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No início dos anos 40, os quadrinhos eram protagonizados por personagens masculinos e não havia representatividade feminina nas histórias que chegavam às casas dos leitores. O Superman, o maior de todos os super-heróis, foi por muitos anos a figura mais lembrada entre jovens e adultos. Mas em quem jovens meninas poderiam se identificar no meio de tantas personagens homens e caricatos?

Durante as décadas de 30 e 40, as mulheres conquistaram novos direitos, entre eles, o direito do voto e a participação no mercado de trabalho, contribuindo, assim, para o enfraquecimento da ideologia de hierarquização dos papéis sexuais. Foi nesse período então que a Mulher-Maravilha fez sua primeira aparição na revista “All Star Comics Nº 8”, lançada em dezembro de 1941 pela All-American Publications (DC Comics), nos Estados Unidos.

O criador, William Moulton Marston, em uma entrevista ao jornal New York The Sun, caracterizou a super-heroína como uma “propaganda psicológica” para o tipo de mulher que ele acreditava que poderia governar o mundo. Para William, as mulheres eram mais honestas que os homens e por isso defendia seu crescimento na sociedade, tendo então a ideia de criar a personagem.

Impressionantes 76 anos depois, a personagem – que representou uma quebra de paradigmas para a história da Cultura Pop ao incluir nas HQs uma mulher como super-heroína – repetiu o mesmo feito nos cinemas ao estrelar seu primeiro filme em live-action.

Não que as mulheres não tenham conquistado direitos ao longo de tantas décadas. Pelo contrário, foram muitas conquistas. Mas, mesmo com o passar dos anos, a luta feminista está longe de chegar ao fim e a tão sonhada igualdade entre os gêneros ainda não existe. O empoderamento feminino ainda é quase um tabu e as produções de Hollywood ainda temem mulheres como protagonistas (o que é perceptível ao nos darmos conta que só agora, depois de 76 anos, a Mulher-Maravilha tenha um filme solo para chamar de seu).

E uma pergunta que todos estão se fazendo é: “Mulher-Maravilha” é um filme feminista? Sim, é um filme feminista! E esse é um dos motivos que fazem dessa produção tão importante para a história atual da Cultura Pop. Diana tem uma personalidade marcante e é livre para tomar suas próprias decisões. O roteiro também deixa bem claro sua intenção ao fazer questionamentos simples e pertinentes, como “Por que uma mulher não pode entrar no parlamento?”, ou “Por que uma secretária precisa fazer tudo para o seu chefe como se fosse uma escrava?”.

Neste ponto, temos um filme realmente empoderador, assim como a personagem.

Muitas pessoas estavam com um pé atrás em relação ao longa, principalmente por ele carregar nas costas a difícil missão de recuperar o prestígio e a fé no Universo DC dos cinemas. Mas a boa notícia é que ele conseguiu cumprir muito bem seu papel, dando esperança aos fãs de que dias melhores estão por vir – pelo menos para o time da Liga da Justiça, né?

Agora que contextualizei a história da Mulher-Maravilha e o quanto ela é importante para a atual fase da nossa sociedade, vamos falar sobre o filme e o seu impacto no cinema.

Cuidado, tem spoilers leves!

A diretora Patty Jenkins aceitou a difícil missão (sendo que ela já tinha se oferecido para dirigir o filme em 2003) de contar a história de origem da personagem, apresentando Diana, interpretada por Gal Gadot, para o público que vai muito além dos fãs e apreciadores de histórias em quadrinhos. Temos aqui uma legítima história de origem. E uma das mais bem contadas de todos os filmes de super-heróis. E a vantagem da Maravilha é que essa é a primeira vez que está sendo contada no cinema, diferente de seus colegas, como Batman e Superman, que já estão indo e vindo nas telonas há muitos anos. O público precisava desse filme!

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O roteiro de Allan Heinberg preocupa-se em contar a história da princesa Diana desde sua infância, mas não pense que é algo maçante ou muito lento. Tem tudo que precisa para que o público entenda e apenas isso. Sem muitas enrolações. E um dos pontos altos é que ele consegue nos conectar com o elenco coadjuvante, necessário para compreendemos o universo da heroína na Ilha do Paraíso. As cenas com a tia Antíope (Robin Wright) são incríveis e nos fazem torcer por elas. É demais!

E no quesito serviço ao empoderamento feminino, é incrível reconhecer a força feminina em tantas mulheres da ilha. E que incrível uma ilha repleta de mulheres cheias de atitude e donas de seus próprios narizes, não é mesmo? Diana tem em quem se inspirar!

O filme dá um salto quando o misterioso piloto Steve Trevor, interpretado brilhantemente por Chris Pine, cai na ilha e traz consigo, toda uma tropa alemã sedente por guerra. A direção da cena em que o exército de Themyscira enfrente os vilões alemães ficou impecável, sendo um dos momentos mais empolgantes da trama. E é após a chegada de Steve que temos os primeiros alívios cômicos da trama. Steve é o primeiro homem que aparece na vida de Diana e é até ingenuamente engraçado ela se surpreender com ele (e sua genitália, hahaha).

