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Diferente das edições anteriores, neste ano, as mulheres não receberam a devida atenção dos organizadores do Rock in Rio. Para você ter uma ideia, entre os headliners, a única mulher que fecharia uma das noites seria Lady Gaga, que precisou cancelar sua participação por motivos de saúde.

Para substitui-la na noite de sexta-feira, 15, o festival convocou a banda Maroon 5, headliner do dia seguinte. Apesar de soar mais pop do que outrora, nem de longe o público da Gaga conversa com as músicas de Adam Levine e companhia. Uma falha da produção por não ter pensado em um plano B melhor? Fica a questão!

Além de Gaga, apenas outras três mulheres foram convidadas para integrar a programação do Palco Mundo: Ivete Sangalo, Fergie e Alicia Keys. Para um festival que já recebeu nomes como Beyoncé, Katy Perry e Rihanna, faltou a presença de mais “divas” da música pop. Sem a Mother Monster, coube à Ivete Sangalo, patrimônio do nosso Brasil, o papel de grande Diva. E não só da primeira noite, como do fim de semana pop.

Logo na abertura, a baiana mostrou o porquê de ser lembrada há tantos anos pela produção de Medina. Ela tem brilho, talento e carisma para comandar uma multidão ensandecida. E por que antes mesmo de Fergie e Alicia Keys subirem ao palco, já considero Ivete Sangalo a grande diva pop da edição? As duas cantoras que ainda se apresentarão no Palco Mundo são talentosas e apresentam trabalhos impecáveis, mas não possuem popularidades de divas aqui no Brasil, como é o caso de Lady Gaga – que infelizmente precisou cancelar sua apresentação. E sabemos que Ivete é sim um nome popular, querido e, digamos que quase unanime em nosso país. Uma diva pop… Do axé!

E parecia que Ivete estava adivinhando o cancelamento de Gaga. Com uma estrutura digna de shows internacionais, a cantora trouxe ao palco uma nova proposta de cenário, dando mais brilho e interatividade ao show. Além disso, a apresentação foi marcada pelo retorno do time de bailarinos, há tanto tempo deixado na geladeira pela produção da cantora. Preciso dizer que está mais do que na hora de Ivete “adotá-los” de novo. Eles deram um charme todo especial aos grandes hits da baiana. As coreografias já não lembram as bailarinas do Faustão e os figurinos estão muito mais modernos. Por falar em figurino, Ivete também arrasou com um visual que parecia inspirado em Ariana Grande. Era todo Swarovski, tá meu bem?

Ivete Sangalo também deu espaço à diversidade, alertando aos presentes e a todos que assistiam de casa, que ainda precisamos lutar contra o racismo, a homofobia e a destruição da nossa Amazônia. Tudo isso ao som de uma releitura de Cazuza, deixando o nosso dia muito mais feliz. Antes de encerrar seu show, conversou com os fãs da Gaga e ainda arriscou um pedacinho de “Bad Romance“. O público foi ao delírio!

Ivete Sangalo, brasileira, nordestina, baiana, pode se orgulhar. Ela é a A mulher do Rock in Rio 2017!

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Mesmo em uma realidade ainda longe do ideal, as mulheres vêm conquistando mais espaço nos grandes blockbusters do cinema. Como fã de cultura pop e apreciador da sétima arte, tenho orgulho de vivenciar este momento histórico na luta pela igualdade de gêneros também no meio cinematográfico.

Quando li as primeiras notícias relacionadas à “Atômica“, me empolguei por ser um filme que faz parte desse movimento. Estrelado e também produzido por uma mulher, a incrível Charlize Theron, conhecemos à implacável espiã Lorraine Broughton, também conhecida como a assassina mais letal do MI6. Temos aqui então um longa tipicamente voltado ao público masculino, que agora tem sob o seu comando, uma mulher forte e empoderada. São os novos tempos chegando a Hollywood, equilibrando o jogo e trazendo mais diversidade às salas de cinema. That’s it! 

