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Planeta dos Macacos” é uma das franquias mais populares de Hollywood desde a década de 60. É referência para tantos outros trabalhos, assim como quase que obrigatório para qualquer fã de cinema. Em 2011, quando o diretor Rupert Wyatt recebeu a missão de retornar ao planeta dos nossos parentes distantes, ninguém esperava que ele fosse capaz de idealizar um dos mais impressionantes feitos de computação gráfica já visto na história da sétima arte.

Em parceria com o estúdio de Peter Jackson, ele nos surpreendeu ao apresentar o fantástico prelúdio “Planeta dos Macacos: A Origem“. Chimpanzés, gorilas e orangotangos tão realistas, que por muitas vezes foram capazes de nos confundir. “Tem certeza que eles não são de verdade?” Isso sem contar no protagonista Cesar, o super macaco inteligente interpretado por Andy Serkis. De fato, um blockbuster visualmente incrível e revolucionário. Com “Planeta dos Macacos: O Confronto” não foi diferente. Já assinado por Matt Reeves, os macacos, agora em maioria, estão muito mais desenvolvidos, o que exigiu ainda mais técnica, tando da produção, quanto dos atores responsáveis pelas capturas de movimentos. E mais uma vez eles acertaram.

O primeiro longa, além de ser visualmente impecável, tinha um ponto de exclamação para a abordagem dos direitos dos animais e a forma como as grandes indústrias os tratam para seus estudos científicos. Já no segundo filme, temos uma grande interrogação para a forma como nos tratamos em sociedade. Somos levados a nos indagar sobre como vivemos perante a uma sociedade de padrões, que crítica e julga os que são diferentes. Os macacos podem servir como metáfora para as minorias presentes em nosso convívio. O ódio pode levar a uma guerra. E foi assim que Reeves fechou a trilogia com “Planeta dos Macacos: A Guerra“. Tive a oportunidade de assistir ao filme à convite da Fox Films do Brasil e me surpreendi com o encerramento da satisfatória trilogia.

Assista ao trailer:

Depois de conhecermos a origem desses macacos super inteligentes e a forma como eles se agruparam em sociedade, temos aqui um capítulo final que mostra o difícil embate desta nova espécie com os humanos. Desde que uma gripe, oriunda dos estudos científicos que criaram Cesar, dizimou praticamente toda a população mundial, os humanos se assustaram com a evolução dos símios a ponto de fazer qualquer coisa para freá-los.

Se no primeiro falamos de proteção aos animais e no segundo do ódio ao que é diferente, neste aqui temos o extinto de salvação como principal motivação para uma guerra. De um lado, Cesar, que busca a proteção do que restou de sua família depois de perceber que não adiantaria continuar recluso na floresta para evitar um embate com os humanos. Do outro, o Coronel, interpretado por Woody Harrelson, que acredita cegamente que a única salvação para sua espécie é dizimar Cesar e toda sua família.

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O Coronel é um típico vilão de blockbuster, que apesar de se rodear de certos clichês, demonstra força ao liderar uma guerra e não decepciona ao executar seu papel. São motivos diferentes que partem de um mesmo propósito: a salvação. E quando falo em motivos diferentes é porque temos em “A Guerra” uma desmistificação do que bem e do mal. Há os macacos desertores que lutam junto com os humanos, assim como os humanos que não apoiam a guerra e possuem visões diferentes da situação. Mas será que essa é a única maneira? O que poderia ser feito diferente para evitar uma guerra? O que falta para se colocar no lugar do outro? Se vingar por acontecimentos do passado é a melhor solução? Muito mais do que uma história de guerra entre humanos e macacos, é a mensagem que podemos extrair por trás do embate. Compaixão e vingança são sentimentos que caminham em linha tênue durante toda a narrativa de Reeves.