Quando Diana conhece Steve e eles começam a desenvolver uma relação, percebemos então uma linha tênue entre emoção e naturalidade no roteiro de Heinberg. Diana não está disposta a ter um relacionamento com Steve, mas acredita que isso possa ser sua ligação com o mundo dos homens e uma ponte de conhecimentos que ela ainda não tem do que é viver no mundo fora da ilha. Naturalidade é a palavra-chave dessa relação muito bem construída. Você torce para que eles fiquem bem, não que eles fiquem juntos. Outro adendo ao movimento feminista é a forma como Diana se posiciona em relação a Steve. Quem disse que ela precisa obedecer suas ordens assim como todas as mulheres daquela época? Diana é autossuficiente, o que é incrível!

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Outro ponto que merece destaque é o elenco de apoio quando Diana se depara com o mundo real. O mundo que ela acredita está sob o comando de Ares, o Deus da Guerra. Todos os personagens vão se encaixando de forma natural e você se conecta com suas personalidades. Etta Candy representa para Diana as mulheres no mundo dos homens e como todos estão errados em tratá-las dessa forma (Outro ponto importante para o movimento feminista). O time liderado por Steve, formado pelo árabe Sameer, pelo escocês Charlie e pelo nativo-americano Chefe, dão um tom mais leve para a trama e ajudam a heroína a conhecer mais os homens.

Quando Diana começa a perceber o quanto o mundo real é muito pior do que ela imaginava e o quanto os homens não a merecem, temos um dos momentos mais importantes do filme. Sua ira é perceptível. Ela não consegue compreender como a sociedade consegue ser tão cruel, até mesmo as crianças.

E diante disso, os vilões que a história apresentam ficam totalmente em segundo plano. Até temos bons momentos com a Doutora Veneno e o General Ludendorff, mas nada que consiga se sobressair do contexto geral da heroína. Os momentos finais são grandiosos, mas todos os tiros, porradas e bombas não superam o que a Mulher-Maravilha tem de mais valioso: sua fé na humanidade e no amor ao próximo, o que é muito importante do que qualquer embate com qualquer supervilão.

Apesar de alguns tropeços, principalmente no modo DC Comics de finalizar seus filmes, temos aqui o melhor do universo até então. Uma esperança para o estúdio e também um serviço muito importante para a inclusão de gênero no cinema.

Mulher-Maravilha, tu és foda, mulher!

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Quando a Anitta anuncia um lançamento, você pode se preparar porque nunca é só um single ou clipe. Ela sempre prepara um grande evento e isso pode ser considerado um dos pontos positivos da atual fase de sua carreira. Nada é à toa e tudo tem um propósito. Chamar atenção é palavra de ordem.

No momento, a carioca quer conquistar sua tão sonhada carreira internacional, e os primeiros passos já foram dados: tudo começou em 2016 com o lançamento de “Sim ou Não“, uma parceira com o colombiano Maluma. Algum tempo depois, foi a vez de fazer uma participação em “Switch“, nova música da rapper australiana Iggy Azalea. E essa parceria não ficou apenas nisso, ela até se apresentou no programa do Jimmy Fallon, uma das maiores audiências americanas. Quer pouco ou quer mais? Ela quer mais!

Disposta a fazer seu nome na cena musical, Anitta vai aproveitar a repercussão de sua primeira apresentação na televisão americana para lançar o single “Paradinha“, que dessa vez será todo em espanhol. O lançamento está marcado para o dia 31 de maio, com direito a videoclipe todo filmado nos Estados Unidos. Um diferencial em sua carreira. Tanto a locação do vídeo quanto a língua cantada. Para a faixa, ela promete um som chiclete, daqueles que grudam na cabeça. Sem contar que vai ter coreografia, perfeito para as baladas. Será que ficamos animados com a novidade?

Mas enquanto “Paradinha” não chega, vamos curtir 10 hits latinos que estão conquistando o mundo. É o ritmo da América Latina nas principais paradas musicais!

1. Despacito – Luis Fonsi ft. Daddy Yankee

Se a música latina finalmente atingiu seu ápice em 2017, isso tudo é graças ao sucesso extraordinário de “Despacito“, aquele hit que acontece raras vezes na vida de um artista. A música está fazendo tanto sucesso, que já passou de 1,5 bilhão de visualizações no Youtube. O hit porto-riquenho alcançou na última semana o primeiro lugar da lista Hot 100 da Billboard e foi a primeira música cantada em espanhol a atingir essa marca nos Estados Unidos desde “Macarena“, em 1996. De lá pra cá foram tantos hits latinos incríveis, que fica até difícil acreditar nisso, né? Vamos valorizar mais a cultura latina, amigos da terra do Tio Sam.

2. Chantaje – Shakira Ft. Maluma

Shakira é um dos nomes latinos mais famosos da música internacional. Mas venhamos e convenhamos que a loira estava precisando de um “up” em sua carreira há muito tempo. E essa guinada veio com “Chantaje“, um feat pra lá de sensual com o cantor Maluma (outra aposta latina de 2017). O sucesso do single foi tão grande, que repercutiu diretamente no lançamento de seu novo álbum, “El Dorado“. Quando o disco entrou na plataforma, ele já contabilizava mais de meio bilhão de execuções no serviço de streaming. Isso porque seis das 13 faixas já haviam sido lançadas anteriormente, entre elas, “Chantaje”. Sucesso!