Mas além de toda a representação feminina, o que você pode esperar de “Atômica“? Baseado na HQ “The Coldest City“, a trama acompanha uma espiã joia da coroa do Serviço de Inteligência de Sua Majestade. Ela está disposta a utilizar qualquer uma de suas habilidades para sobreviver à sua missão impossível às vésperas da demolição do Muro de Berlim. Enviada à Alemanha para recuperar uma lista de valor inestimável para o seu país e aliados, se une ao chefe da estação local David Percival (James McAvoy) para navegar por um jogo letal de espiões.

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Dirigido por David Leitch, temos um filme de ação implacável, pelo menos quando se trata de cenas de ação. Neste ponto, é um dos mais bem dirigidos que já tive o prazer de assistir. Se você não sabe, Leitch é codiretor de “De Volta ao Jogo“, responsável por cenas incríveis que fazem você suar frio na sala de cinema. Com “Atômica“, ele também não mediu esforços. Pelo contrário, o diretor consegue elevar o nível. Primeiro porque a fotografia chama atenção desde os primeiros minutos de projeção. As luzes neon ajudam a compor o clima de Berlim na época da queda do Muro, trazendo mais sensualidade e digamos que um toque tech noir. Apesar dos conflitos que aconteciam entre os dois lados do muro, a vida noturna era agitada e, digamos que, muito sensual. E segundo, para quem é mais ligado em técnicas e detalhes de filmagens, Leitch preparou planos-sequência para incrementar a história. Uma das cenas mais empolgantes é um plano-sequência que dura quase 15 minutos. É um combate corpo a corpo que vai deixar você vidrado na tela do cinema.

Já que falei da Charlize Theron no início do texto, destacando sua importância como protagonista feminina, não posso deixar de analisar o seu desempenho de forma geral. Em vários momentos, fiquei pensando: “Meu Deus, essa mulher é mesmo de verdade?” A entrega da atriz é muito nítida em vários momentos da produção, principalmente durante as cenas em plano-sequência. E não foi só tiro, porrada e bomba. Ela entrega uma personagem densa, de poucas palavras e muitos mistérios. E apesar de ser sempre muito invulnerável, quase implacável, também é responsável pelo pouco alívio cômico em cena. Uma tirada aqui, outra ironia ali. Tudo na medida. Até quando precisou demonstrar um pouco mais de sua humanidade. Tudo feito sob medida pela Charlize em mais um papel muito satisfatório.

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Outra grande protagonista é a trilha sonora. Estão lembrados de “Baby Driver”? Pois é! Os mais saudosistas dos anos 80 com certeza vão se empolgar com as músicas que fizeram sucesso na época. E a trilha tem sua importância quando casa direitinho com as personagens em cena. Parece que o George Michael está mesmo cantando para a espiã Lorraine. E além disso, tem seu papel diegético na produção. Mas o que isso significa? É quando um som pode ser ouvido também pelas personagens que estão em cena. Por exemplo, em um momento “x” do filme, tal personagem precisou aumentar o volume do som para não ser ouvida por escutas ilegais. E mais um detalhe: quem é antenado em história musical, vai sacar diversas referências. Legal, né?

Atômica” é impecável? Não! O longa aborda os momentos históricos que antecedem a queda do muro de Berlim, e por isso, apresenta um enrendo denso, com muitos elementos que podem confundir os mais desatentos. E até mesmo quem está vidrado na tela. Ou seja se você se perder em algum momento, não fique preocupado. Isso pode acontecer com a maioria das pessoas já que se trata de um problema de construção narrativa. Muito foco em lutas incríveis, e um tanto menos no desenvolvimento do roteiro. Que por sinal, é assinado por Kurt Johnstad. Outro problema que pode incomodar são as cenas mais improváveis de ação, que de vez em quando nos fazem desacreditar na trama. É aquela coisa, né? Fazer o quê?

