Categoria: Cinema
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Se você tem mais de 20 anos, com certeza já sonhou em dizer aquelas palavrinhas mágicas: “É hora de morfar!“.

Assim como muito de vocês, eu também já quis ser um dos Power Rangers. Quando soube que Hollywood queria trazer de volta os jovens guerreiros para mais uma versão nos cinemas, fiquei intrigado para saber como iriam apresentar essa história para uma nova geração. Uma história pela qual tenho muito carinho. Então é claro que fui ao cinema empolgado para conhecer os novos Rangers. Você quer saber o resultado?

O novo “Power Rangers” resgata o espírito de grandes clássicos juvenis, como “Clube dos Cinco” e “Conta Comigo“, tornando-se um filme necessário para uma crescente geração, que precisa reencontrar valores de amizade e lealdade em uma sociedade corrompida. E é muito importante quando jovens super-heróis conseguem representar tão bem o público com qual estão conversando e eles conseguiram, com maestria, fazer disso algo significativo.

Em “Clube dos Cinco“, um clássico dos anos 80, cinco adolescentes, com diferentes esteriótipos, são confinados no colégio para cumprir uma detenção. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, eles começam a compreender que na verdade são mais semelhantes do que imaginavam. Cada um precisa lidar com um diferente tipo de expectativa. E não só deles, mas também da família. E a lição mais importante disso tudo é que eles podem contar uns com os outros.

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Esse também poderia ser facilmente o conceito do roteiro de “Power Rangers“. Mas neste caso, com super-poderes. E é neste ponto que o filme surpreende pela construção de suas personagens. Diferente do que estávamos acostumados a assistir nas temporadas das séries, essas personagens foram brilhantemente bem construídas. Assim como em qualquer história de origem, houve uma apresentação inicial antes de vermos os Rangers em ação.

A naturalidade em trabalhar com temas tão pertinentes ao universo dos jovens, aproxima o público da trama. O bullying, a homossexualidade, o autismo e a dificuldade no relacionamento familiar são alguns dos assuntos que rodeiam os novos Rangers: Jason (Dacre Montgomery), Kimberly (Naomi Scott), Zack (Ludi Lin), Trini (Becky G) e Billy (RJ Cyler).

Outro detalhe: que elenco bem escalado e sincronizado. Há uma química incrível entre os cinco protagonistas. Ponto para a produção!

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Voltando: Assim como no filme dos anos 80, esses cinco adolescentes se encontram – três deles na detenção, e aí que está uma referência ao longa juvenil – e precisam se unir após descobrirem algo misterioso em uma mina de ouro (as moedas do Poder que estão na Alameda dos Anjos). É neste momento que a trama dos Rangers começa a se desenvolver, abrindo espaço para a mitologia que já conhecemos da série original.

De imediato, as diferenças entre os novos super-heróis são maiores do que qualquer possibilidade de um acordo em grupo, mas o mais importante é que eles desenvolvem vínculos poderosos, que aliados à mitologia dos Rangers, mostra-se bastante convincente em cena. Os primeiros momentos deles juntos tentando descobrir o que eles são e o que eles podem ser, são com certeza, um dos momentos mais assertivos da narrativa. É mais do que morfar, é sobre lealdade, valorizar e respeitar verdadeiramente os amigos. É sobre arrependimento e expectativas frustradas. É um filme que com certeza carrega uma mensagem importante para a nova geração que está assistindo.

Trini, a Ranger Amarela, é uma garota de atitude forte, que vive se escondendo e evitando ao máximo sua vida social. Ela não parece se encaixar em nenhuma tribo e encontra nos seus novos amigos, um momento de escape para ser quem ela sempre quis ser. A rápida introdução sobre sua homossexualidade foi feita de forma simples e sutil, do jeito que deveria ser. Esse é um ponto que deve ser destacado na construção dessas personagens: sutileza. Já Kimberly, a Ranger Rosa, é a típica garota popular da escola, que depois de um episódio de bullying, é expulsa do grupo de amigas e passa a viver na sombra dos excluídos. Ela carrega a dor de um erro cometido e transmite uma mensagem de que se arrepender e assumir seus erros é uma virtude. As duas Rangers são empoderadas. Mas esse empoderamento é algo naturalizado, o que torna tudo ainda mais interessante.

