Tag: cinema

giphy

Uma das melhores coisas que o cinema faz por seus espectadores é apresentar coisas novas.  É uma maneira gostosa e divertida de aprender sobre o mundo, além de sobre si mesmo. Mesmo que a história seja leve ou até infantil, dá para agregar algo interessante e criativo.

Eis aqui uma pequena e seleta lista com filmes que possuem relação com culinárias específicas. Será que você já assistiu a todos? Veja e aproveite as dicas específicas que cada um pode lhe trazer:

Ratatouille

giphy (1)

É uma animação – dizem que é pra crianças, mas duvide – que fala sobre um ratinho que desenvolve um apetite muito refinado. Ele usa seu olfato aguçado para virar um chefe de cozinha, sem que o dono do restaurante descubra, com ajuda de alguns humanos. Que tal uma pitada de cozinha francesa para refinar o paladar?

Jiro Dreams Of Sushi

O filme inspirador mostra a vida do grande sushiman Sukiyabashi Jiro, um dos mestres da arte da culinária japonesa, hoje popularizada e disponível em todo o mundo. Por aqui, graças aos serviços de delivery, ela pode ser facilmente saboreada em qualquer canto do país.

Big Night

Um filme que retrata as dificuldades de um tradicional restaurante italiano em New Jersey, nos Estados Unidos, por oferecer uma culinária autêntica – extremamente extravagante para o paladar local. Se só de pensar já te deu fome, que tal saborear um belo prato no Spoleto hoje? Afinal, ele é uma das redes mais amadas e conceituadas do país.

Julie e Julia

juliaejulie

Uma americana comum resolve fazer todos os pratos de um famoso livro de receitas. Mistura o presente e o passado, enquanto conta a vida de uma famosa culinarista da TV dos Estados Unidos. Muito sensível e com ótimas receitas.

Um ano bom

Além da culinária da Toscana, o filme fala sobre o vinho da região, o cultivo e o consumo, tudo isso temperando um romance entre uma italiana e um americano. Impossível não gostar dos vinhos e do filme!

o-lar-das-criancas-peculiares-e-tudo-menos-peculiar

O que acontece quando o estilo literário sombrio e fantasioso de Ransom Riggs se encontra com as ideias visionárias e, de certa forma, excêntricas de Tim Burton?

Um dos diretores mais aclamados de Hollywood ganhou a missão de levar “O Lar das Crianças Peculiares” para as telonas, brincando dentro da sua zona de conforto com um certo ar de renovação. Mas o que podemos esperar desse encontro?

A história acompanha Jacob (que ganha força ao ser interpretado por Asa Butterfield, um dos grandes destaques da nova geração do cinema), que descobre, por meio de pistas deixadas pelo avô (Terence Stamp) falecido, um mistério de sua família, que apesar de parecer bizarro e muito improvável, envolve magia e tempos diferentes. Ele conhece então o Lar das Crianças Peculiares da Sra. Peregrine (Eva Green). Cada qual com sua “peculiaridade” (eles têm habilidades especiais como flutuar, abelhas saindo da boca e a superforça), aprende a conviver com as diferenças dessas crianças presas a um longo passado, o que acaba sendo uma metáfora às diferenças de nossa sociedade.

Um dos pontos positivos do filme é a experiência “freak show” que o diretor sabe fazer como ninguém. Só que diferente do que estamos acostumados, todas as criaturas bizarras e “mágicas” pertencem a uma mitologia criada por Riggs (que diga-se de passagem: é muito bem construída em três livros) e não são criações propriamente ditas da cabecinha de Burton. Sem tantos efeitos visuais como estamos acostumados a ver nas histórias do diretor, temos aqui uma mistura de imagens antigas com personagens bizarros, cheio de características próprias.

Burton é conhecido pelo lado gótico, mas como estamos falando de uma adaptação, precisou trabalhar dentro de um mundo já existente, mas claro, sem deixar de dar o seu toque criativo e original. Outro ponto positivo encontrado na trama é a fotografia de tirar o fôlego. Os cenários são os mais diversos possíveis, como a tropical Flórida e a fria e cinzenta Cairnholm. Uma característica bem trabalhada na trama é a cor cinza para representar o mundo real e o tom mais colorido para mostrar Jacob dentro da fenda (dentro do mundo criado especialmente para os peculiares).

