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Baby Driver

Nesta segunda-feira, 24, o Papo de Blogueiro participou de uma divertida coletiva de imprensa do filme “Em Ritmo de Fuga” (Baby Driver), que contou com as participações do diretor Edgar Wright e o ator Ansel Elgort. O evento foi realizado no hotel Grand Hyatt, em São Paulo. Se você nos acompanha no Instagram, viu por lá alguns dos melhores momentos devidamente registrados nos Stories. Ainda não segue? Clique aqui e faça parte da nossa turma na rede social!

(Clique aqui para conferir a nossa crítica de “Em Ritmo de Fuga“, que já é um dos melhores filmes do ano.)

O Rafael, representante do blog lá em São Paulo, chegou cedinho no Grand Hyatt, fez o credenciamento e ficou contando os minutos para a chegada do Ansel Elgort. Iniciado o evento, foi hora de conferir mais detalhes sobre a produção.

No bate-papo com a imprensa, os convidados dividiram divertidos e curiosos momentos por trás das câmeras. Por exemplo, ficamos sabendo (e muito chocados, por sinal) que 95% das cenas foram filmadas sem chroma key, aquela técnica com o famoso fundo verde. Demais, não é? E que responsabilidade! Poucos diretores são capazes de conduzir uma produção desse nível, compromissado em nos entregar cada vez mais veracidade nas cenas.

Outro detalhe curioso é que o ator Ansel Elgort fez um treinamento intensivo para interpretar Baby, precisando aprender técnicas ao volante que deram mais confiança ao personagem. Elgort ficou realmente imerso no mundo do jovem motorista, mas, para garantir a segurança de todos os profissionais no set de filmagens, a produção não deixou que ele encarasse todas as cenas. Um dublê aqui, outro ali, não faz mal a ninguém. E garante a segurança no set!

E por falar no Ansel, ele revelou aos convidados, que “Never, Never Gonna Give Ya Up“, do Barry White, é a sua música preferida da trilha sonora do filme. Sua nova canção preferida de karaokê! E por falar na trilha, o diretor nos contou que na primeira versão do roteiro já tinham sido escolhidas 25 músicas. Incrível, não é? Se você leu a nossa crítica, sabe da importância de todas elas para a trama.

E ainda sobre o nosso Baby, olha só o que ele falou sobre ser o crush do mundo todo:

Hahahahaha, muito fofo, não é?

E olha só, vale lembrar que ele foi incrível durante toda a sua estadia no Brasil. Recebeu os fãs com muito carinho e se mostrou bastante feliz por estar aqui. E são atitudes como essa que fazem toda a diferença, não é? Por mais astros divertidos e acessíveis como o Ansel. E que ele possa voltar mais e mais vezes!

Então é isso! Adoramos participar de mais um evento e contamos com a companhia de vocês para mais e mais momentos como esse. E fiquem ligados: “Em Ritmo de Fuga” estreia nesta quinta, 27 de julho!

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Se você segue o nosso perfil no Instagram ou as nossas conversas no Viber, com certeza sabe que fomos assistir ao filme “Cidades de Papel” na semana passada, no Rio de Janeiro. O evento, que ainda incluiu uma conversa com o protagonista, Nat Wolff, e o autor do livro John Green, foi bem bacana e terminou com uma linda premiere no Cinema Odeon. A review do evento eu já postei aqui, mas a crítica do filme só estava permitida a partir de hoje, portanto, aqui vai:

Uma coisa é certa: se você é fã dos livros de John Green e/ou da adaptação de “A Culpa é das Estrelas“, certamente também vai curtir “Cidades de Papel”. Se você não curte muito os livros e nem se emocionou com esse outro filme, é provável que também não vá curtir esse. Existe uma fórmula para esse tipo de produção, e ela é bem clara e escrachada. Cidades de Papel dificilmente vai surpreender alguém ou ganhar reconhecimento por sua direção, roteiro, fotografia, edição, etc. Isso não quer dizer, é claro, que seja ruim, ou que esses categorias técnicas sejam realizadas de forma a desejar. Não é isso. O problema é que elas seguem essa fórmula à risca e assim não possuem espaço para tentar algo mais arriscado e inovador.

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O filme é, sem dúvida alguma, divertido. Cheio de piadinhas e referências à cultura pop, com certeza vai agradar adolescentes, mesmo aqueles que não são fãs do Green (será que existe algum?). Na minha review dos eventos da semana passada, falei que conversei rapidamente com o autor do livro e que perguntei pra ele sobre uma tal referência feita no filme, que na minha opinião, foi a melhor cena. A referência, no caso, foi à Pokemon, desenho que marcou minha infância e que AINDA marca minha vida, pois sempre que um jogo novo é lançado, eu sou o primeiro da fila. Quentin, Radar e Ben (o trio de protagonistas do filme), em um momento de medo, decidem cantar uma música e a primeira que eles lembram é a abertura do desenho (Esse meu jeito de viver, ninguém nunca foi igual…). <3

Enquanto filme de mistério, Cidades de Papel falha, mas acredito que isso já venha do livro (o qual eu não li, admito). Margo, a suposta protagonista do filme, que na verdade quase não aparece, é uma personagem insuportável e eu simplesmente não consigo entender porque alguém gostaria dela. A modelo Cara Delevingne é, sem dúvida alguma, linda, mas como várias outras modelos antes dela, ainda precisa de algumas aulas de interpretação antes de tentar a carreira do cinema. O grande mistério do filme, que envolve sua personagem, é bem bobo e se desenrola de uma forma tão esquisita, cheia de coincidências e muito sorte, que acho que todos os espectadores vão ficar se perguntando se é isso mesmo que está acontecendo.

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Porém, o filme funciona, e muito bem, como um “road movie” (filme de estrada) e também nos momentos em que toca em questões de amizade. Na coletiva de imprensa, alguém fez uma comparação entre os filmes baseados nos livros de John Green e os filmes do diretor John Hughes, como “Clube dos Cinco” e “Curtindo a Vida Adoidado“, que são filmes dos anos 80, que falam principalmente de amizade, primeiro amor e o universo adolescente em geral.

E eu consigo ver claramente à relação entre os dois. A diferença, pra mim, é que os longas de Hughes não tentam ser nada além disso, ou seja, ele sabe que consegue fazer um bom filme adolescente e por isso, não coloca um mistério desnecessário no meio da história. Ben e Radar são os melhores personagens do filme e até mesmo Lacey, que parece tão chatinha quanto a Margo no início, mostra ser bem divertida.

É difícil, portanto, dar um veredito para o filme, já que eu entendo claramente que ele vai agradar grande parte dos espectadores e desagradar o restante. E todos os filmes não são assim?

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Muito obrigado à Fox Film Brasil pelo convite.

“Cidades do Papel” estreia nesta quinta-feira, dia 9 de julho.

Crédito das fotos: Helena Mayrink