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Billy, o Ranger Azul, é o escape cômico do filme, mas também carrega consigo questões pertinentes. Ele é vítima de bullying entre os colegas da escola, que não o compreendem. Cuidado que você vai se emocionar com ele! Zack, o Ranger Preto, é o que menos se destaca entre os jovens, mas ainda assim uma boa personagem. Jason, o Ranger Vermelho, convence como líder e carrega consigo dores de expectativas frustradas, que o fazem querer mudar de vida. E esse também é um ponto positivo da trama, que não trata os heróis como adolescentes perfeitos, mas cheios de erros e medos.

Entre os destaques do filme, temos Rita Repulsa, interpretada pela sempre maravilhosa Elizabeth Banks. A história da personagem por si só já é muito interessante. Uma das teorias dos fãs realmente se concretizou e somos apresentados a uma vilã macabra, bem diferente da versão pitoresca vista na série. A personagem tem dois momentos: o primeiro, quando ela retorna e ainda não está em sua verdadeira forma. E o segundo, quando já vemos Rita do jeitinho que foi divulgado em trailers e imagens. Elizabeth deu um tom ideal para a personagem. Que pode até ter tido uma rápida inspiração no Coringa de Heath Ledger. Em uma determinada cena, Rita explode uma joalheria e sai do local em passos apressados e confusos, que lembra bastante uma cena do palhaço macabro em “O Cavaleiro das Trevas“, quando ele explode um hospital. Ponto para a construção da Banks!

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Quando os novos Power Rangers estão prontos para a ação, eis que o filme entra em um terceiro ato. E só neste momento eles vestem as armaduras. Ou seja, finalmente a hora de morfar. O visual ficou caprichado e bem acima das expectativas. É diferente do que tínhamos na série e muito mais próximo ao mundo real. O que também é algo que perceptível em toda a direção e fotografia. Desde o início percebemos uma direção caprichada em apresentar algo fora da zona de conforto. Os enquadramentos são pontos positivos da direção de Dean Israelite.

Para muitos fãs, isso pode até ser um problema, mas as cenas de ação não foram priorizadas pela direção. Mal vemos o grupo de heróis vestindo seus trajes, o que pode ser “consertado” já no próximo filme da franquia. Porque é claro que a Lionsgate pretende transformar os Power Rangers em uma franquia de sucesso. Detalhe que tem cenas pós-créditos e elas revelam algo muito interessante para os fãs. É fanservice puro!

O primeiro longa acerta mais do que erra, principalmente se levarmos em consideração que temos aqui um reinicio, uma oportunidade de começar de novo. Pode não ter sido satisfatório ao mostrar os heróis em ação, mas construiu uma base muito sólida para o que está por vir. As relações entre eles foram o carro-chefe dessa trama, que explorou de forma satisfatória o universo dos jovens, mostrando a eles que podem ser o que quiserem, independente do que as pessoas vão pensar. Temos então o retorno triunfal dos Power Rangers e mal posso esperar para saber mais sobre os próximos filmes. Vou ficando por aqui, espero seu comentário para continuarmos conversando sobre o longa. Até a próxima!

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Há 17 anos, Hugh Jackman recebeu uma importante missão: dar vida a um dos super-heróis mais famosos e queridos dos fãs de quadrinhos, o mutante Wolverine dos X-Men. Quase duas décadas atrás, o projeto nem de longe parecia tão ambicioso e, talvez, nem ele mesmo tinha noção de que tudo isso culminaria em “Logan“, um filme subversivo e um dos mais audaciosos e violentos (tem muito sangue) da história dos heróis nas telonas. Você está pronto para o que vem a seguir?

Para o último filme da franquia, somos apresentados a uma trama diversificada, que trata não violência apenas por violência, mas nos mostra as consequências de tais atos e como podemos nos redimir de nossos erros. E não repeti-los. Ou fazer com que mais ninguém os repita. Uma história que foge de qualquer padrão que vimos até aqui, e trata paternidade em um cenário pouco provável, mas muito emocionante. É um filme que te faz vibrar e ficar colado na cadeira do cinema com cada cena de ação, mas também te emociona ao contar a história da pequena (e nem de longe inofensiva) Laura ou X-23, interpretada por Dafne Keen, que consegue, agora de um modo diferente, apresentar o conceito de família ao mutante já cansado de uma vida de muitas lutas. Repleto de simbolismos, é uma despedida que não perde o tom nostálgico pela metalinguagem presente na história.