O elenco também é de encher os olhos! Samuel L. Jackson interpreta um vilão divertido, excêntrico e mais engraçado do que propriamente aterrorizante. Talvez fosse essa a intenção do diretor e de Jackson ao construir o personagem. Eva Green rouba todas as cenas! Que mulher, meus amigos. Ela é sempre fantástica assim? Sempre! Sua Peregrine é misteriosa, forte e ao mesmo tempo amável. Não deu vontade de ser um de seus peculiares? Asa Butterfield, como comentei no início do texto, está incrível! Não dava para ser menos. O garoto é bom, e é bom de verdade. Ele se encaixou direitinho no papel de Jacob.

o-lar-das-criancas-peculiares-e-tudo-menos-peculiar/

Os peculiares Ella Purnell (Emma), Finlay McMillan (Enoch), Lauren McCrostie (Olive) e Pixie Davies (Bronwyn) também roubam a cena.

Diferente da fotografia e do elenco de primeira, o roteiro de Jane Goldman é, de certa forma, muito raso, não se aprofundando muito nos relacionamentos dos personagens. As crianças peculiares são carismáticas (os atores são bons e conseguem isso apenas com uma rápida introdução), mas não criam muitas conexões com o público. Jacob rouba toda a cena e ficamos por isso mesmo. Peregrine certamente merecia mais atenção.

Com uma certa limitação do roteiro e um desempenho mediano de Tim Burton na hora de dar vida à magia criada por Riggs, “O Lar das Crianças Peculiares” se limita a um filme com bons efeitos especiais e nada muito mais inspirado do que estamos acostumados. Um filme divertido para toda a família.

sound

Introdução: um pouco da história da música no cinema e no vídeo game.

Desde os primórdios do cinema, com o Primeiro Cinema dos irmãos Lumière, passando por Méliès e o advento do som na imagem em movimento e chegando aos dias de hoje, a música sempre teve grande importância para o evento de se assistir um filme. Mesmo quando o som direto, captado ao mesmo tempo das imagens, era ainda um sonho distante nas mentes dos cineastas e grandes estúdios, os filmes já possuíam trilha sonora, muitas vezes apresentadas ao vivo por músicos conhecidos na Europa, nos Estados Unidos e até mesmo no Brasil.

Algumas vezes, o diretor ou produtor do filme contratava alguém para escrever (ou escreviam eles mesmo, em alguns casos) uma partitura que deveria ser acompanhada do filme para o espectador ter a experiência completa de assisti-lo. Outras vezes, com o material pronto, algum compositor, ao assistir ao filme, compõe a música de acordo com o que assistiu e seus conhecimentos. Em um dos documentários experimentais mais conhecidos de todos os tempos, Man with a Movie Camera, de 1929, o diretor, Dziga Vertov, deixou indicações de como queria que o acompanhamento musical fosse feito. Assim, no processo de restauração do filme para lançamento em DVD em 1996 (quase 70 anos depois), a orquestra fez uma partitura seguindo essas orientações. De qualquer forma, percebe-se que a música sempre teve o papel protagonista na história do cinema.

Hoje em dia, com os filmes falados, cheios de explosões e efeitos sonoros, esse hábito de um músico ao vivo tocando dentro da sala é mais raro, exclusivo de sessões especiais em teatros e cinemas mais nostálgicos. Porém, isso não significa que se deixou de dar importância à criação de trilhas originais para filmes. Nomes como Alfred Newman (The Hurricane, Camelot, The King and I), John Williams (Harry Potter, Star Wars, Jurassic Park Jaws), Hans Zimmer (The Lion King, Gladiator, The Dark Knight) e James Horner (Avatar, Titanic, Braveheart) são apenas alguns de grandes compositores cinematográficos que ganharam reconhecimento tanto na indústria cinematográfica, quanto musical.