Para fechar, o filme tem sua importância na representação feminina nos blockbusters de ação de Hollywood e é um bom entretenimento para os fãs do gênero. Uma direção caprichada, um roteiro que tem seu esforço (mas nada muito além do normal) e um elenco afiado em cena. Vale o ingresso e o seu prestígio. Até a próxima!

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Planeta dos Macacos” é uma das franquias mais populares de Hollywood desde a década de 60. É referência para tantos outros trabalhos, assim como quase que obrigatório para qualquer fã de cinema. Em 2011, quando o diretor Rupert Wyatt recebeu a missão de retornar ao planeta dos nossos parentes distantes, ninguém esperava que ele fosse capaz de idealizar um dos mais impressionantes feitos de computação gráfica já visto na história da sétima arte.

Em parceria com o estúdio de Peter Jackson, ele nos surpreendeu ao apresentar o fantástico prelúdio “Planeta dos Macacos: A Origem“. Chimpanzés, gorilas e orangotangos tão realistas, que por muitas vezes foram capazes de nos confundir. “Tem certeza que eles não são de verdade?” Isso sem contar no protagonista Cesar, o super macaco inteligente interpretado por Andy Serkis. De fato, um blockbuster visualmente incrível e revolucionário. Com “Planeta dos Macacos: O Confronto” não foi diferente. Já assinado por Matt Reeves, os macacos, agora em maioria, estão muito mais desenvolvidos, o que exigiu ainda mais técnica, tando da produção, quanto dos atores responsáveis pelas capturas de movimentos. E mais uma vez eles acertaram.

O primeiro longa, além de ser visualmente impecável, tinha um ponto de exclamação para a abordagem dos direitos dos animais e a forma como as grandes indústrias os tratam para seus estudos científicos. Já no segundo filme, temos uma grande interrogação para a forma como nos tratamos em sociedade. Somos levados a nos indagar sobre como vivemos perante a uma sociedade de padrões, que crítica e julga os que são diferentes. Os macacos podem servir como metáfora para as minorias presentes em nosso convívio. O ódio pode levar a uma guerra. E foi assim que Reeves fechou a trilogia com “Planeta dos Macacos: A Guerra“. Tive a oportunidade de assistir ao filme à convite da Fox Films do Brasil e me surpreendi com o encerramento da satisfatória trilogia.

Assista ao trailer:

Depois de conhecermos a origem desses macacos super inteligentes e a forma como eles se agruparam em sociedade, temos aqui um capítulo final que mostra o difícil embate desta nova espécie com os humanos. Desde que uma gripe, oriunda dos estudos científicos que criaram Cesar, dizimou praticamente toda a população mundial, os humanos se assustaram com a evolução dos símios a ponto de fazer qualquer coisa para freá-los.

Se no primeiro falamos de proteção aos animais e no segundo do ódio ao que é diferente, neste aqui temos o extinto de salvação como principal motivação para uma guerra. De um lado, Cesar, que busca a proteção do que restou de sua família depois de perceber que não adiantaria continuar recluso na floresta para evitar um embate com os humanos. Do outro, o Coronel, interpretado por Woody Harrelson, que acredita cegamente que a única salvação para sua espécie é dizimar Cesar e toda sua família.

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O Coronel é um típico vilão de blockbuster, que apesar de se rodear de certos clichês, demonstra força ao liderar uma guerra e não decepciona ao executar seu papel. São motivos diferentes que partem de um mesmo propósito: a salvação. E quando falo em motivos diferentes é porque temos em “A Guerra” uma desmistificação do que bem e do mal. Há os macacos desertores que lutam junto com os humanos, assim como os humanos que não apoiam a guerra e possuem visões diferentes da situação. Mas será que essa é a única maneira? O que poderia ser feito diferente para evitar uma guerra? O que falta para se colocar no lugar do outro? Se vingar por acontecimentos do passado é a melhor solução? Muito mais do que uma história de guerra entre humanos e macacos, é a mensagem que podemos extrair por trás do embate. Compaixão e vingança são sentimentos que caminham em linha tênue durante toda a narrativa de Reeves.