E se nos dois primeiros capítulos os efeitos visuais impressionaram, com esse não seria diferente. Com o passar dos anos, a captura de movimento consegue ficar ainda mais realista. E mais uma vez Andy Serkis surpreende ao dar vida e emoção ao Cesar como poucos conseguiram (e é por isso que ele merece tanto uma indicação ao Oscar). Outro destaque importante de “A Guerra” é a primorosa trilha sonora que dá ritmo ao filme, principalmente por ele ser, em sua grande maioria, mudo, já que muitos macacos se comunicam apenas por sinais. O trabalho sonoro é tão impactante que complementa qualquer falta que os diálogos possam fazer. Isso sem contar o belíssimo trabalho visual da captura de movimento, que ajudam a retratar as emoções por meio de expressões perfeitas.

Planeta dos Macacos: A Guerra” fecha a trilogia com chave de ouro e encerra a incrível trajetória de Cesar. A história dos macacos evoluídos, vítimas da ambição do homem, é uma bela metáfora para a sociedade. As consequências de ser diferente e o ódio ao novo também possuem valor político no meio em que vivemos. Um filme que comprova, mais uma vez, que para ser blockbuster não precisa ser raso. Muito pelo contrário. Vida longa ao Planeta dos Macacos!

Baby (ANSEL ELGORT) and Bats (JAMIE FOXX) on the way to the post office job with Buddy (JON HAMM) and Darling (EIZA GONZALEZ) as cops pull up next to them in TriStar Pictures' BABY DRIVER.

Sabe quando você espera muito por um filme, mas tem medo de criar expectativas? Pois bem, foi com esse sentimento que assistir “Em Ritmo de Fuga” (ou “Baby Driver”, que é um título perfeito) à convite da Sony Pictures. Mas para a minha surpresa, meu hype foi mantido. É sim um filmão! Desses que faz qualquer fã de cinema vibrar a cada referência à Cultura Pop. Digamos que o diretor e roteirista Edgar Wright entregou um “fanservice” aos cinéfilos de carteirinha. E isso foi incrível! E antes de continuar lendo o texto, aperte o play na trilha sonora abaixo (você não vai se arrepender!!!!).

A história acompanha Baby (sim, isso mesmo, B-A-B-Y), interpretado pelo maravilhoso Ansel Elgort, um motorista de fuga que parece inofensivo com seu jeitinho inocente, mas que leva criminosos em fugas de grandes assaltos. E tudo isso com uma trilha sonora escolhida a dedo, já que ele só consegue se concentrar ouvindo música. Baby sofreu um acidente quando criança, e desde então, tem um zumbido no ouvidos que só pode ser abafado com uma boa música ligada em um de seus vários iPods. (Playlist no Spotify? Ele é da velha guarda! Tem um aparelho para cada humor, isso inclui até um rosa com glitter para músicas mais melosas).

A trilha sonora é o grande destaque desta história. A protagonista principal entre tantos astros de Hollywood. As músicas dão ritmo ao filme (e por isso o título escolhido para o Brasil não seja assim tão estranho), nos estregando um thriller de ação coreografado em seus mínimos detalhes. Ou acordes. Os grandes clássicos, em sintonia com a montagem feita em raccords (a passagem de um plano para outro através de efeitos visuais, sonoros ou de linguagem, que dão continuidade à narrativa) ajudam a contar a história de Baby. Se você, além de fã da sétima arte, também é apaixonado por música, prepare-se para ouvir canções memoráveis.

Martha and the Vandellas, Commodores, Queen, entre outros sucessos do rock e do soul fazem parte de um setlist muito bem planejado [de bônus, uma versão de “Easy” na voz doce de Sky Ferreira]. É uma homenagem à antiga relação entre o cinema e a música, da época em que as trilhas influenciavam momentos inesquecíveis na vida de tantas pessoas. Até a forma como o protagonista Baby explica seu nome é uma forma de homenagem a essa arte. Ele soletra Baby assim como Carla Thomas na clássica canção “B-A-B-Y“. É lindo de se assistir!

O título original do filme, “Baby Driver“, é também uma referência/homenagem à música de mesmo título, da dupla norte-americana de folk Simon & Garfunkel. A canção faz parte do álbum “Bridge over Troubled Water“, lançado em 1970. Demais, né?