Baseado na história “Velho Logan” dos quadrinhos, o longa não é uma representação fiel da minissérie, e até inclui Laura, que é uma personagem criada especialmente para a animação “X-Men Evolution“, mas consegue transmitir a mensagem de um mutante já velho e cansado, que surpreendeu a todos os fãs.

1. Uma homenagem ao cinema western e o verdadeiro Logan em cena.

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Quando o diretor James Mangold divulgou em seu perfil no twitter que o novo filme do Wolverine seria para maiores de idade, muitos fãs se empolgaram com a ideia de ver o verdadeiro espírito selvagem da personagem nas telonas. Não que o mutante não tenha sido antes, mas agora de um jeito mais cru, com a carga dramática que ele tem nas histórias em quadrinhos e do mesmo estilo western – que é um gênero também adotado pelo longa, que consegue transmitir o espírito dos clássicos de Hollywood com sua direção, fotografia e até mesmo trilha sonora, sem contar as referências ao filme “Os Brutos Também Amam” (que seu título original é “Shane”, assim, curto e representando uma personagem, como “Logan”).

Logo de início, “Logan” mostra que não está para brincadeira. A cena inicial, quando o mutante acorda de ressaca ao ouvir marginais furtando peças de sua limousine, é uma das mais violentas e intensas do cinema. E de cara, somos apresentados ao “velho” Logan de 2029, já cansado e ferido. Sua recuperação já não é a mesma e as cicatrizes demonstram o apodrecimento do seu corpo. Só o que não muda é a sua fúria, que consegue fazê-lo forte e ainda pronto para algumas batalhas. Mas nem todas. As cenas intensas e pesadas de violência costuram uma história que busca, mais do que mostrar membros decapitados, mas o que está por trás de viver uma vida de Wolverine. São os efeitos colaterais da selvageria e de uma história amarga, onde precisou se afastar de todas as pessoas que amava por seu passado sombrio e indesejado. Seu corpo já não aguenta as feridas e o seu emocional está abalado, sem qualquer estrutura para construir relacionamentos.

2. O que acontece com os últimos mutantes da Terra?

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Em 2029, para sobreviver e cuidar do nonagenário Charles Xavier (brilhantemente interpretado por Patrick Stewart há também 17 anos), Logan precisa ser chofer no dia a dia. Seu único parceiro é o frágil Caliban (Stephen Merchant), um mutante que consegue “farejar” outros iguais, com quem divide a difícil tarefa de cuidar do ex-professor que agora vive trancado e medicado devido a fortes convulsões que causam transtornos por onde passa, sendo, inclusive, responsável por um incidente que matou diversos mutantes. Eles agora são os últimos mutantes vivos, escondidos entre a população.

A ideia de que eles sejam os últimos muda quando Logan é procurado por Gabriela (Elizabeth Rodriguez), uma mexicana que precisa da ajuda do mutante em uma missão típica dos X-Men. Ela oferece dinheiro para o velho Wolverine levar a menina Laura ao Éden, um lugar onde supostamente a criança estaria a salvo. Mas ao mesmo tempo que é procurado por Gabriela, o perigoso Donald Pierce (Boyd Holbrook) o confronta, querendo o que a mexicana tem de mais precioso: a X-23. E por que ela é tão preciosa? Enigmática, Laura é uma das mutantes criadas em laboratório para tornarem-se armas letais após a extinção dos mutantes. Quando todos eles fogem, a X-23 é o principal alvo da empresa, que quer reaver todos os seus “experimentos“.

Ficamos na expectativa durante algum tempo de filme para conhecer a verdadeira Laura e o que ela tem para mostrar e, quando finalmente a vemos em ação, é de ficar arrepiado com a forma como eles conduziram a personagem.

3. A figura da paternidade em meio à selvageria.

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Ao conhecer Laura, Logan não se sente responsável pela menina e isso se deve aos anos de amargura e o cansaço de um homem já sem forças para novas batalhas. Mas ao descobrir que ela está em perigo e que, assim como ele, talvez não tenha a chance de ser realmente feliz, sendo fadada a caçar como uma besta-fera, resolve ajudá-la, ou fazer o melhor que pode. E isso fica muito implícito quando a X-23 mostra suas garras, que assim como as dele, são de adamantium, o fazendo lembrar de sua história. Ele nem precisa falar muito para percebemos. Hugh Jackman é realmente incrível nesse papel.