E se nos dois primeiros capítulos os efeitos visuais impressionaram, com esse não seria diferente. Com o passar dos anos, a captura de movimento consegue ficar ainda mais realista. E mais uma vez Andy Serkis surpreende ao dar vida e emoção ao Cesar como poucos conseguiram (e é por isso que ele merece tanto uma indicação ao Oscar). Outro destaque importante de “A Guerra” é a primorosa trilha sonora que dá ritmo ao filme, principalmente por ele ser, em sua grande maioria, mudo, já que muitos macacos se comunicam apenas por sinais. O trabalho sonoro é tão impactante que complementa qualquer falta que os diálogos possam fazer. Isso sem contar o belíssimo trabalho visual da captura de movimento, que ajudam a retratar as emoções por meio de expressões perfeitas.

Planeta dos Macacos: A Guerra” fecha a trilogia com chave de ouro e encerra a incrível trajetória de Cesar. A história dos macacos evoluídos, vítimas da ambição do homem, é uma bela metáfora para a sociedade. As consequências de ser diferente e o ódio ao novo também possuem valor político no meio em que vivemos. Um filme que comprova, mais uma vez, que para ser blockbuster não precisa ser raso. Muito pelo contrário. Vida longa ao Planeta dos Macacos!

Baby (ANSEL ELGORT) and Bats (JAMIE FOXX) on the way to the post office job with Buddy (JON HAMM) and Darling (EIZA GONZALEZ) as cops pull up next to them in TriStar Pictures' BABY DRIVER.

Sabe quando você espera muito por um filme, mas tem medo de criar expectativas? Pois bem, foi com esse sentimento que assistir “Em Ritmo de Fuga” (ou “Baby Driver”, que é um título perfeito) à convite da Sony Pictures. Mas para a minha surpresa, meu hype foi mantido. É sim um filmão! Desses que faz qualquer fã de cinema vibrar a cada referência à Cultura Pop. Digamos que o diretor e roteirista Edgar Wright entregou um “fanservice” aos cinéfilos de carteirinha. E isso foi incrível! E antes de continuar lendo o texto, aperte o play na trilha sonora abaixo (você não vai se arrepender!!!!).

A história acompanha Baby (sim, isso mesmo, B-A-B-Y), interpretado pelo maravilhoso Ansel Elgort, um motorista de fuga que parece inofensivo com seu jeitinho inocente, mas que leva criminosos em fugas de grandes assaltos. E tudo isso com uma trilha sonora escolhida a dedo, já que ele só consegue se concentrar ouvindo música. Baby sofreu um acidente quando criança, e desde então, tem um zumbido no ouvidos que só pode ser abafado com uma boa música ligada em um de seus vários iPods. (Playlist no Spotify? Ele é da velha guarda! Tem um aparelho para cada humor, isso inclui até um rosa com glitter para músicas mais melosas).

A trilha sonora é o grande destaque desta história. A protagonista principal entre tantos astros de Hollywood. As músicas dão ritmo ao filme (e por isso o título escolhido para o Brasil não seja assim tão estranho), nos estregando um thriller de ação coreografado em seus mínimos detalhes. Ou acordes. Os grandes clássicos, em sintonia com a montagem feita em raccords (a passagem de um plano para outro através de efeitos visuais, sonoros ou de linguagem, que dão continuidade à narrativa) ajudam a contar a história de Baby. Se você, além de fã da sétima arte, também é apaixonado por música, prepare-se para ouvir canções memoráveis.

Martha and the Vandellas, Commodores, Queen, entre outros sucessos do rock e do soul fazem parte de um setlist muito bem planejado [de bônus, uma versão de “Easy” na voz doce de Sky Ferreira]. É uma homenagem à antiga relação entre o cinema e a música, da época em que as trilhas influenciavam momentos inesquecíveis na vida de tantas pessoas. Até a forma como o protagonista Baby explica seu nome é uma forma de homenagem a essa arte. Ele soletra Baby assim como Carla Thomas na clássica canção “B-A-B-Y“. É lindo de se assistir!