3. Felices los 4 – Maluma

Olha o Maluma aparecendo na nossa lista! Não tem como negar que o cara está em alta. São tantas parcerias (Anitta, Shakira, Thalia e muito mais…) que tudo que ele toca, vira ouro. E o seu novo single, esse sem nenhum feat (o que é até diferente, se levarmos em conta o atual cenário das paradas musicais), é um sucesso de visualizações no Youtube. E é um daqueles hits latinos que fazem a gente suar na balada. Sem contar que o clipe é quente! No melhor sentido.

4. Me Enamoré – Shakira

Já falei que a Shakira lançou um novo álbum e que está fazendo um sucessão no Spotify? Pois bem, se ainda não se convenceu, assista ao clipe superfofo de “Me Enamoré“, um dos singles de “El Dorado“.

5. SUBEME LA RADIO – Enrique Iglesias ft. Descemer Bueno, Zion & Lennox

Se não for pra lançar hit latino chiclete, o Enrique Iglesias não entra nem em estúdio, né? “SUBEME LA RADIO” é um dos últimos lançamentos mais dançantes da música latina. Com mais esse hit, o cantor entrou pela 40ª vez na Hot Latin Songs. Só na primeira semana foram 120 mil downloads. Essa também merece um espacinho na sua playlist!

6. El Amante – Nicky Jam

Nicky Jam também é um dos nomes em alta no cenário musical latino. Além de uma carreira com grandes hits, o reggaetonero nascido em Boston também está ganhando mais espaço na música fazendo parcerias com nomes de peso, como Shakira e Jennifer Lopez. A faixa “El Amante” é o terceiro single “Fenix“, seu sétimo disco de estúdio da carreira. O hit é contagiante e vai fazer você apertar o repeat!

7. Reggaetón Lento – CNCO ft. Zion y Lennox

A banda CNCO não tem lá tanto tempo de carreira, mas já coleciona números impressionantes na internet. Seu maior hit, “Reggaetón Lento” foi o terceiro single do álbum “Primera Cita“, e depois de um ótimo desempenho no Youtube e no Spotify, ganhou uma versão remix em parceria com Zion y Lennox. A faixa tem o mesmo ritmo animado da versão original e merece um espacinho na sua playlist.

8. Vente Pa’ Ca – Ricky Martin ft. Maluma

Eu não disse que o Maluma é sinônimo de sucesso? Olha ele aparecendo de novo na lista de hoje! E dessa vez com um dos reis da música latina: Ricky Martin. A faixa “Vente Pa’ Ca” mistura o som latino do borícua de Ricky com a música urbana do reggaetonero colombiano Maluma. O resultado é esse sucesso todo que embalou as rádios no finalzinho de 2016 e ainda está nas principais playlists de música latina.

9. Traicionera – Sebastián Yatra

Sebastián Yatra, de apenas 22 anos, transformou-se em uma das revelações da música latina após o sucesso estrondoso de “Traicionera“, que já conta com mais de 200 milhões de visualizações no Youtube. A faixa é envolvente e vai fazer você querer dançar agarradinho na balada!

10. Sim ou Não – Anitta ft. Maluma

E para fechar a lista, claro que tinha que ter ela, né? Anitta está prestes a lançar “Paradinha“, mas ainda faz a gente dançar muito com “Sim ou Não“, sua primeira parceria internacional. E olha só com quem: Maluma! Ele pode ganhar algum prêmio por aparecer tantas vezes em nossa lista? Hahaha!


O que você achou da seleção? Tem alguma música que você adora e que ficou fora da playlist? Deixe seu comentário ou compartilhe com a gente no Facebook e no Instagram.

Boa sorte, Anitta! Que “Paradinha” seja mais um sucesso de sua carreira.

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Se você tem mais de 20 anos, com certeza já sonhou em dizer aquelas palavrinhas mágicas: “É hora de morfar!“.

Assim como muito de vocês, eu também já quis ser um dos Power Rangers. Quando soube que Hollywood queria trazer de volta os jovens guerreiros para mais uma versão nos cinemas, fiquei intrigado para saber como iriam apresentar essa história para uma nova geração. Uma história pela qual tenho muito carinho. Então é claro que fui ao cinema empolgado para conhecer os novos Rangers. Você quer saber o resultado?

O novo “Power Rangers” resgata o espírito de grandes clássicos juvenis, como “Clube dos Cinco” e “Conta Comigo“, tornando-se um filme necessário para uma crescente geração, que precisa reencontrar valores de amizade e lealdade em uma sociedade corrompida. E é muito importante quando jovens super-heróis conseguem representar tão bem o público com qual estão conversando e eles conseguiram, com maestria, fazer disso algo significativo.

Em “Clube dos Cinco“, um clássico dos anos 80, cinco adolescentes, com diferentes esteriótipos, são confinados no colégio para cumprir uma detenção. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, eles começam a compreender que na verdade são mais semelhantes do que imaginavam. Cada um precisa lidar com um diferente tipo de expectativa. E não só deles, mas também da família. E a lição mais importante disso tudo é que eles podem contar uns com os outros.

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Esse também poderia ser facilmente o conceito do roteiro de “Power Rangers“. Mas neste caso, com super-poderes. E é neste ponto que o filme surpreende pela construção de suas personagens. Diferente do que estávamos acostumados a assistir nas temporadas das séries, essas personagens foram brilhantemente bem construídas. Assim como em qualquer história de origem, houve uma apresentação inicial antes de vermos os Rangers em ação.