Caso semelhante acontece com os videogames, porém de forma um pouco diferente. Meio de entretenimento bem mais recente do que o cinema, os jogos eletrônicos surgiram na segunda metade do século XX, a principio de forma bastante rudimentar. Tanto a qualidade da imagem, quanto da trilha sonora, era bem baixa nas primeiras décadas do vídeo game, originalmente limitadas à melodias simples por tecnologia de sintetizador de sons. Com o passar das décadas, essa realidade mudou drasticamente e, hoje em dia, as trilhas sonoras de vídeo games são cada vez mais complexas e interessantes, tanto quanto aquelas de filmes.

Entre o meio e o final da década de 1980, houve uma grande onda de lançamentos de jogos para plataformas que tinham música composta por pessoas com mais experiência musical. A qualidade das composições avançou notavelmente, e uma prova da popularidade da música deste período permanece até hoje entre jogadores de videogame que reconheceriam qualquer uma dessas músicas de qual jogo ela pertence originalmente, sendo que muitos deles ouvem essas músicas em seu dia-a-dia. Entre os compositores que ganharam fama com sua música composta para jogos incluem Kōji Kondō (Super Mario Bros., The Legend of Zelda), Koichi Sugiyama(Dragon Quest), Hirokazu Tanaka (Metroid e Kid Icarus), Martin Galway (Times of Lore), Hiroshi Miyauchi (Out Run), Nobuo Uematsu (Final Fantasy), Yuzo Koshiro (Ys).

Hoje em dia, tanto para filmes, quanto para videogames, existem grandes premiações que homenageiam os melhores profissionais em cada área. Não poderia ser diferente, nas principais premiações existem categorias exclusivas para Trilha Sonora. Em 2015, por exemplo, o prêmio de Best Original Score do Academy Awards (Oscar) foi para o compositor Alexandre Desplat para o filme The Grand Budapest Hotel. Já no Spike Video Game Awards 2015, o vencedor de Best Soundtrack foi GTA V (jogo que muitos consideram um grande filme interativo).

Trilhas sonoras: clássica ou não?

Estudiosos, especialistas e músicos mais conservadores possuem certa dificuldade em colocar nomes como Alfred Newman, John Williams e Hans Zimmer nos mesmos patamares que Beethoven, Tchaikovsky e Mendelssohn. É claro que é difícil para qualquer um acreditar que alguma pessoa viva nos dias de hoje terá, algum dia, tanta importância e reconhecimento para a música em geral do que esses nomes já consegrados. Mas não deveriam esses “novos” nomes da música ter uma chance ao serem listados pertencendo ao mesmo estilo que eles, fazendo assim que seus trabalhos alcancem novos ouvintes?

A rádio britânica dedicada à música clássica, Classical FM, definitivamente acredita que sim. Desde 1996, a rádio define as 300 músicas clássicas mais populares e as toca durante a semana de páscoa. Desde então, o primeiro lugar da lista já foi ocupado por diferentes músicas, como Violin Concerto No 1, de Bruch; Piano Concerto No 2, de Rachmanioff; Clarinet Concert, de Mozart; entre algumas outras. Porém, além dessas de peridos como romântico e clássico, a rádio não deixa de incluir trilhas sonoras de filmes como Senhor dos Anéis e Piratas do Caribe.

Na lista de 2015, John Williams aparece em 48º lugar com a trilha sonora de A Lista de Schindler (filme de Spielberg que é considerado por muitos um dos melhores filmes já feito). Ennio Morricone está logo a frente em 36º, com a trilha sonora do filme A Missão. Em 30º, temos a japonesa, Yoko Shimomura, com a trilha do videogame Kingdon Hearts. Howard Shore se encontra em 21º com o filme O Senhor dos Anéis. Jeremy Soule quase entra no TOP 10, ficando em 11º com a série de videogames The Elder Scrolls. E em 9º, a posição mais alta alcançada por um filme ou videogame, está o compositor japonês Nobuo Uematsu com a série de jogos Final Fantasy.

O intuito da rádio não é, nem nunca foi comparar qualidade das composições ou afirmar que esses compositores contemporâneos são mais importantes do que outros de outros períodos. O objetivo deles é medir popularidade entre as músicas, já que as listas são votadas pelos ouvintes da rádio. Porém, ao dar a possibilidade deles votarem nessas trilhas sonoras, mostra que eles acreditam que esses músicas sejam clássicas, tanto quanto as outras. E o resultado apenas comprova esse fato.