Ps¹: Um detalhe diferente é que ela também tem garras nos pés, assim como as felinas que caçam para alimentar a família. É incrível!

Com a ajuda do Professor Xavier, Logan consegue enfrentar Donald Pierce em uma caçada sem limites. Sem limites mesmo. Prepare-se para grandes cenas de ação e muito sangue. Cabeças são decapitadas e a menina, que apesar de parecer apenas uma menina, é uma fera sem escrúpulos, o que acaba causando algumas reações estranhas ao público.

E é em meio à caçada que conhecemos um novo Logan, que apesar de sua história selvagem, adota a menina como filha, já que os dois possuem o mesmo código genético, e resolve usar sua última cartada para fazer com que ela seja livre. E o mais importante, que aprenda com ele a não cometer os mesmos erros. E o conceito de família não é reforçado apenas com a chegada de Laura, mas temos em cena uma relação saudosa e muito fiel de Logan com o seu eterno tutor Professor Xavier. Já vai preparado para muita emoção!

4. O traje amarelo e azul e o recurso da metalinguagem.

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Em 2029, Logan e o Professor Xavier são os últimos X-Men vivos. E um detalhe interessante neste filme é que os mutantes foram transformados em histórias em quadrinhos. Um recurso de metalinguagem muito bem utilizado por Mangold, que acaba trazendo um tom nostálgico e até explica, em tom de crítica e deboche, o porquê do Wolverine não ter usado o uniforme amarelo e azul.

Na história, Gabriela, a responsável por Laura, quer que Logan leve a garota ao endereço que está em uma das revistas, que seria o Éden. A primeira reação de Logan é desacreditar a história, já que para ele as HQs contam apenas uma parte do que aconteceu e inventam a outra, o que pode até ser uma crítica aos primeiros filmes da franquia, que tiveram muitas mudanças – principalmente os próprios filmes da franquia do Wolverine. Com certeza um dos pontos altos do roteiro, que consegue fazer uma referência a toda a franquia.

5. O futuro de Laura na franquia dos X-Men.

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Com todo o simbolismo presente na trama, os roteiristas criaram uma forma de eternizar o Wolverine, e nada mais simbólico e representativo do que uma nova geração, iniciada por Laura.

A transição de um legado de pai para filha é bem explícita, o que nos faz pensar que veremos Dafne Keen reprisar o papel de X-23 em outros filmes. Será que ela pode repetir o mesmo feito de Hugh Jackman e interpretar Laura por, pelo menos, 17 anos? Com a presença forte da nova Wolverine em outras mídias, como os próprios quadrinhos, não é difícil de imaginar um filme solo para a personagem já nos próximos anos.


Logan” é definitivamente o melhor filme da franquia dos X-Men. É sombrio, dramático e tem o tom necessário (e finalmente certo) para uma despedida à altura de Hugh Jackman.

O longa estreia dia 2 de março nos cinemas.

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O Super Bowl é muito mais do que o maior evento esportivo do ano e um show mega esperado de uma artista consagrada mundialmente.

E muito mais do que aquela espiadinha anual no marido da Gisele Bündchen…

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É o momento do ano em que estúdios e canais de televisão liberam as prévias dos próximos lançamentos, fazendo a alegria de nós consumidores compulsivos de cultura pop. E para facilitar a sua vida, vamos reunir, aqui neste post, os principais trailers lançados durante todos os intervalos do evento.

Para adiantar, eles não economizam mesmo!!! São milhões e milhões de pessoas assistindo aos breaks, ou seja, o que vem pela frente é o melhor que todos podem oferecer. Já deu pra sentir o clima, né? Vamos lá:

Guardiões da Galáxia Vol 2

Vida

A cura

De Volta ao Jogo 2

Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar

Logan

Velozes & Furiosos 8

Stranger Things – 2ª temporada

Baywatch

The Handmaid’s Tale

The Walking Dead

Mulher-Maravilha

Volte em breve para mais prévias!