A naturalidade em trabalhar com temas tão pertinentes ao universo dos jovens, aproxima o público da trama. O bullying, a homossexualidade, o autismo e a dificuldade no relacionamento familiar são alguns dos assuntos que rodeiam os novos Rangers: Jason (Dacre Montgomery), Kimberly (Naomi Scott), Zack (Ludi Lin), Trini (Becky G) e Billy (RJ Cyler).

Outro detalhe: que elenco bem escalado e sincronizado. Há uma química incrível entre os cinco protagonistas. Ponto para a produção!

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Voltando: Assim como no filme dos anos 80, esses cinco adolescentes se encontram – três deles na detenção, e aí que está uma referência ao longa juvenil – e precisam se unir após descobrirem algo misterioso em uma mina de ouro (as moedas do Poder que estão na Alameda dos Anjos). É neste momento que a trama dos Rangers começa a se desenvolver, abrindo espaço para a mitologia que já conhecemos da série original.

De imediato, as diferenças entre os novos super-heróis são maiores do que qualquer possibilidade de um acordo em grupo, mas o mais importante é que eles desenvolvem vínculos poderosos, que aliados à mitologia dos Rangers, mostra-se bastante convincente em cena. Os primeiros momentos deles juntos tentando descobrir o que eles são e o que eles podem ser, são com certeza, um dos momentos mais assertivos da narrativa. É mais do que morfar, é sobre lealdade, valorizar e respeitar verdadeiramente os amigos. É sobre arrependimento e expectativas frustradas. É um filme que com certeza carrega uma mensagem importante para a nova geração que está assistindo.

Trini, a Ranger Amarela, é uma garota de atitude forte, que vive se escondendo e evitando ao máximo sua vida social. Ela não parece se encaixar em nenhuma tribo e encontra nos seus novos amigos, um momento de escape para ser quem ela sempre quis ser. A rápida introdução sobre sua homossexualidade foi feita de forma simples e sutil, do jeito que deveria ser. Esse é um ponto que deve ser destacado na construção dessas personagens: sutileza. Já Kimberly, a Ranger Rosa, é a típica garota popular da escola, que depois de um episódio de bullying, é expulsa do grupo de amigas e passa a viver na sombra dos excluídos. Ela carrega a dor de um erro cometido e transmite uma mensagem de que se arrepender e assumir seus erros é uma virtude. As duas Rangers são empoderadas. Mas esse empoderamento é algo naturalizado, o que torna tudo ainda mais interessante.

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Billy, o Ranger Azul, é o escape cômico do filme, mas também carrega consigo questões pertinentes. Ele é vítima de bullying entre os colegas da escola, que não o compreendem. Cuidado que você vai se emocionar com ele! Zack, o Ranger Preto, é o que menos se destaca entre os jovens, mas ainda assim uma boa personagem. Jason, o Ranger Vermelho, convence como líder e carrega consigo dores de expectativas frustradas, que o fazem querer mudar de vida. E esse também é um ponto positivo da trama, que não trata os heróis como adolescentes perfeitos, mas cheios de erros e medos.

Entre os destaques do filme, temos Rita Repulsa, interpretada pela sempre maravilhosa Elizabeth Banks. A história da personagem por si só já é muito interessante. Uma das teorias dos fãs realmente se concretizou e somos apresentados a uma vilã macabra, bem diferente da versão pitoresca vista na série. A personagem tem dois momentos: o primeiro, quando ela retorna e ainda não está em sua verdadeira forma. E o segundo, quando já vemos Rita do jeitinho que foi divulgado em trailers e imagens. Elizabeth deu um tom ideal para a personagem. Que pode até ter tido uma rápida inspiração no Coringa de Heath Ledger. Em uma determinada cena, Rita explode uma joalheria e sai do local em passos apressados e confusos, que lembra bastante uma cena do palhaço macabro em “O Cavaleiro das Trevas“, quando ele explode um hospital. Ponto para a construção da Banks!

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Quando os novos Power Rangers estão prontos para a ação, eis que o filme entra em um terceiro ato. E só neste momento eles vestem as armaduras. Ou seja, finalmente a hora de morfar. O visual ficou caprichado e bem acima das expectativas. É diferente do que tínhamos na série e muito mais próximo ao mundo real. O que também é algo que perceptível em toda a direção e fotografia. Desde o início percebemos uma direção caprichada em apresentar algo fora da zona de conforto. Os enquadramentos são pontos positivos da direção de Dean Israelite.

Para muitos fãs, isso pode até ser um problema, mas as cenas de ação não foram priorizadas pela direção. Mal vemos o grupo de heróis vestindo seus trajes, o que pode ser “consertado” já no próximo filme da franquia. Porque é claro que a Lionsgate pretende transformar os Power Rangers em uma franquia de sucesso. Detalhe que tem cenas pós-créditos e elas revelam algo muito interessante para os fãs. É fanservice puro!

O primeiro longa acerta mais do que erra, principalmente se levarmos em consideração que temos aqui um reinicio, uma oportunidade de começar de novo. Pode não ter sido satisfatório ao mostrar os heróis em ação, mas construiu uma base muito sólida para o que está por vir. As relações entre eles foram o carro-chefe dessa trama, que explorou de forma satisfatória o universo dos jovens, mostrando a eles que podem ser o que quiserem, independente do que as pessoas vão pensar. Temos então o retorno triunfal dos Power Rangers e mal posso esperar para saber mais sobre os próximos filmes. Vou ficando por aqui, espero seu comentário para continuarmos conversando sobre o longa. Até a próxima!

