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Kingsman: O Círculo Dourado” é uma daquelas continuações que os fãs de Cultura Pop estavam aguardando com muita ansiedade. Isso porque o seu antecessor, lançado em 2015, foi uma das grandes surpresas daquele ano, destacando-se entre os principais filmes da temporada. A trama de ação, com um ar mais sofisticado, que remetia aos clássicos de espionagem da Era de Ouro de Hollywood, trouxe um diferencial ao blockbuster, que logo tornou-se um grande sucesso de público e de crítica.

A sequência, dirigida e escrita pelo criativo Matthew Vaughn (“X-Men: Primeira Classe”), já chegou com uma grande e difícil missão: superar, ou pelo menos se igualar, ao primeiro filme. E apesar de não ser tão competente e original, “O Círculo Dourado” se revela divertido e empolgante acima da média. Posso classificá-lo como uma continuação que quase chega lá. Quase, batendo na trave!

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Sem perder sua sofisticação e aparente elegância, o novo longa traz cenas grandiosas de ação (isso é fato!!!), mas se escora em um elenco grandioso e se esquece de fazer um tratamento refinado no roteiro, que exagera nos clichês e não interage com o público – às vezes parece tudo muito mastigado para que o público entenda o máximo possível sem fazer muito esforço. Sem contar que não há um grande esforço em distanciar-se do primeiro filme, seguindo praticamente a mesma fórmula do anterior.

Mas como eu disse, é um blockbuster divertido. Os defeitos citados acima fazem com o que o filme seja classificado como ruim? Não, não exatamente. Mas como devemos também analisar o ponto de vista mais técnico, não posso deixar de lado alguns defeitinhos que infelizmente estão presentes na produção de Vaughn. Tem defeitos, principalmente no que se refere ao roteiro, mas nada que prejudique a experiência de quem busca por momentos de diversão na sala do cinema. E o que mais chamou minha atenção? Vou listar alguns dos destaques da produção, que com certeza vão fazer você se empolgar para correr até o cinema mais próximo. Vamos lá?

 1. O elenco é de fato grandioso e um dos melhores do ano.

Não dá para falar de “Kingsman: O Círculo Dourado” sem citar o competente time de estrelas escalado para a produção. Além de nomes já conhecidos, como Colin Firth, Taron Egerton e Mark Strong, desta vez temos participações mais do que ilustres, como as de Julianne Moore (falo mais de sua personagem abaixo), Halle Berry, Channing Tatum, Jeff Bridges (estes três últimos infelizmente mal aproveitados na trama) e Pedro Pascal. Timão, né? O elenco é responsável por proporcionar um encorpamento à trama e alguns atores até conseguem se sair bem mesmo com um roteiro que às vezes parece mais atrapalhar do que ajudar, principalmente em algumas cenas bastante improváveis. Acontece!

2. Julianne Moore está deliciosamente má! E nós adoramos, né?

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Julianne Moore é, sem dúvidas, uma das atrizes mais queridas e talentosas da atual geração de Hollywood. Seu toque em qualquer papel (pior que ele seja) é responsável por engrandecer a narrativa e com a sociopata Poppy não foi diferente. Certamente o grande trunfo do longa, é delicioso vê-la em cena. Sua personagem é uma bem sucedida empresária que tem o domínio do tráfico de drogas mundial. Mesmo muito bem sucedida, não pode ser reconhecida em listas como a da Forbes por seus produtos ainda não serem legalizados no mercado.

Sem poder usufruir de sua fortuna, precisa viver isolada no meio do nada, literalmente. Julianne entrega uma vilã caricata, não dá pra negar, mas é difícil tirar os olhos dela enquanto está em cena. Uma daquelas vilãs bizarras, que ficam ainda mais interessantes sob a perspectiva de uma profissional tão competente (e olha que ela faz milagre já que o roteiro nem sequer se aprofunda na história de Poppy e o que a levou até ali).

3. Elton John é a maior Diva Pop que você respeita!

Sabe aqueles personagens coadjuvantes, ou até mesmo as “escadas” para os protagonistas, que roubam a cena? Foi exatamente o que aconteceu com o Elton John. Sim, isso mesmo, o lendário cantor. Sua participação é, sem dúvida, o maior acerto do longa. Foi muito mais do que fazer homenagens a grandes nomes das músicas.