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O novo filme do Homem-Aranha, que tem estreia prevista para julho de 2017, já é um dos assuntos mais comentados do ano. Isso porque em 2016 finalmente tivemos mais detalhes do novo reboot estrelado por Tom Holland. Primeiro ganhamos uma rápida aparição do Amigo da Vizinhança em “Capitão América: Guerra Civil“. Ali tivemos uma ideia do que estava por vir. Principalmente relacionado ao novo Peter Parker. Diferente dos dois primeiros, ele é realmente um adolescente (o ator tem 19 anos, mas parece ainda mais novo), que frequenta a escola e, além de precisar lidar com os seus novos poderes, enfrenta todos os problemas comuns do dia a dia de um jovem estudante. Seus amigos possuem a mesma faixa etária, diversificando das duas primeiras franquias.

Depois de uma rápida e empolgante aparição no filme do primeiro Vingador da Marvel, eis que tivemos o lançamento do trailer oficial de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. Demorou alguns meses, mas finalmente, e antes do ano virar, a Marvel Studios e a Sony Pictures (a improvável parceria que finalmente está saindo do papel) liberaram esse gostinho da nova aventura do herói. O resultado é um dos mais impecáveis do estúdio. Claro que não dá pra competir com o insano trailer de “Guardiões da Galáxia: Vol 2, mas foi um dos vislumbres mais empolgantes do estúdio.

E assistindo ao trailer várias e vários vezes, além de passear por outros sites de cultura pop que também comentaram sobre o lançamento, selecionei cinco momentos que considero importantes e impactantes do vídeo. Dava para falar sobre muito mais do que cinco pontos, que deixo em aberto para vocês comentarem logo após o post.

Ainda não assistiu ao trailer oficial? Confira:

E esta é a versão lançada aqui no Brasil:

Agora que assistimos aos dois trailers, mãos à obra!

O Homem-Aranha finalmente vai participar d’Os Vingadores?

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Uma das grandes vantagens desse reboot é que o Aranha finalmente vai estar no mesmo Universo Marvel dos outros filmes, ou seja, o mesmo universo d’Os Vingadores. Aliás, todo dia é dia de ~agradecer à Sony por finalmente sair de cima do muro e ceder fazer a tão sonhada parceria.

Se o Aranha vai participar do grupo, isso ainda não dá pra saber (pelo menos não neste início), mas já é meio caminho andado. A primeira cena do trailer dos Estados Unidos mostra o herói enfrentando falsos Vingadores. O tom sarcástico do Cabeça de Teia ao enfrentar os inimigos já dá um gostinho da personagem. É o bom e velho Homem-Aranha que conhecemos. Outro detalhe importante que notamos no vídeo é que a relação entre o Peter e o Tony Stark, aka Homem de Ferro, não é algo feito apenas para sua introdução na Guerra Civil. O bilionário vai mesmo ter uma grande participação na história, o que seria algo IMPROVÁVEL anos atrás, quando a Marvel Studios começou a caminhar em passos lentos nas telonas.

Inclusive, quem mais ficou louco com a cena na qual Tony Stark e Peter Parker estão na base dos Vingadores?

Bruce Banner é um grande cientista!

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Como você sabe, o Peter Parker ainda é um adolescente vivendo altos e baixos típicos da idade. O colégio é um dos principais ambientes que veremos neste novo filme e em uma das cenas do trailer, a galera que já decorou todas as cenas conseguiu captar um daqueles easter eggs que os produtores deixam escondidos para aguçar a nossa curiosidade. Uma foto de Bruce Banner, o Hulk, aparece junto com a de outros grandes cientistas na sala de aula. E não foi só isso, Howard Stark, o pai de Tony, também pode ser vista num painel na escola de Peter. Será que o colégio é ~patrocinado pela família Stark e foi daí que surgiu o interesse do Tony pelo garoto?

Você reconhece esse visual de algum lugar?

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A atriz Angourie Rice também foi destaque no trailer, e, apesar de todos acharem que ela interpretaria Betty Brant, muitos estão especulando que ela seja na verdade Gwen Stacy. O visual pelo menos é muito parecido com a personagem, né? E o mais interessante é que tudo está sendo feito com calma, e pelo visto, sendo planejado para vários filmes. A personagem pode ser apenas introduzida no universo, para daqui um tempo, se envolver amorosamente com o Aranha.

Mas além de Angourie, quem vai ganhar destaque mesmo neste filme é a atriz Zendaya, que muitos pensarem que seria Mary Jane, mas na verdade, sua personagem se chama Michelle e ainda é um completo mistério. O que vocês acham?