Baby Driver

E por falar em Baby, o que dizer de uma atuação tão entregue quanto a de Ensel Elgort? Nós começamos a prestar mais atenção no ator desde sua tocante participação em “A Culpa é Das Estrelas” e, desde então, eu esperava pelo seu momento de glória no cinema. E esse momento finalmente chegou!

Em Ritmo de Fuga” tem um elenco de primeira classe, com nomes renomados como Kevin Spacey (House of Cards), Lily James (Cinderela), Jon Bernthal (The Walking Dead), Eiza Gonzalez (Um Drinque no Inferno), Jon Hamm (Mad Men) e Jamie Foxx (Sleepless), mas é o Ensel quem rouba a atenção do público do início ao fim. Ele convence no papel, que foi muito bem construído em meio a diferentes sucessos da música. Em um dos momentos mais tocantes do longa, vai ser difícil você segurar as lágrimas quando começar a tocar “Easy“, da banda The Commodores, em uma cena de Baby relembrando sua infância na companhia da mãe.

E já que falei no elenco de primeira classe, não dá para não destacar a incrível atuação de Kevin Spacey, que, mais uma vez, entrega um papel com o selo “Kevin Spacey de qualidade”. Ele interpreta o chefe de Baby, que o “convoca” para ser o piloto de fuga em seus assaltos perfeitamente planejados. Outra excelente participação é a de Lily James, que interpreta a jovem sonhadora Deborah, ou Debra, depende da música do dia. Sua química com Ensel é um dos chamativos da história, e no melhor estilo Bonnie & Clyde, os dois vivem momentos inesquecíveis em cena. Não é só mais um casal apaixonado. É um casal que te faz torcer por eles.

Baby Driver

E já que falei em Bonnie & Clyde, não posso encerrar sem antes comentar sobre as diversas referências ao cinema e à cultura pop de “Em Ritmo de Fuga“. Não é só a música que ajuda a contar essa história. Os grandes clássicos das telonas também ganham destaque na trama, como “Os Bons Companheiros” (em uma das cenas, vemos Baby trabalhar em uma pizzaria que faz clara referência ao filme estrelado por Robert DeNiro, isso sem contar outras referências e semelhanças ao clássico gângster), “Monstros S.A“, “Os Pestinhas“, “Clube da Luta“, “Blade Runner” e “Pulp Fiction“.

Em Ritmo de Fuga” é até então o melhor do filme do ano. O diretor e roteirista Edgar Wright nos entrega uma história empolgante, divertida e de encher os olhos de qualquer fã da sétima arte. Um diferente tipo de musical, que não necessariamente precisa seguir os padrões que já conhecemos. É mais do que simples entretenimento. É um compromisso em contribuir, de forma positiva, com a arte de fazer cinema. O longa traz uma originalidade entre tantos reboots e remakes. E a boa notícia antes de encerrar o texto, é que o estúdio já está de olho em uma continuação. E confiando no trabalho de Edgar, sabemos que se ele topar, é porque tem uma boa ideia para dar continuidade a essa história.

Fique ligado: o filme estreia no dia 27 de julho! Let’s rock, baby.

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Se você acompanhou o blog nos últimos dias, viu que preparei um texto especial com um pouco das minhas expectativas e o que poderíamos esperar do novo filme do Homem-Aranha. Agora que já conferi “Homem-Aranha: De Volta ao Lar“, estou aqui, mais uma vez, para compartilhar com vocês o que achei do resultado final. Preparado? Antes de começar a ler, já vai compartilhando esse post com seus amigos. Eles com certeza vão se animar para a estreia nesta quinta, dia 6. Pronto? Então vamos lá!

Afinal, “De Volta ao Lar” cumpre tudo o que promete? Sim! Apesar de não soar tão épico como “Homem-Aranha“, lançado em 2002, é um dos melhores filmes de super-heróis dos últimos anos. E quando digo que ele não soa tão épico quanto o filme dirigido por Sam Raimi, não se trata de uma crítica, mas apenas por ele estar em um contexto diferente – se você tem mais de 20 anos, com certeza vai lembrar com empolgação do primeiro live-action do Homem-Aranha nos cinemas. Veja bem, em 15 anos, os fãs do Amigo da Vizinhança já tiveram a oportunidade de vê-lo em três diferentes versões. Então é compreensível que a história de origem da personagem não seja vista com tamanha empolgação, certo? Neste ponto, temos o primeiro grande acerto do novo longa. Não se trata de uma história de origem. Pelo menos não da que estamos acostumados.