De uns tempos pra cá, comecei a questionar o que estamos produzindo e compartilhando diariamente na internet. A grande rede global de conexões e desconexões.

Estamos conectados, isso é fato!!! Nunca consumimos tantas IN-FOR-MA-ÇÕES ou bens simbólicos como agora. Mas da mesma forma que este intercâmbio de ideias e pensamentos proporciona benefícios e um rápido acesso a novas formas de CULTURA (!!!), somos também facilmente manipulados pelo lado sombrio da rede. Informações falsas circulam todos os dias pelo feed do seu Facebook ou pela timeline do seu Twitter, e dados comprovam que nunca mentimos tanto. A internet virou palco da vida alheia e, muitas vezes, um verdadeiro circo de horrores. Aparece mais quem sabe contar a melhor mentira.

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Entre os devaneios comuns do dia a dia, questionei então a minha importância no meio de tantas informações que vem e vão pela rede de backbones submarinos que cruza os oceanos de nosso planeta, conectando todas as pessoas do mundo ao maravilhoso mundo da internet. Não só a minha importância como redator e entusiasta da CULTURA POP. Mas a importância de um blog que dedica 100% do seu conteúdo para levar a tal cultura pop para a vida de seus leitores.

Entre o lado positivo e o lado negativo da internet, cá estou. Cá estamos! Eu, o Papo de Blogueiro (!!!) e vocês, os nossos leitores.

Em quase cinco anos trabalhando neste espaço virtual, talvez essa seja a primeira vez que converso diretamente com as pessoas que me leem. E é por essas pessoas que continuo aqui, dedicando meu tempo ao prazer de escrever sobre cultura pop de um jeito diferente, ou pelo menos, tentando ser diferente. Acredito que entre o turbilhão de coisas que acontecem todos os dias (as conexões e desconexões), posso também fazer algo positivo por alguém. Posso fazer a minha parte, produzindo um conteúdo de qualidade para quem dedica um pouco de seu tempo para me ler. E como a cultura pop é o que eu gosto, é o que eu consumo, e é o que eu tenho como hobby, faço dela algo produtivo para a sociedade.

Afinal, falar sobre cultura pop é falar sobre a sociedade. É falar sobre o momento que vivemos. Se você analisar, momentos icônicos da cultura do entretenimento estão relacionados a um contexto histórico. O Rambo, interpretado pelo Stallone, surgiu durante a Guerra Fria, e os filmes representaram um momento de conflito e insegurança para os Estados Unidos. A personagem, apesar de não ser nem contra nem a favor da Guerra, representava os valores de seu país, transmitindo confiança aos americanos. Durante o período, os longas de guerra e de violência se popularizam, reflexo de uma sociedade assustada com os rumos dos conflitos políticos.

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Na música, Madonna fez história nos anos 80 e 90, transformando sua música em um símbolo de resistência feminista, seguindo os movimentos que foram ganhando cada vez mais força no fim do século passado. O rap e o hip-hop representam os guetos, transformando a dor e os problemas sociais de um raça excluída em versos de músicas. Nada mais do que uma expressão popular que ganhou e continua ganhando cada vez mais espaço.

E não preciso ir nem muito longe para falar da contextualização da cultura pop com a sociedade. Nos anos 2010, a Marvel Comics incluiu a diversidade em suas histórias, como a criação da Miss Marvel, a primeira heroína muçulmana dos quadrinhos, que representa os imigrantes presentes na terra do Tio Sam.

A Ranger Amarela, do novo filme dos “Power Rangers“, vai ser a primeira heroína assumidamente gay do cinema e isso não poderia ser mais representativo e empolgante para quem acredita na cultura pop como um meio transformador na vida de tanta gente, tantas tribos. Nada mais importante para uma pessoa que não se encontra em nenhum lugar no mundo se enxergar em uma personagem incrível nas telonas. Dá pra sentir a importância disso tudo?

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Ao assistir filmes, séries, programas de TV, ou ouvir músicas dos meus artistas preferidos, busco extrair o melhor dessa EXPERIÊNCIA cultural para trazer aos meus leitores uma visão diferenciada destes conteúdos. Uma visão contextualizada que pode nos ajudar a entender um pouco mais da sociedade que estamos vivendo. E quem sabe assim, podemos viver melhor, né?

Transformar este espaço em um galho forte e saudável do tronco pesado que é a árvore da internet pode ser a minha missão. Com tantos galhos podres, é essencial termos a consciência limpa de uma ramificação saudável para continuarmos usufruindo o melhor que essa rede pode proporcionar. Vou continuar me questionando. É preciso quando se quer evoluir. Ser um tronco firme pode não ser tão fácil. E na verdade não é!!! Em alguns momentos pensamos em desistir e vem sempre a mesma crise existencial. Mas isso eu acredito que seja normal. Enquanto vocês continuarem por aqui, e enquanto os filmes, as séries e a música continuarem me inspirando, não vou deixar esse galho quebrar. Eu conto com vocês para continuar nessa jornada. Você continua comigo?