Outra atriz que vai ganhar destaque é Laura Harrier (foto acima), que interpreta Liz Allan, o primeiro amor de Peter Parker nos quadrinhos. Eles estão fazendo tudo bem direitinho mesmo.

Os vilões vão tomar de conta de Nova York

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Os vilões são característicos das histórias do Homem-Aranha. E já tem gente dizendo que “De Volta ao Lar” também pode sofrer com o excesso de vilões, mas acredito que eles estão ali porque fazem parte de um todo. Sem eles, não teria graça, não é mesmo? Um deles é o Consertador, vivido por Michael Chernus, presente na imagem acima ao lado do ator Donald Glover, que ainda não tem um papel definido. Muitos não sabem, mas o ator serviu de inspiração para Brian Michael Bendis criar Miles Morales. Interessante, né?

O Consertador fez sua primeira aparição junto com o Abutre, o principal vilão deste primeiro filme, interpretado por Michael Keaton. Ele não faz o tipo de vilão que fica cometendo crimes pela cidade, sobrevivendo da venda de armas e apetrechos ultra-tecnológicos a vilões de segunda linha. Então podemos esperar que ele vá dar um ajudinha ao Abutre para construir sua roupa, que pelo aperitivo do trailer, está incrível.

Outro vilão que vai deixar a vida do Aranha um pouco mais difícil é o Shocker, interpretado por Bokeem Woodbine. Digamos que ele é um dos vilões clássicos das histórias do herói. Sua primeira aventura ocorreu na revista “The Amazing Spider-Man (vol. 1) #46“, lançada em Março de 1967. Outro detalhe interessante sobre esse vilão é que durante a Guerra Civil, ele participou da nova versão do Sexteto Sinistro e enfrentou o Capitão América e os Vingadores Secretos.

O clima anos 80 é do caralho!

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Não sei vocês, mas uma das minha partes preferidas do trailer é o universo do colégio do Peter. Além das referências que já vimos ao Universo Marvel, é impossível não sentir um certo clima anos 80 com a turma que eles escolheram para integrar o elenco.

Além desses detalhes que comentei aqui, também tem a já famosa cena do Homem-Aranha segurando um navio partido, que muitos estão dizendo ser uma homenagem à clássica cena do trem de “Homem-Aranha 2“.

~POR HOJE É SÓ!

Por enquanto é o que temos da nova aventura do Aranha nas telonas. E antes de encerrar o texto, fica aqui a confirmação do segundo filme para 2019. A data divulgada é 5 de Julho de 2019, dois anos depois da estreia de “De Volta ao Lar”. E pelo visto, depois de uma possível (bem na cara, né?) participação nos filmes dos Vingadores. Ele vai voltar muito mais forte e preparado e aí sim o clima vai esquentar!

O que vocês acharam do trailer? Deixe seu comentário e vamos conversar sobre o filme. Até a próxima!

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Não é de hoje que a Disney nos surpreende com as adaptações em live-action de suas animação clássicas. Ano passado mesmo nos encantamos com a linda releitura de Cinderela, a princesa mais famosa da Casa do Mickey.

Com “A Bela e a Fera” não tinha como ser diferente. Afinal, é uma das histórias de amor mais conhecidas no mundo inteiro. É tão poderosa que ultrapassa gerações. Foi da minha e também da sua. Lançada em 1991, faturou mais de US$ 375 milhões e pasmem, foi indicado na categoria de “Melhor Filme” no Oscar daquele ano. Uma animação ser indicada à categoria máxima da premiação é um tanto raro.

Desde que soube que a sempre ótima Emma Watson interpretaria a doce e ingênua princesa, fiquei interessado em conhecer mais detalhes da trama. A atriz sempre surpreendeu como a bruxa Hermione Granger na franquia “Harry Potter” e não decepcionou quando ganhou asas em produções contemporâneas. Com a Bela não tinha como dar para trás, certo? Certo!!! Nas primeiras imagens cheguei a conclusão de que seu trabalho seria impecável. Ela não deixou eu morder a língua.

O primeiro trailer lançado oficialmente hoje, 14, não me faz mudar de ideia. Ela é incrível. Tão sublime que nem parece real. Uma verdadeira princesa.

Toda a ambientação criada pelo diretor Bill Condon nos passa uma ideia de muita fidelidade ao filme original. Claro que tons mais modernos, mas é bem nostálgico rever algumas cenas, como por exemplo, a dança clássica de A Bela e a Fera.