A primeira aparição do novo Homem-Aranha, interpretado por Tom Holland, aconteceu em 2016, durante uma participação em “Capitão América: Guerra Civil“. Foi um pontapé diferente de tudo que estávamos esperando. Ele surgiu em meio a uma guerra e ganhou seu momento no time do Homem de Ferro, interpretado sempre brilhantemente por Robert Downey Jr. E que momento, não é? O cara mal chegou e já roubou o escudo do Capitão América (Chris Evans). Pois bem! Já que o público tinha se familiarizado com o Aranha, eis que “De Volta ao Lar” tem início exatamente dois meses depois da Guerra Civil. E para os que não assistiram ao grande embate, acontece até uma recapitulação (com muitas cenas extras, claro), desse momento histórico na vida de Peter Parker. E o melhor: filmado por ele mesmo! Um filme de Peter Parker. Literalmente.

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E é neste ponto que ressalto mais um importante acerto do filme: é um filme do Peter Parker. Ponto!

Muitos fãs estavam se questionando se eles não iriam transformar o longa em uma espécie de “Homem de Ferro 4“, principalmente com tantas aparições do Tony Stark em todos os materiais promocionais. E também por ele ser sinônimo de muito lucro para os cofres do estúdio! [Neste caso, dois estúdios, já que temos aqui uma parceria inédita entre a Sony Pictures e a Marvel Studios.] Voltando: Mas não, não foi isso que aconteceu. Muito pelo contrário! Sua participação durante toda a história é feita de forma muito natural, podemos até dizer que orgânica. Ele não aparece mais do que deveria e sempre que entra em cena, é por uma razão específica. Então não pense que você vai ao cinema conferir uma overdose de Homem de Ferro na telona. Isso não acontece!

O filme é sobre o Peter e sobre ele ser um herói enquanto precisa dividir suas atenções com o colégio e todos os problemas que rodeiam um adolescente de 15 anos. E nada disso seria possível sem a brilhante atuação de Tom Holland, que sem dúvida, merece o título de melhor Homem-Aranha das telonas. Sua preparação para o papel foi incrível e o resultado pode ser visto de forma muito positiva no filme. Quando acreditamos em uma personagem, sentimos junto com ela, é porque seu intérprete conseguiu completar uma missão. E ele merece esse reconhecimento!

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E já que falei em adolescentes e os temidos momentos do colegial, temos outro grande acerto de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar“: é um filme juvenil e necessário para uma nova geração que está crescendo assistindo aos filmes de super-heróis. Quando o primeiro “Homem-Aranha” chegou aos cinemas, eu tinha 10 anos de idade e até hoje lembro da minha empolgação ao vê-lo saltando entre prédios de Nova Iorque. Acredito que o novo longa represente o mesmo para as novas crianças e é incrível quando temos em jogo uma função que vai além do puro entretenimento. A produção tem um importante papel para a formação de novos adultos. Isso porque ele é inclusivo e diverso.

Que tal adolescentes gênios da ciência em destaque e não servindo como chacota para os alunos populares da escola? Demais! A mocinha da história, vivida por Laura Harrier, é a garota mais popular do colégio e líder do grupo de ciências. E a Zendaya? Ela interpreta Michelle, uma “amiga” de Peter e Ned, que é bastante antissocial e sempre com ótimas frases de efeito. Sua personalidade me fez lembrar Ally Sheedy, uma personagem que virou ícone da cultura pop em “O Clube dos Cinco“.

Aliás, o diretor Jon Watts já havia dito em entrevistas que queria prestar uma homenagem aos grandes clássicos juvenis dos anos 80. E bem, posso dizer que ele conseguiu. Se você é fã de “Curtindo a Vida Adoidado” e dos filmes do diretor John Hughes, vai querer pular da cadeira em uma das cenas. Então fique de olho!