Você também pode fazer a sua parte!!! Seja escrevendo, gravando (há quem goste de aparecer frente às câmeras) ou prestigiando quem não deixa o galho quebrar. Você sabia que um comentário pode fazer a diferença para quem dedica um bom tempo escrevendo? Como exercício de casa eu deixo a dica para você visitar pequenos blogs e sites que nem sempre têm a mesma chance de aparecer como os outros. Conheço muita gente fazendo conteúdos incríveis, mas que não possuem tanto reconhecimento. Fechado?

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Desculpa o textão, peço licença e deixo um até breve. Vamos nos encontrar mais vezes, eu espero! E se você gostou desse texto, não esqueça de deixar o seu comentário. É importante para o galho se manter forte. Conecte-se sempre que possível. Um até logo!

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Não é de hoje que estamos de olho em todos os passos de Ivete Sangalo, também conhecida como dona e proprietária do Brasil. E no Carnaval, não poderia ser diferente, né? Ainda mais que, além dos tradicionais blocos de rua em Salvador, a baiana estrelou o desfile da Acadêmicos da Grande Rio, tradicional Escola de Samba do Rio de Janeiro, que contou a história da cantora em seus mínimos detalhes. Foi uma explosão de amor, alegria e originalidade, traços que só a Veveta tem de sobra!

E não foi só isso, hein, tem muito mais! Reunimos, então, todas as vezes em que Ivete Sangalo levantou poeira e se mostrou, mais uma vez, a rainha do Brasil.

1. Ivete Sangalo comprou algodão doce de um ambulante de cima do trio

No sábado de Carnaval, 25, Ivete viu um vendedor de algodão doce de cima do seu trio e começou a conversar com ele. A cantora decidiu então comprar todo o algodão para que os foliões pudessem saborear o doce. Ela disse que o vendedor, que se chama Bruno, podia ficar despreocupado que pagaria tudo. E não foi só isso, ela ainda queria o “pau” do algodão doce, hahahaha! Ela é ou não é a melhor pessoa? Bruno ainda ganhou um convite todo especial: agora que já tinha vendido tudo, que tal assistir ao showzaço da baiana de cima do trio? Um sonho de Carnaval!

PS¹: Para quem não sabe, neste ano ela trabalhou o single “O Doce” como música do Carnaval e todo o seu bloco ganhou um clima personalizado ao melhor estilo Fantástica Fábrica de Chocolate, inclusive seus figurinos.

2. Mamãe Pirulito mandou avisar: “larga o celular e ‘vamo’ dançar!”.

A mamãe pirulito, como ela mesmo disse, é diva até na hora de dar bronca nos foliões! Hahahaha Na hora de colocar todo mundo para dançar com o hit “O Doce“, Ivete queria animação e ficou incomodada com as pessoas que não largavam o celular. Certíssima, né? Carnaval é pra todo mundo curtir mesmo!

 3. Ivete Sangalo fez um feat incrível com Marília Mendonça, a dona da sofrência.

Ainda no clima de Salvador, sabemos que os artistas que comandam os trios elétricos sempre recebem convidados especiais durante transmissões ao vivo para emissoras de televisão. E uma das convidadas de Ivete foi ninguém menos que Marília Mendonça, a rainha da sofrência. E olha que momento maravilhoso: as duas cantaram “Eu Sei de Cor“, pra fazer chorar e lembrar daquele amor que ficou por outros Carnavais. DIVAS!

4. Ivete pediu para sair na comissão de frente da Grande Rio e emocionou o público!

Fazendo uma rápida ponte aérea Salvador-Rio, não tem como não lembrar do momento mágico que foi a passagem apoteótica de Ivete Sangalo na Sapucaí. A escola de Duque de Caxias homenageou a baiana, contando sua história desde a origem pobre em Juazeiro, na Bahia, até o momento de sua consagração internacional. E olha que incrível: Ivete pediu para sair na comissão de frente, mesmo sabendo que seria uma responsabilidade imensa e que não poderia ser a estrela Ivete, mas sim, mais um membro da Escola. É de arrepiar, né? A encenação que abriu o desfile conta brevemente sua história, dando vida ao samba-enredo.

5. “A IVETE É MARATONISTA!!!!”

Logo depois de desfilar na comissão de frente da Grande Rio, vocês pensaram mesmo que ela não ia desfilar de novo, né? Hahahaha!

Ivete, por ser homenageada na Escola de Samba, era a única pessoa com autorização para aparecer duas vezes na avenida e não pensou duas vezes. Após encerrar sua primeira participação, enfrentou uma multidão para atravessar a Sapucaí e conseguir aparecer no último carro ao lado da família. Um detalhe é que ela precisou correr MUITO até chegar ao carro. Uma verdadeira maratonista! São meses e meses de preparação física para tudo sair perfeito. E ela ARRASOU, né?

6. Ivete Sangalo é ovacionada na Sapucaí e o nosso coração fica todo derretido!

Depois de correr uma maratona, ela teve seu momento de estrela (mais um, né?), sendo ovacionada pela Sapucaí inteira. Ao aparecer no último carro da Grande Rio ao lado do filho Marcelo e do marido Daniel, não tinha como segurar a emoção. Foi lindo, emocionante e apoteótico!!!!