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O diretor Matthew Vaughn trouxe o homenageado para dentro da narrativa e, com a ajuda de um controverso senso de humor, nos presenteou com cenas muito divertidas. Ele realmente faz parte da história, mas para não entregar muito sobre a trama, posso apenas dizer que o astro pop interpreta a si mesmo. E prepare-se porque não é nada do que você possa estar imaginando!

4. O duelo entre as drogas lícitas e ilícitas como background.

Na trama, temos um interessante background que faz uma crítica ao livre comércio das drogas lícitas, como por exemplo, o açúcar, o álcool e a nicotina. E apesar de ser feito de forma muito sutil, o subtexto consegue arrancar algumas reflexões até dos mais desligados, principalmente quando a vilã Poppy relata que os perigos destas drogas de livre comércio podem ser muito maiores do que os das drogas ilícitas, como a maconha, por exemplo.

É interessante ver esse tipo de discussão, mesmo que de forma “rasa”, em um blockbuster de ação, que teoricamente preocupa-se apenas com os efeitos especiais de uma boa sequência de combate mão a mão. Outro detalhe é a presença da figura do Presidente dos Estados Unidos, que está até bem parecido com um certo político da Casa Branca.

5. É um prato cheio para os fãs da ação absurda!

Assim como o primeiro, “Kingsman: O Círculo Dourado” não deixa a desejar quando o assunto é ação. A cena de abertura, por exemplo, é uma das mais empolgantes do longa. Taron Egerton, que volta a interpretar o jovem agente Eggys, está ainda mais confortável no papel, nos entregando o seu melhor em um entretenimento puro e simples, do jeito que gostamos. Outro destaque é para o ator Pedro Pascal, que foi uma excelente adição ao elenco. Seu personagem é do sul dos Estados Unidos e tem métodos diferentes de combate. Sua corda “mágica” é um dos pontos altos.

Kingsman: O Círculo Dourado“, como disse anteriormente, é um blockbuster empolgante de ação, que não decepciona aos mais aficionados pelo cinema de ação. O roteiro não é dos melhores, o que acaba prejudicando a narrativa, mas não desqualifica a produção. Vamos torcer agora para que o resultado nas bilheterias surpreenda e um terceiro filme chegue o quanto antes.

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Planeta dos Macacos” é uma das franquias mais populares de Hollywood desde a década de 60. É referência para tantos outros trabalhos, assim como quase que obrigatório para qualquer fã de cinema. Em 2011, quando o diretor Rupert Wyatt recebeu a missão de retornar ao planeta dos nossos parentes distantes, ninguém esperava que ele fosse capaz de idealizar um dos mais impressionantes feitos de computação gráfica já visto na história da sétima arte.

Em parceria com o estúdio de Peter Jackson, ele nos surpreendeu ao apresentar o fantástico prelúdio “Planeta dos Macacos: A Origem“. Chimpanzés, gorilas e orangotangos tão realistas, que por muitas vezes foram capazes de nos confundir. “Tem certeza que eles não são de verdade?” Isso sem contar no protagonista Cesar, o super macaco inteligente interpretado por Andy Serkis. De fato, um blockbuster visualmente incrível e revolucionário. Com “Planeta dos Macacos: O Confronto” não foi diferente. Já assinado por Matt Reeves, os macacos, agora em maioria, estão muito mais desenvolvidos, o que exigiu ainda mais técnica, tando da produção, quanto dos atores responsáveis pelas capturas de movimentos. E mais uma vez eles acertaram.

O primeiro longa, além de ser visualmente impecável, tinha um ponto de exclamação para a abordagem dos direitos dos animais e a forma como as grandes indústrias os tratam para seus estudos científicos. Já no segundo filme, temos uma grande interrogação para a forma como nos tratamos em sociedade. Somos levados a nos indagar sobre como vivemos perante a uma sociedade de padrões, que crítica e julga os que são diferentes. Os macacos podem servir como metáfora para as minorias presentes em nosso convívio. O ódio pode levar a uma guerra. E foi assim que Reeves fechou a trilogia com “Planeta dos Macacos: A Guerra“. Tive a oportunidade de assistir ao filme à convite da Fox Films do Brasil e me surpreendi com o encerramento da satisfatória trilogia.