No início do texto, expliquei que não temos aqui uma história de origem tradicional do Homem-Aranha. Para você ter uma ideia, durante os primeiros minutos, acompanhamos a origem do vilão Abutre. Sim! Logo de cara somos apresentados ao vilão, que diga-se de passagem, foi muito bem executado por Michael Keatonque já viveu o herói Batman nas telonas. Diferentes de muitos vilões que vemos por aí, Adrian Toomes tem reais motivações para o crime.

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E o mais legal: não aconteceu de uma hora para outra, como também estamos acostumados a ver. Ele levou oito longos anos para tornar-se um chefe do crime, que contrabandeia tecnologia alienígena oriunda da Grande Batalha de NY. Tudo começou quando sua equipe perdeu a licença para reciclar o “lixo” deixado pela Guerra. Sendo assim, precisou se reinventar. Só que seguindo pelo caminho obscuro, tratando os Vingadores como inimigos.

“De Volta ao Lar”, como já vimos ao longo do texto, tem ótimas personagens e motivos suficientes para divertir e entreter o público. Ao longo do filme, é difícil você não abrir o sorrisão e ficar empolgado com a história. É como se você estivesse lendo uma revista em quadrinhos. É divertido, é colorido, tem o selo Marvel Studios, mas não se difere totalmente do padrão Sony que já conhecemos há tantos anos. É um filme sobre Peter Parker. É uma trama sobre crescimento e passagem. O que precisamos aprender para progredir e tornamos melhores em um futuro não tão distante. Não é de origem, volto a repetir, mas é sobre como tornar-se um herói. O novo Homem-Aranha é só um adolescente de 15 anos que precisa viver uma vida dupla e conturbada. Acredito que os estúdios estejam preparando sequências grandiosas, e tenho certeza que será um incrível prazer vê-lo crescer, literalmente, nas telonas!

Como veredito final, temos aqui a melhor versão do Homem-Aranha nas telonas.

Obs: tem uma cena entre os créditos e outra no finalzinho, depois que sobe todas as letrinhas. Tenho certeza que vocês vão se divertir muito!

Obs 2: O Homem-Aranha voltará!

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O filme “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” esteia nesta quinta-feira, dia 6, com uma importante missão: trazer o Amigo da Vizinhança de volta para casa! Um dos heróis mais populares de todos os tempos está ganhando uma nova versão assinada pela Sony Pictures em parceria com a Marvel Studios (FINALMENTE!!!). E o que exatamente essa parceria significa? Isso quer dizer que o Aranha agora compartilha o mesmo UNIVERSO dos Vingadores. YEH!

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É um desejo antigo, principalmente dos fãs, que sempre sonharam em ver a personagem integrando a equipe dos maiores super-heróis da Terra. O primeiro gostinho em “Capitão América: Guerra Civil” já elevou as nossas expectativas e nos mostrou um pouco da essência do novo Homem-Aranha, interpretado por Tom Holland. E depois de muitos materiais promocionais, entrevistas com o elenco e produção, ficou mais fácil saber o que esperar deste novo longa.

Mas antes, assista ao trailer final:

1. O Homem-Aranha no mundo real: assistindo aos trailers e conferindo reportagens sobre o filme, percebemos que o Homem-Aranha nunca esteve tão próximo de sua essência dos quadrinhos (até mesmo o uniforme representa essa fidelidade ao herói). Mas esse resgate ao espírito original criado lá nos anos 60 não impede uma aproximação da personagem com o nosso mundo real, os dias de hoje hiper conectados. No trailer acima, vemos que ele faz um vídeo-selfie enquanto participa de um grande embate contra o time do Capitão América. E isso é muito real, principalmente se levarmos em conta que ele é apenas um adolescente.