7. O encontro das rainhas do Axé em um momento incrível de humildade.

Ainda falando sobre o seu desfile, mas agora de cima do trio em Salvador, Ivete protagonizou um momento de diva ao lado da igualmente rainha Daniela Mercury. A partir de 2:35 no vídeo, as duas conversam sobre uma ala da Grande Rio em homenagem à música de Daniela, que se chama “Canto da Cidade“. Para Ivete, a música e o clipe foram muito representativos, inspirações para a sua carreira. Ela reconheceu a importância de Daniela para a música baiana, a chamando de “rainha master”. Ivete também disse que Daniela sairia na ala, mas devido a compromissos na Bahia, não pode participar. Incrível, né? E não foi só isso: antes de fazer uma dueto com Alinne Rosa, Ivete fez questão de dizer que na Bahia ninguém era inimigo e que todos os cantores estavam juntos por um bem maior, sem rivalidade. Lindo de se ver!

8. Ivete é da pipoca e foliã como a gente!

Na terça-feira de Carnaval, 28, quando pensávamos que Ivete não aprontaria mais nada, eis que a baiana se fantasiou de palhaça para curtir a pipoca de Salvador. Ao lado de amigos e familiares, ela fez a festa correndo atrás do trio de vários cantores famosos, inclusive a Claudia Leitte. Demais, né gente? Não dá pra expressar o que a gente sente por essa mulher!

9. P** QUE P**, é a melhor cantora do Brasil!

Sempre que Veveta sobe ao palco, não demora muito para que os fãs comecem o grito de guerra que já é conhecido pela cantora. Na Bahia, não foi diferente. Ela foi ovacionada mais uma vez pelo público e aproveitou para conversar um pouquinho e agradecer tanto carinho. Só quem pode!

10. Ivete dançando com uma fã em cima do trio fecha a nossa lista com chave de ouro!

E para terminar a listinha com alguns dos momentos mais incríveis da Ivete neste Carnaval, olha só esse momento direto de Salvador. Quem queria estar no lugar dessa fã? Todos nós, né? Foi lindo de se ver!


Depois de tudo isso, como não amar e ser fã da Ivete Sangalo, né? A cantora deu um show de talento, simpatia e humildade nestes dias de Carnaval e ganhou ainda mais pontos com a gente. Ela é de uma força sem tamanho! Merece todo sucesso e reconhecimento conquistado ao longo de mais de 20 anos de carreira. Um beijo, Ivete!

Imagem: Facebook Ivete Sangalo

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Há 17 anos, Hugh Jackman recebeu uma importante missão: dar vida a um dos super-heróis mais famosos e queridos dos fãs de quadrinhos, o mutante Wolverine dos X-Men. Quase duas décadas atrás, o projeto nem de longe parecia tão ambicioso e, talvez, nem ele mesmo tinha noção de que tudo isso culminaria em “Logan“, um filme subversivo e um dos mais audaciosos e violentos (tem muito sangue) da história dos heróis nas telonas. Você está pronto para o que vem a seguir?

Para o último filme da franquia, somos apresentados a uma trama diversificada, que trata não violência apenas por violência, mas nos mostra as consequências de tais atos e como podemos nos redimir de nossos erros. E não repeti-los. Ou fazer com que mais ninguém os repita. Uma história que foge de qualquer padrão que vimos até aqui, e trata paternidade em um cenário pouco provável, mas muito emocionante. É um filme que te faz vibrar e ficar colado na cadeira do cinema com cada cena de ação, mas também te emociona ao contar a história da pequena (e nem de longe inofensiva) Laura ou X-23, interpretada por Dafne Keen, que consegue, agora de um modo diferente, apresentar o conceito de família ao mutante já cansado de uma vida de muitas lutas. Repleto de simbolismos, é uma despedida que não perde o tom nostálgico pela metalinguagem presente na história.

Baseado na história “Velho Logan” dos quadrinhos, o longa não é uma representação fiel da minissérie, e até inclui Laura, que é uma personagem criada especialmente para a animação “X-Men Evolution“, mas consegue transmitir a mensagem de um mutante já velho e cansado, que surpreendeu a todos os fãs.

1. Uma homenagem ao cinema western e o verdadeiro Logan em cena.

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Quando o diretor James Mangold divulgou em seu perfil no twitter que o novo filme do Wolverine seria para maiores de idade, muitos fãs se empolgaram com a ideia de ver o verdadeiro espírito selvagem da personagem nas telonas. Não que o mutante não tenha sido antes, mas agora de um jeito mais cru, com a carga dramática que ele tem nas histórias em quadrinhos e do mesmo estilo western – que é um gênero também adotado pelo longa, que consegue transmitir o espírito dos clássicos de Hollywood com sua direção, fotografia e até mesmo trilha sonora, sem contar as referências ao filme “Os Brutos Também Amam” (que seu título original é “Shane”, assim, curto e representando uma personagem, como “Logan”).

Logo de início, “Logan” mostra que não está para brincadeira. A cena inicial, quando o mutante acorda de ressaca ao ouvir marginais furtando peças de sua limousine, é uma das mais violentas e intensas do cinema. E de cara, somos apresentados ao “velho” Logan de 2029, já cansado e ferido. Sua recuperação já não é a mesma e as cicatrizes demonstram o apodrecimento do seu corpo. Só o que não muda é a sua fúria, que consegue fazê-lo forte e ainda pronto para algumas batalhas. Mas nem todas. As cenas intensas e pesadas de violência costuram uma história que busca, mais do que mostrar membros decapitados, mas o que está por trás de viver uma vida de Wolverine. São os efeitos colaterais da selvageria e de uma história amarga, onde precisou se afastar de todas as pessoas que amava por seu passado sombrio e indesejado. Seu corpo já não aguenta as feridas e o seu emocional está abalado, sem qualquer estrutura para construir relacionamentos.