O título original do filme, “Baby Driver“, é também uma referência/homenagem à música de mesmo título, da dupla norte-americana de folk Simon & Garfunkel. A canção faz parte do álbum “Bridge over Troubled Water“, lançado em 1970. Demais, né?

Baby Driver

E por falar em Baby, o que dizer de uma atuação tão entregue quanto a de Ensel Elgort? Nós começamos a prestar mais atenção no ator desde sua tocante participação em “A Culpa é Das Estrelas” e, desde então, eu esperava pelo seu momento de glória no cinema. E esse momento finalmente chegou!

Em Ritmo de Fuga” tem um elenco de primeira classe, com nomes renomados como Kevin Spacey (House of Cards), Lily James (Cinderela), Jon Bernthal (The Walking Dead), Eiza Gonzalez (Um Drinque no Inferno), Jon Hamm (Mad Men) e Jamie Foxx (Sleepless), mas é o Ensel quem rouba a atenção do público do início ao fim. Ele convence no papel, que foi muito bem construído em meio a diferentes sucessos da música. Em um dos momentos mais tocantes do longa, vai ser difícil você segurar as lágrimas quando começar a tocar “Easy“, da banda The Commodores, em uma cena de Baby relembrando sua infância na companhia da mãe.

E já que falei no elenco de primeira classe, não dá para não destacar a incrível atuação de Kevin Spacey, que, mais uma vez, entrega um papel com o selo “Kevin Spacey de qualidade”. Ele interpreta o chefe de Baby, que o “convoca” para ser o piloto de fuga em seus assaltos perfeitamente planejados. Outra excelente participação é a de Lily James, que interpreta a jovem sonhadora Deborah, ou Debra, depende da música do dia. Sua química com Ensel é um dos chamativos da história, e no melhor estilo Bonnie & Clyde, os dois vivem momentos inesquecíveis em cena. Não é só mais um casal apaixonado. É um casal que te faz torcer por eles.

Baby Driver

E já que falei em Bonnie & Clyde, não posso encerrar sem antes comentar sobre as diversas referências ao cinema e à cultura pop de “Em Ritmo de Fuga“. Não é só a música que ajuda a contar essa história. Os grandes clássicos das telonas também ganham destaque na trama, como “Os Bons Companheiros” (em uma das cenas, vemos Baby trabalhar em uma pizzaria que faz clara referência ao filme estrelado por Robert DeNiro, isso sem contar outras referências e semelhanças ao clássico gângster), “Monstros S.A“, “Os Pestinhas“, “Clube da Luta“, “Blade Runner” e “Pulp Fiction“.

Em Ritmo de Fuga” é até então o melhor do filme do ano. O diretor e roteirista Edgar Wright nos entrega uma história empolgante, divertida e de encher os olhos de qualquer fã da sétima arte. Um diferente tipo de musical, que não necessariamente precisa seguir os padrões que já conhecemos. É mais do que simples entretenimento. É um compromisso em contribuir, de forma positiva, com a arte de fazer cinema. O longa traz uma originalidade entre tantos reboots e remakes. E a boa notícia antes de encerrar o texto, é que o estúdio já está de olho em uma continuação. E confiando no trabalho de Edgar, sabemos que se ele topar, é porque tem uma boa ideia para dar continuidade a essa história.

Fique ligado: o filme estreia no dia 27 de julho! Let’s rock, baby.

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Se você acompanhou o blog nos últimos dias, viu que preparei um texto especial com um pouco das minhas expectativas e o que poderíamos esperar do novo filme do Homem-Aranha. Agora que já conferi “Homem-Aranha: De Volta ao Lar“, estou aqui, mais uma vez, para compartilhar com vocês o que achei do resultado final. Preparado? Antes de começar a ler, já vai compartilhando esse post com seus amigos. Eles com certeza vão se animar para a estreia nesta quinta, dia 6. Pronto? Então vamos lá!