Assista ao trailer:

Depois de conhecermos a origem desses macacos super inteligentes e a forma como eles se agruparam em sociedade, temos aqui um capítulo final que mostra o difícil embate desta nova espécie com os humanos. Desde que uma gripe, oriunda dos estudos científicos que criaram Cesar, dizimou praticamente toda a população mundial, os humanos se assustaram com a evolução dos símios a ponto de fazer qualquer coisa para freá-los.

Se no primeiro falamos de proteção aos animais e no segundo do ódio ao que é diferente, neste aqui temos o extinto de salvação como principal motivação para uma guerra. De um lado, Cesar, que busca a proteção do que restou de sua família depois de perceber que não adiantaria continuar recluso na floresta para evitar um embate com os humanos. Do outro, o Coronel, interpretado por Woody Harrelson, que acredita cegamente que a única salvação para sua espécie é dizimar Cesar e toda sua família.

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O Coronel é um típico vilão de blockbuster, que apesar de se rodear de certos clichês, demonstra força ao liderar uma guerra e não decepciona ao executar seu papel. São motivos diferentes que partem de um mesmo propósito: a salvação. E quando falo em motivos diferentes é porque temos em “A Guerra” uma desmistificação do que bem e do mal. Há os macacos desertores que lutam junto com os humanos, assim como os humanos que não apoiam a guerra e possuem visões diferentes da situação. Mas será que essa é a única maneira? O que poderia ser feito diferente para evitar uma guerra? O que falta para se colocar no lugar do outro? Se vingar por acontecimentos do passado é a melhor solução? Muito mais do que uma história de guerra entre humanos e macacos, é a mensagem que podemos extrair por trás do embate. Compaixão e vingança são sentimentos que caminham em linha tênue durante toda a narrativa de Reeves.

E se nos dois primeiros capítulos os efeitos visuais impressionaram, com esse não seria diferente. Com o passar dos anos, a captura de movimento consegue ficar ainda mais realista. E mais uma vez Andy Serkis surpreende ao dar vida e emoção ao Cesar como poucos conseguiram (e é por isso que ele merece tanto uma indicação ao Oscar). Outro destaque importante de “A Guerra” é a primorosa trilha sonora que dá ritmo ao filme, principalmente por ele ser, em sua grande maioria, mudo, já que muitos macacos se comunicam apenas por sinais. O trabalho sonoro é tão impactante que complementa qualquer falta que os diálogos possam fazer. Isso sem contar o belíssimo trabalho visual da captura de movimento, que ajudam a retratar as emoções por meio de expressões perfeitas.

Planeta dos Macacos: A Guerra” fecha a trilogia com chave de ouro e encerra a incrível trajetória de Cesar. A história dos macacos evoluídos, vítimas da ambição do homem, é uma bela metáfora para a sociedade. As consequências de ser diferente e o ódio ao novo também possuem valor político no meio em que vivemos. Um filme que comprova, mais uma vez, que para ser blockbuster não precisa ser raso. Muito pelo contrário. Vida longa ao Planeta dos Macacos!

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Leonardo DiCaprio continua em busca de sua primeira estatueta do Oscar e a sua próxima aposta é o filme “O Regresso“, dirigido por Alejandro González Iñárritu (o mesmo diretor de Birdman). Já falei sobre o longa com vocês. Clique aqui e confira o primeiro texto!

A Fox Film do Brasil divulgou hoje, 29, mais um trailer de tirar o fôlego, nos levando a uma experiência imersiva dentro da natureza, capturando a épica aventura de sobrevivência de um homem e o extraordinário poder do espírito humano.

Nesta história, vamos acompanhar o lendário explorador Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) em uma expedição pelas florestas norte-americanas selvagens. Tudo acontecia naturalmente até que ele é brutalmente atacado por um urso e abandonado à morte pelos companheiros de sua própria equipe de caçadores. Para sobreviver, resiste ao sofrimento inimaginável, bem como a traição de seu confidente John Fitzgerald (Tom Hardy). Guiado por pura força de vontade e amor à sua família, Glass deve enfrentar um inverno cruel e uma busca incessante para sobreviver e encontrar a redenção.

Assista ao novo trailer legendado:

Baseado no romance de Michael Punke, tem roteiro assinado por Mark Smith e Iñárritu. Os atores Domhnall Gleeson e Will Poulter também estrelam.

O Regresso” estreia dia 8 de janeiro de 2016 e em 4 de fevereiro aqui no Brasil.