivos diferentes que partem de um mesmo propósito: a salvação. E quando falo em motivos diferentes é porque temos em “A Guerra” uma desmistificação do que bem e do mal. Há os macacos desertores que lutam junto com os humanos, assim como os humanos que não apoiam a guerra e possuem visões diferentes da situação. Mas será que essa é a única maneira? O que poderia ser feito diferente para evitar uma guerra? O que falta para se colocar no lugar do outro? Se vingar por acontecimentos do passado é a melhor solução? Muito mais do que uma história de guerra entre humanos e macacos, é a mensagem que podemos extrair por trás do embate. Compaixão e vingança são sentimentos que caminham em linha tênue durante toda a narrativa de Reeves.

E se nos dois primeiros capítulos os efeitos visuais impressionaram, com esse não seria diferente. Com o passar dos anos, a captura de movimento consegue ficar ainda mais realista. E mais uma vez Andy Serkis surpreende ao dar vida e emoção ao Cesar como poucos conseguiram (e é por isso que ele merece tanto uma indicação ao Oscar). Outro destaque importante de “A Guerra” é a primorosa trilha sonora que dá ritmo ao filme, principalmente por ele ser, em sua grande maioria, mudo, já que muitos macacos se comunicam apenas por sinais. O trabalho sonoro é tão impactante que complementa qualquer falta que os diálogos possam fazer. Isso sem contar o belíssimo trabalho visual da captura de movimento, que ajudam a retratar as emoções por meio de expressões perfeitas.

Planeta dos Macacos: A Guerra” fecha a trilogia com chave de ouro e encerra a incrível trajetória de Cesar. A história dos macacos evoluídos, vítimas da ambição do homem, é uma bela metáfora para a sociedade. As consequências de ser diferente e o ódio ao novo também possuem valor político no meio em que vivemos. Um filme que comprova, mais uma vez, que para ser blockbuster não precisa ser raso. Muito pelo contrário. Vida longa ao Planeta dos Macacos!

katniss-marcha-rumo-ao-confronto-final-em-novo-trailer-de-jogos-vorazes-a-esperanca-o-final

Está chegando a hora de dizer adeus à Katniss (Jennifer Lawrence) e a todos os sobreviventes do Distrito 13. Mas enquanto esse grande momento não chega, ganhamos mais um trailer impecável (e alucinante) de “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final“.

Em clima de despedida, acompanhamos a Garota em Chamas marchando rumo ao confronto final, que, com certeza, é um dos momentos mais eletrizantes e imprevisíveis desta história. Em um rápido jogo de edição de cenas, vemos os principais personagens da saga, que aparecem aflitos/ansiosos pelo que está por vir. Assista:

Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Natalie Dormer, Julianne Moore, Elizabeth Banks, Woody Harrelson,Stanley Tucci e Philip Seymour Hoffman também estrelam.

Dirigido por Francis Lawrence, “Jogos Vorazes: A Esperança – O Final” estreia dia 18 de novembro.