Após a divulgação da lista de 2008, que continha já vários desses compositores de filmes e jogos, o blogueiro de música, Tristan Jakob-Hoff, postou no The Guardian, um texto mostrando a sua discordância do pensamento da rádio. Ele afirma que a lista possui vários equívocos e assim confunde os ouvintes da rádio. Primeiramente, diz que após ler a lista, um leigo pode acreditar que música clássica é qualquer música tocada por uma orquestra e que não existem outros tipos de apresentação, já que 75 músicas do TOP80 são orquestradas. Ele afirma, então, que para a música ser clássica, não tem nada a ver com as forças envolvidas na sua apresentação e sim em qual intuito na qual ela foi escrita para ser ouvida. “A música clássica é projetada para ser considerada, contemplada e – sendo a mais abstrata de todas as formas de arte – provocar uma resposta verdadeiramente subjetiva em cada um dos seus ouvintes. Música de filme, por outro lado, destina-se a acompanhar as imagens em movimento, para proporcionar um comentário objetivo para a ação na tela. Tirando as imagens, a música perde a maior parte do seu significado. ” conclui ele.

Por mais que ele esteja certo em alguns aspectos, como o fato de que a orquestra sinfônica realmente não é o único modo de apresentação da música clássica, isso não faz que o argumento geral dele esteja correto. Por exemplo, a música clássica é realmente o único estilo musical que é projetada para ser considerada e projetada? Certamente, muitos compositores de outros estilos, como o rock, folk, hiphop e até mesmo o pop, vão argumentar que possuem o mesmo intuito na hora que escrevem suas canções. Ou seja, por essa classificação, esses outros estilos também deveriam ser considerados como clássicos. Sem contar também que nem toda música clássica foi escrita com esse intuito. Existem várias clássicas populares incidentais, como por exemplo as peças Peer Gynt e A Midsummer Night’s Dream, que tiveram suas músicas depois transformadas em orquestras.

Outro fato ruim da argumentação dele é que as músicas de filme só fazem sentido quando acompanhadas da imagem em movimento, e esse fato é extremamente não verdadeiro. A maioria dos compositores de filmes e jogos estudaram e são treinados em música clássica. John Williams, por exemplo, que já levou 5 estatuetas do Oscar para casa, tem seu trabalho comparado com os de Holst, entre outros compositores. Comparando Mars, dos Planetas de Holst, com o tema de abertura de Star Wars: Uma Nova Esperança, podemos encontrar influências diretas.

A música clássica, com o passar dos séculos e principalmente a partir do século passado, vem perdendo a sua popularidade. Em contrapartida, filmes e videogames cada vez tem mais e mais espectadores e jogadores, respectivamente. Pode-se pensar que grande parte dessas pessoas não se consideram como ouvintes da música clássica, mas possuem álbuns com as trilhas sonoras dos filmes, ou simplesmente adoram ouvir a música de certa parte do jogo. Essas pessoas podem se tornar eventuais ouvintes de outros períodos da música clássica, fazendo com que essas trilhas sonoras sejam de importância muito grande para a (re) popularização de um gênero que é cada vez menos comum, principalmente entre jovens.

Um bom exemplo disto, só que dessa vez no âmbito do esporte, foi a escolha da ária “Nessun dorma”, da ópera Turandot, de Giacomo Puccini, como música-tema da Copa do Mundo de 1990, o que levou a um notável aumento no interesse popular pela ópera e, em particular, pelas árias cantadas por tenores, o que eventualmente levou aos concertos e álbuns de grande sucesso dos Três Tenores.

Não se deve esquecer também de que a música clássica de vários períodos também sempre aparece como trilhas sonoras de filmes. Stanley Kubrik é lembrado por muitos pelos filmes com trilhas sonoras magníficas e bem clássicas, como a abertura de 2001: Uma Odisseia no Espaço, que conta com um poema sinfônico de Strauss, Also sprach Zarathustra, ou então a Nona Sinfonia de Beethoven, ouvida pelo personagem Alex em Laranja Mecânica. Isso serve para mostrar que a música clássica combina com a atmosfera de filmes.