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O universo criado na escola também promete ser o mais realista entre todos os filmes do Aranha. Inclusive o diretor deixou bem claro que o filme faz uma bela homenagem às obras de John Hughes, o responsável por grandes clássicos adolescentes nos anos 1980, como “O Clube dos Cinco” e “Curtindo a Vida Adoidado” (amo!!!).

2. É uma diferente versão da velha história que conhecemos: essa é a terceira história de origem do Homem-Aranha em 15 anos no cinema. O público já está acostumado com o herói, então certamente não vai ser preciso contar exatamente como tudo aconteceu. Como sabemos, ele já apareceu anteriormente como uma participação no filme do Capitão América, e agora o veremos em treinamento constante para tornar-se um herói digno dos Vingadores e da confiança do Homem de Ferro. O filme já começa em ação, nos poupando daquela introdução mais dramática que já conhecemos.

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3. Quem é a Mary Jane? Sabemos que Zendaya interpreta o interesse romântico de Peter Parker, mas ainda não temos a confirmação de sua personagem na história. Ela é ou não a Mary Jane? Independente dessa resposta, o que deu para perceber é que os dois possuem uma boa química em cena. E lendo algumas reportagens na internet, vimos que eles vão aprender juntos, como qualquer adolescente, a construir um relacionamento. Mais uma vez temos a aproximação das personagem com o nosso mundo real e com a vivência dos adolescentes. Pelo visto, esse será o filme preferido entre o público jovem.

4. Homem de Ferro é o melhor tutor que você respeita: como sabemos, o Homem de Ferro apresentou o Homem-Aranha ao universo dos Vingadores e ele servirá como um “tutor” para o aracnídeo. Isso porque ele está totalmente envolvido na história: desde a construção do uniforme (que é orientado por uma inteligência emocional como o J.A.R.V.I.S.), como o treinamento e o possível envolvimento com o vilão. Que isso eu deixo para o próximo tópico!

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5. Quem é o Abutre e qual a sua motivação para o mal? Interpretado por Michael Keaton, sabemos até agora que ele é um antigo operário que se sente injustiçado pela sociedade e começa a construir arma a partir da tecnologia deixada pelos Vingadores. Mas o que pode estar por trás disso também é um envolvimento com as indústrias Stark. A personagem pode sim estar querendo buscar uma vingança com o Homem de Ferro. Algum parente perdido? Talvez! Quando se trata de Marvel, tudo é possível!

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Esses foram alguns dos tópicos que analisei antes de ir ao cinema conferir “Homem-Aranha: De Volta ao Lar“. Em breve uma review completa sobre o filme!

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O astro da música Bruno Mars está de volta ao Brasil! Logo depois de anunciar as primeiras datas da “24k Magic World Tour 2017“, o cantor confirmou seu retorno aos palcos brasileiros, tendo como convidado especial a banda DNCE.

As duas primeiras datas foram anunciadas logo no início de maio: dia 18 de novembro, na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, e dia 22 de novembro, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. O que os produtores não esperavam é que os ingressos se esgotassem em apenas 1 semana. Logo, foi preciso a confirmação de mais dois shows extras, fazendo a alegria dos fãs que não conseguiram seus passaportes para as primeiras apresentações.

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No Rio, o segundo show será em 19 de novembro. Já em Sampa, os paulistas irão aproveitar mais uma noite de muita música no dia 23 de novembro. Mais chances para conferir de perto a incrível performance de Bruno Mars nesta nova turnê, que também passará por Santiago, Buenos Aires, Lima e Quito em sua etapa sul-americana.

Hits já clássicos como “Just the Way You Are“, “Grenade“, “The Lazy Song“, “Locked Out of Heaven” e “When I Was Your Man” são esperados para as noites de festa. Sem contar nos sucessos mais recentes, como “Uptown Funk” (uma das músicas mais tocadas no mundo inteiro em 2015) e, claro, “24K Magic“. Quem já ficou com vontade de dançar e cantar com o baixinho? Vamos começar o aquecimento:

Os ingressos para os shows extras, que serão realizados em 19 e 23 de novembro, ainda estão disponíveis, mas conhecendo a enorme popularidade do cantor no Brasil, é bem que possível que esgotem o quanto antes. Então se você ainda não adquiriu uma vaga para assistir ao fenômeno da música mundial bem de pertinho, a nossa dica é correr para o site da StubHub e garantir seu ingresso.