O elenco da releitura conta com Dan Stevens (a Fera), Luke Evans (Gaston), Emma Watson (como já falei: interpretando a doce Bela), Emma Thompson (Sra. Potts), Kevin Kline (Maurice), Ian McKellen (Cogsworth), Gugu Mbatha-Raw (Plumette), Ewan McGregor (Lumiere) e Stanley Tucci (o piano falante). Bill Condon é o diretor responsável por transformar esse universo mágico em realidade.

O longa chegará aos cinemas no dia 17 de março de 2017.

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O que acontece quando o estilo literário sombrio e fantasioso de Ransom Riggs se encontra com as ideias visionárias e, de certa forma, excêntricas de Tim Burton?

Um dos diretores mais aclamados de Hollywood ganhou a missão de levar “O Lar das Crianças Peculiares” para as telonas, brincando dentro da sua zona de conforto com um certo ar de renovação. Mas o que podemos esperar desse encontro?

A história acompanha Jacob (que ganha força ao ser interpretado por Asa Butterfield, um dos grandes destaques da nova geração do cinema), que descobre, por meio de pistas deixadas pelo avô (Terence Stamp) falecido, um mistério de sua família, que apesar de parecer bizarro e muito improvável, envolve magia e tempos diferentes. Ele conhece então o Lar das Crianças Peculiares da Sra. Peregrine (Eva Green). Cada qual com sua “peculiaridade” (eles têm habilidades especiais como flutuar, abelhas saindo da boca e a superforça), aprende a conviver com as diferenças dessas crianças presas a um longo passado, o que acaba sendo uma metáfora às diferenças de nossa sociedade.

Um dos pontos positivos do filme é a experiência “freak show” que o diretor sabe fazer como ninguém. Só que diferente do que estamos acostumados, todas as criaturas bizarras e “mágicas” pertencem a uma mitologia criada por Riggs (que diga-se de passagem: é muito bem construída em três livros) e não são criações propriamente ditas da cabecinha de Burton. Sem tantos efeitos visuais como estamos acostumados a ver nas histórias do diretor, temos aqui uma mistura de imagens antigas com personagens bizarros, cheio de características próprias.

Burton é conhecido pelo lado gótico, mas como estamos falando de uma adaptação, precisou trabalhar dentro de um mundo já existente, mas claro, sem deixar de dar o seu toque criativo e original. Outro ponto positivo encontrado na trama é a fotografia de tirar o fôlego. Os cenários são os mais diversos possíveis, como a tropical Flórida e a fria e cinzenta Cairnholm. Uma característica bem trabalhada na trama é a cor cinza para representar o mundo real e o tom mais colorido para mostrar Jacob dentro da fenda (dentro do mundo criado especialmente para os peculiares).

O elenco também é de encher os olhos! Samuel L. Jackson interpreta um vilão divertido, excêntrico e mais engraçado do que propriamente aterrorizante. Talvez fosse essa a intenção do diretor e de Jackson ao construir o personagem. Eva Green rouba todas as cenas! Que mulher, meus amigos. Ela é sempre fantástica assim? Sempre! Sua Peregrine é misteriosa, forte e ao mesmo tempo amável. Não deu vontade de ser um de seus peculiares? Asa Butterfield, como comentei no início do texto, está incrível! Não dava para ser menos. O garoto é bom, e é bom de verdade. Ele se encaixou direitinho no papel de Jacob.

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Os peculiares Ella Purnell (Emma), Finlay McMillan (Enoch), Lauren McCrostie (Olive) e Pixie Davies (Bronwyn) também roubam a cena.

Diferente da fotografia e do elenco de primeira, o roteiro de Jane Goldman é, de certa forma, muito raso, não se aprofundando muito nos relacionamentos dos personagens. As crianças peculiares são carismáticas (os atores são bons e conseguem isso apenas com uma rápida introdução), mas não criam muitas conexões com o público. Jacob rouba toda a cena e ficamos por isso mesmo. Peregrine certamente merecia mais atenção.

Com uma certa limitação do roteiro e um desempenho mediano de Tim Burton na hora de dar vida à magia criada por Riggs, “O Lar das Crianças Peculiares” se limita a um filme com bons efeitos especiais e nada muito mais inspirado do que estamos acostumados. Um filme divertido para toda a família.

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