O problema aqui, e em muitos outros casos também, é generalização. Não se deve, certamente, afirmar que toda trilha sonora de todos os filmes é clássica. Existem filmes com orçamento tão baixo que não tem dinheiro para fazer uma trilha sonora original, ou até mesmo qualidade criativa a desejar, que suas trilhas sonoras acabam ficando tão ruins quanto o resto do filme. O importante é saber a diferença desses filmes e àqueles nos quais vários profissionais trabalham por meses ou até mesmo anos para criar músicas que devem fazer o espectador sentir diversas emoções.

Uma boa alternativa seria categorizar as trilhas sonoras em um gênero novo, a “música de filme” e “música de jogos” ou simplesmente “trilhas sonoras”. Prática essa que muitas lojas de CD’s já utilizam para separar esses produtos, que possuem bastante demanda. O problema com essa “solução” é o preconceito que as pessoas têm com essas músicas. Sendo separados e vendidos como “música de filme”, algumas pessoas que já possuem uma certa ideia errônea de que essa música é ruim e que não se interessa, nunca pararia para comprar esse CD ou baixar essa música. Assim, essas pessoas nunca teriam contato com essa música. Ao ser classificado como música clássica contemporânea , pessoas com este preconceito poderiam dar uma chance ao gênero.

Para concluir, trilhas sonoras, tanto de filmes, quanto de videogames, são também compostas para fazer o ouvinte sentir emoções, para serem consideradas e contempladas, e não devem ser ouvidas somente com o acompanhamento da imagem em movimento. O mercado de cinema e de jogos estão crescendo cada vez mais, assim, os compositores tem a possibilidade, muitas vezes, de trabalhar sua criatividade com orçamentos enormes, compondo músicas brilhantes.

filmes-nacionais-recentes-que-todo-cinefilo-deve-assistir

Hoje, 19 de junho, é celebrado o dia do cinema brasileiro. Há exatos 117 anos, o cinegrafista Afonso Segreto registrou seu navio entrando na baía de Guanabara e assim realizou a primeira filmagem em território nacional. Para comemorar a data, portanto, eu separei alguns filmes nacionais recentes que eu acho que todo mundo deve assistir, principalmente, àquelas pessoas que amam cinema.

Só para deixar claro, esses filmes não são os melhores filmes que o Brasil já produziu (até porque para definir os melhores filmes nacionais, precisaríamos de anos e de muitas outras pessoas além de mim) e nem mesmo estão dispostos em qualquer ordem. Eles são apenas filmes que eu gosto bastante e/ou acho que deveriam ser assistidos, e que foram produzidos a pouco tempo. Vamos lá…

Casa Grande (2015)

Esse filme de Fellipe Barbosa foi a maior surpresa do ano! Sua narrativa leve e diálogos inteligentes só acrescentam à direção naturalista dos atores que, em sua maioria, possuem grandes semelhanças com os personagens interpretados. Como bom carioca, fico orgulhoso de qualquer filme realizado na minha cidade, mas aqui encontro os personagens frequentando os mesmos lugares que eu e vivendo uma vida que eu me identifico em muitas maneiras (tirando a parte que o protagonista é rico à vera). O filme é engraçado e possui discussões importantes e bem atuais! Vale a pena a ida ao cinema.

O Som ao Redor (2013)

Depois de realizar alguns ótimos curtas como ensaio para seu primeiro longa, Kleber Mendonça Filho já havia elevado as expectativas para esse filme. A estreia de Kleber no mundo dos longa-metragens não só superou as expectativas, como também surpreendeu, inovou e mostrou, para todos aqueles que não acreditavam, que o Nordeste também sabe fazer bons filmes. O longa é lento e o som não é representado do jeito que estamos acostumados, e são essas duas características que fazem dessa produção uma obra de arte que respira, tem pausas e é muito impactante.

Tatuagem (2013)

Mais uma vez o Nordeste mostrando que merece lugar nas salas exibidoras desse país. Mais particularmente, Pernambuco vem mostrando que tem muito talento para ser explorado. Hilton Lacerda conta a história de uma trupe teatral na época da ditadura e a relação de seu líder com um jovem militar. Provavelmente, o melhor filme gay que esse país já produziu, e ainda sim, o longa é muito mais do que isso. Não é só a relação entre dois homens e sim entre vários outros fatores, como a ditadura e a opressão. Mais um filme bem naturalista, com atores bem distantes do circuito global (pelo menos, na época), que consegue conquistar qualquer um.