Enquanto novembro não chega, ficamos por aqui fazendo a nossa contagem regressiva ouvindo os maiores sucesso do Bruno! Fica até difícil fazer uma playlist com as melhores, né? Todas são incríveis! Vai a algum dos shows no Brasil? Deixe seu comentário e não se esqueça de nos contar qual é o seu hit preferido do cantor. Até lá! Bom show a todos.

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No início dos anos 40, os quadrinhos eram protagonizados por personagens masculinos e não havia representatividade feminina nas histórias que chegavam às casas dos leitores. O Superman, o maior de todos os super-heróis, foi por muitos anos a figura mais lembrada entre jovens e adultos. Mas em quem jovens meninas poderiam se identificar no meio de tantas personagens homens e caricatos?

Durante as décadas de 30 e 40, as mulheres conquistaram novos direitos, entre eles, o direito do voto e a participação no mercado de trabalho, contribuindo, assim, para o enfraquecimento da ideologia de hierarquização dos papéis sexuais. Foi nesse período então que a Mulher-Maravilha fez sua primeira aparição na revista “All Star Comics Nº 8”, lançada em dezembro de 1941 pela All-American Publications (DC Comics), nos Estados Unidos.

O criador, William Moulton Marston, em uma entrevista ao jornal New York The Sun, caracterizou a super-heroína como uma “propaganda psicológica” para o tipo de mulher que ele acreditava que poderia governar o mundo. Para William, as mulheres eram mais honestas que os homens e por isso defendia seu crescimento na sociedade, tendo então a ideia de criar a personagem.

Impressionantes 76 anos depois, a personagem – que representou uma quebra de paradigmas para a história da Cultura Pop ao incluir nas HQs uma mulher como super-heroína – repetiu o mesmo feito nos cinemas ao estrelar seu primeiro filme em live-action.

Não que as mulheres não tenham conquistado direitos ao longo de tantas décadas. Pelo contrário, foram muitas conquistas. Mas, mesmo com o passar dos anos, a luta feminista está longe de chegar ao fim e a tão sonhada igualdade entre os gêneros ainda não existe. O empoderamento feminino ainda é quase um tabu e as produções de Hollywood ainda temem mulheres como protagonistas (o que é perceptível ao nos darmos conta que só agora, depois de 76 anos, a Mulher-Maravilha tenha um filme solo para chamar de seu).

E uma pergunta que todos estão se fazendo é: “Mulher-Maravilha” é um filme feminista? Sim, é um filme feminista! E esse é um dos motivos que fazem dessa produção tão importante para a história atual da Cultura Pop. Diana tem uma personalidade marcante e é livre para tomar suas próprias decisões. O roteiro também deixa bem claro sua intenção ao fazer questionamentos simples e pertinentes, como “Por que uma mulher não pode entrar no parlamento?”, ou “Por que uma secretária precisa fazer tudo para o seu chefe como se fosse uma escrava?”.

Neste ponto, temos um filme realmente empoderador, assim como a personagem.

Muitas pessoas estavam com um pé atrás em relação ao longa, principalmente por ele carregar nas costas a difícil missão de recuperar o prestígio e a fé no Universo DC dos cinemas. Mas a boa notícia é que ele conseguiu cumprir muito bem seu papel, dando esperança aos fãs de que dias melhores estão por vir – pelo menos para o time da Liga da Justiça, né?

Agora que contextualizei a história da Mulher-Maravilha e o quanto ela é importante para a atual fase da nossa sociedade, vamos falar sobre o filme e o seu impacto no cinema.

Cuidado, tem spoilers leves!