2. O que acontece com os últimos mutantes da Terra?

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Em 2029, para sobreviver e cuidar do nonagenário Charles Xavier (brilhantemente interpretado por Patrick Stewart há também 17 anos), Logan precisa ser chofer no dia a dia. Seu único parceiro é o frágil Caliban (Stephen Merchant), um mutante que consegue “farejar” outros iguais, com quem divide a difícil tarefa de cuidar do ex-professor que agora vive trancado e medicado devido a fortes convulsões que causam transtornos por onde passa, sendo, inclusive, responsável por um incidente que matou diversos mutantes. Eles agora são os últimos mutantes vivos, escondidos entre a população.

A ideia de que eles sejam os últimos muda quando Logan é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do mutante em uma missão típica dos X-Men. Ela oferece dinheiro para o velho Wolverine levar a menina Laura ao Éden, um lugar onde supostamente a criança estaria a salvo. Mas ao mesmo tempo que é procurado por Gabriela, o perigoso Donald Pierce (Boyd Holbrook) o confronta, querendo o que a mexicana tem de mais precioso: a X-23. E por que ela é tão preciosa? Enigmática, Laura é uma das mutantes criadas em laboratório para tornarem-se armas letais após a extinção dos mutantes. Quando todos eles fogem, a X-23 é o principal alvo da empresa, que quer reaver todos os seus “experimentos“.

Ficamos na expectativa durante algum tempo de filme para conhecer a verdadeira Laura e o que ela tem para mostrar e, quando finalmente a vemos em ação, é de ficar arrepiado com a forma como eles conduziram a personagem.

3. A figura da paternidade em meio à selvageria.

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Ao conhecer Laura, Logan não se sente responsável pela menina e isso se deve aos anos de amargura e o cansaço de um homem já sem forças para novas batalhas. Mas ao descobrir que ela está em perigo e que, assim como ele, talvez não tenha a chance de ser realmente feliz, sendo fadada a caçar como uma besta-fera, resolve ajudá-la, ou fazer o melhor que pode. E isso fica muito implícito quando a X-23 mostra suas garras, que assim como as dele, são de adamantium, o fazendo lembrar de sua história. Ele nem precisa falar muito para percebemos. Hugh Jackman é realmente incrível nesse papel.

Ps¹: Um detalhe diferente é que ela também tem garras nos pés, assim como as felinas que caçam para alimentar a família. É incrível!

Com a ajuda do Professor Xavier, Logan consegue enfrentar Donald Pierce em uma caçada sem limites. Sem limites mesmo. Prepare-se para grandes cenas de ação e muito sangue. Cabeças são decapitadas e a menina, que apesar de parecer apenas uma menina, é uma fera sem escrúpulos, o que acaba causando algumas reações estranhas ao público.

E é em meio à caçada que conhecemos um novo Logan, que apesar de sua história selvagem, adota a menina como filha, já que os dois possuem o mesmo código genético, e resolve usar sua última cartada para fazer com que ela seja livre. E o mais importante, que aprenda com ele a não cometer os mesmos erros. E o conceito de família não é reforçado apenas com a chegada de Laura, mas temos em cena uma relação saudosa e muito fiel de Logan com o seu eterno tutor Professor Xavier. Já vai preparado para muita emoção!

4. O traje amarelo e azul e o recurso da metalinguagem.

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Em 2029, Logan e o Professor Xavier são os últimos X-Men vivos. E um detalhe interessante neste filme é que os mutantes foram transformados em histórias em quadrinhos. Um recurso de metalinguagem muito bem utilizado por Mangold, que acaba trazendo um tom nostálgico e até explica, em tom de crítica e deboche, o porquê do Wolverine não ter usado o uniforme amarelo e azul.

Na história, Gabriela, a responsável por Laura, quer que Logan leve a garota ao endereço que está em uma das revistas, que seria o Éden. A primeira reação de Logan é desacreditar a história, já que para ele as HQs contam apenas uma parte do que aconteceu e inventam a outra, o que pode até ser uma crítica aos primeiros filmes da franquia, que tiveram muitas mudanças – principalmente os próprios filmes da franquia do Wolverine. Com certeza um dos pontos altos do roteiro, que consegue fazer uma referência a toda a franquia.

5. O futuro de Laura na franquia dos X-Men.

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Com todo o simbolismo presente na trama, os roteiristas criaram uma forma de eternizar o Wolverine, e nada mais simbólico e representativo do que uma nova geração, iniciada por Laura.

A transição de um legado de pai para filha é bem explícita, o que nos faz pensar que veremos Dafne Keen reprisar o papel de X-23 em outros filmes. Será que ela pode repetir o mesmo feito de Hugh Jackman e interpretar Laura por, pelo menos, 17 anos? Com a presença forte da nova Wolverine em outras mídias, como os próprios quadrinhos, não é difícil de imaginar um filme solo para a personagem já nos próximos anos.


Logan” é definitivamente o melhor filme da franquia dos X-Men. É sombrio, dramático e tem o tom necessário (e finalmente certo) para uma despedida à altura de Hugh Jackman.

O longa estreia dia 2 de março nos cinemas.