O Último Cine Drive-in (2015)

Dessa vez, somos transportados para Brasília, mas longe de discursos políticos e revoluções jovens. Aqui, vemos a história do último cinema do estilo Drive-in da América Latina, e sua luta para continuar existindo. Os personagens são extremamente interessantes, a ação, principalmente dos 30 minutos finais, é muito boa e o filme é todo muito bem roteirizado. Assisti essa obra no Festival do Rio de 2014 e ele vai estrear no circuito dia 20 de agosto desse ano, portanto, não deixem de dar uma conferida!

O Menino e o Mundo (2014)

Longe da parceria entre Disney e Pixar, Alê Abreu mostra que o Brasil também sabe fazer animação. A história emocionante de um garoto que vai em busca do pai na cidade grande e acaba descobrindo a realidade do mundo adulto é, ao mesmo tempo, linda de se ver e cruel de se refletir. Essa animação, que não é feita para crianças, tem um forte tom de crítica, mas também é leve e tem umas sequências de tirar o fôlego.

O que vocês acharam dessa lista? Queremos sua opinião! =)

chris-evans-e-minka-kelly-terminaram-o-namoro

chris-evans-e-minka-kelly-terminaram-o-namoro

Chris Evans e Minka Kelly terminaram? Uma fonte muito próxima ao casal revelou à revista Us Weekly que os dois não estão mais juntos! “Não fazia sentido para eles estarem juntos agora”.

Kelly está gravando a série Almost Human em Vancouver, enquanto Evans se prepara para dirigir o filme 1:30 Train em Nova York. Seus compromissos profissionais não estão batendo, o que acabou contribuindo para a separação.

Esta não é a primeira vez que o casal passa por “crises”. Eles se conheceram em 2007 e no mesmo ano decidiram terminar o namoro. Depois de um loooongo tempo, em setembro de 2012, resolveram reatar o relacionamento.

Ainda segundo a fonte, eles não estão brigados ou coisa do tipo, continuam amigos e apoiando um ao outro.

Chris Evans, que passa por uma ótima fase no cinema, está se preparando para o lançamento de Capitão América 2 – O Soldado Invernal. Você pode acompanhar tudo sobre o filme clicando aquiMinka, que é um rostinho carimbado em várias produções da televisão americana, é uma das estrelas de Almost Human, que também já comentamos aqui no blog.

Uma pena, né? Continuamos torcendo pelo casal!

netflix-appletv1

netflix-appletv1

Não é novidade que o serviço de streaming online, Netflix, tem investido bastante em produções originais e oferecendo um serviço novo e de qualidade para milhares de seus assinantes. Com isso, a empresa uni uma parceria com o Curta Kinoforum e o Festival do Rio (por meio de sua área de negócios, a RioMarket), lançam o concurso “Prêmio Netflix”, que elegerá e premiará uma produção brasileira como a “Joia do Cinema Brasileiro“.

A produção vencedora será distribuída internacionalmente pela Netflix, para mais de 37 milhões de assinantes. A seleção dos 10 candidatos foi realizada por organizadores durante os dois mais importantes festivais da América Latina. O anúncio dos candidatos será realizada no dia 29 de agosto, durante a 24° edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo.

Os cinéfilos de todo o Brasil poderão votar na sua produção favorita e escolher quem merece ser o vencedor através do site (Prêmio Netflix), que entra no ar na quinta-feira (29). O resultado sai em outubro, durante a cerimônia realizada no Festival do Rio.

O Brasil é o primeiro país no mundo que receberá o Prêmio Netflix. “A indústria brasileira de filmes é extremamente rica e queremos ajudar a colocar um deles debaixo dos holofotes em todo o mundo. Ter a ajuda dos maiores festivais de filmes do país foi indispensável para descobrir essas joias escondidas, e estamos confiantes que a escolha feita pelos internautas será a melhor para a Netflix”, disse Vinícius Losacco, VP de Marketing da Netflix para a América Latina.

E você curtiu a iniciativa do Netflix em ações como essa?

12