A diretora Patty Jenkins aceitou a difícil missão (sendo que ela já tinha se oferecido para dirigir o filme em 2003) de contar a história de origem da personagem, apresentando Diana, interpretada por Gal Gadot, para o público que vai muito além dos fãs e apreciadores de histórias em quadrinhos. Temos aqui uma legítima história de origem. E uma das mais bem contadas de todos os filmes de super-heróis. E a vantagem da Maravilha é que essa é a primeira vez que está sendo contada no cinema, diferente de seus colegas, como Batman e Superman, que já estão indo e vindo nas telonas há muitos anos. O público precisava desse filme!

WONDER WOMAN

O roteiro de Allan Heinberg preocupa-se em contar a história da princesa Diana desde sua infância, mas não pense que é algo maçante ou muito lento. Tem tudo que precisa para que o público entenda e apenas isso. Sem muitas enrolações. E um dos pontos altos é que ele consegue nos conectar com o elenco coadjuvante, necessário para compreendemos o universo da heroína na Ilha do Paraíso. As cenas com a tia Antíope (Robin Wright) são incríveis e nos fazem torcer por elas. É demais!

E no quesito serviço ao empoderamento feminino, é incrível reconhecer a força feminina em tantas mulheres da ilha. E que incrível uma ilha repleta de mulheres cheias de atitude e donas de seus próprios narizes, não é mesmo? Diana tem em quem se inspirar!

O filme dá um salto quando o misterioso piloto Steve Trevor, interpretado brilhantemente por Chris Pine, cai na ilha e traz consigo, toda uma tropa alemã sedente por guerra. A direção da cena em que o exército de Themyscira enfrente os vilões alemães ficou impecável, sendo um dos momentos mais empolgantes da trama. E é após a chegada de Steve que temos os primeiros alívios cômicos da trama. Steve é o primeiro homem que aparece na vida de Diana e é até ingenuamente engraçado ela se surpreender com ele (e sua genitália, hahaha).

Quando Diana conhece Steve e eles começam a desenvolver uma relação, percebemos então uma linha tênue entre emoção e naturalidade no roteiro de Heinberg. Diana não está disposta a ter um relacionamento com Steve, mas acredita que isso possa ser sua ligação com o mundo dos homens e uma ponte de conhecimentos que ela ainda não tem do que é viver no mundo fora da ilha. Naturalidade é a palavra-chave dessa relação muito bem construída. Você torce para que eles fiquem bem, não que eles fiquem juntos. Outro adendo ao movimento feminista é a forma como Diana se posiciona em relação a Steve. Quem disse que ela precisa obedecer suas ordens assim como todas as mulheres daquela época? Diana é autossuficiente, o que é incrível!

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Outro ponto que merece destaque é o elenco de apoio quando Diana se depara com o mundo real. O mundo que ela acredita está sob o comando de Ares, o Deus da Guerra. Todos os personagens vão se encaixando de forma natural e você se conecta com suas personalidades. Etta Candy representa para Diana as mulheres no mundo dos homens e como todos estão errados em tratá-las dessa forma (Outro ponto importante para o movimento feminista). O time liderado por Steve, formado pelo árabe Sameer, pelo escocês Charlie e pelo nativo-americano Chefe, dão um tom mais leve para a trama e ajudam a heroína a conhecer mais os homens.

Quando Diana começa a perceber o quanto o mundo real é muito pior do que ela imaginava e o quanto os homens não a merecem, temos um dos momentos mais importantes do filme. Sua ira é perceptível. Ela não consegue compreender como a sociedade consegue ser tão cruel, até mesmo as crianças.

E diante disso, os vilões que a história apresentam ficam totalmente em segundo plano. Até temos bons momentos com a Doutora Veneno e o General Ludendorff, mas nada que consiga se sobressair do contexto geral da heroína. Os momentos finais são grandiosos, mas todos os tiros, porradas e bombas não superam o que a Mulher-Maravilha tem de mais valioso: sua fé na humanidade e no amor ao próximo, o que é muito importante do que qualquer embate com qualquer supervilão.

Apesar de alguns tropeços, principalmente no modo DC Comics de finalizar seus filmes, temos aqui o melhor do universo até então. Uma esperança para o estúdio e também um serviço muito importante para a inclusão de gênero no cinema.

Mulher-Maravilha, tu és foda, mulher!

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