Afinal, “De Volta ao Lar” cumpre tudo o que promete? Sim! Apesar de não soar tão épico como “Homem-Aranha“, lançado em 2002, é um dos melhores filmes de super-heróis dos últimos anos. E quando digo que ele não soa tão épico quanto o filme dirigido por Sam Raimi, não se trata de uma crítica, mas apenas por ele estar em um contexto diferente – se você tem mais de 20 anos, com certeza vai lembrar com empolgação do primeiro live-action do Homem-Aranha nos cinemas. Veja bem, em 15 anos, os fãs do Amigo da Vizinhança já tiveram a oportunidade de vê-lo em três diferentes versões. Então é compreensível que a história de origem da personagem não seja vista com tamanha empolgação, certo? Neste ponto, temos o primeiro grande acerto do novo longa. Não se trata de uma história de origem. Pelo menos não da que estamos acostumados.

A primeira aparição do novo Homem-Aranha, interpretado por Tom Holland, aconteceu em 2016, durante uma participação em “Capitão América: Guerra Civil“. Foi um pontapé diferente de tudo que estávamos esperando. Ele surgiu em meio a uma guerra e ganhou seu momento no time do Homem de Ferro, interpretado sempre brilhantemente por Robert Downey Jr. E que momento, não é? O cara mal chegou e já roubou o escudo do Capitão América (Chris Evans). Pois bem! Já que o público tinha se familiarizado com o Aranha, eis que “De Volta ao Lar” tem início exatamente dois meses depois da Guerra Civil. E para os que não assistiram ao grande embate, acontece até uma recapitulação (com muitas cenas extras, claro), desse momento histórico na vida de Peter Parker. E o melhor: filmado por ele mesmo! Um filme de Peter Parker. Literalmente.

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E é neste ponto que ressalto mais um importante acerto do filme: é um filme do Peter Parker. Ponto!

Muitos fãs estavam se questionando se eles não iriam transformar o longa em uma espécie de “Homem de Ferro 4“, principalmente com tantas aparições do Tony Stark em todos os materiais promocionais. E também por ele ser sinônimo de muito lucro para os cofres do estúdio! [Neste caso, dois estúdios, já que temos aqui uma parceria inédita entre a Sony Pictures e a Marvel Studios.] Voltando: Mas não, não foi isso que aconteceu. Muito pelo contrário! Sua participação durante toda a história é feita de forma muito natural, podemos até dizer que orgânica. Ele não aparece mais do que deveria e sempre que entra em cena, é por uma razão específica. Então não pense que você vai ao cinema conferir uma overdose de Homem de Ferro na telona. Isso não acontece!

O filme é sobre o Peter e sobre ele ser um herói enquanto precisa dividir suas atenções com o colégio e todos os problemas que rodeiam um adolescente de 15 anos. E nada disso seria possível sem a brilhante atuação de Tom Holland, que sem dúvida, merece o título de melhor Homem-Aranha das telonas. Sua preparação para o papel foi incrível e o resultado pode ser visto de forma muito positiva no filme. Quando acreditamos em uma personagem, sentimos junto com ela, é porque seu intérprete conseguiu completar uma missão. E ele merece esse reconhecimento!

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E já que falei em adolescentes e os temidos momentos do colegial, temos outro grande acerto de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar“: é um filme juvenil e necessário para uma nova geração que está crescendo assistindo aos filmes de super-heróis. Quando o primeiro “Homem-Aranha” chegou aos cinemas, eu tinha 10 anos de idade e até hoje lembro da minha empolgação ao vê-lo saltando entre prédios de Nova Iorque. Acredito que o novo longa represente o mesmo para as novas crianças e é incrível quando temos em jogo uma função que vai além do puro entretenimento. A produção tem um importante papel para a formação de novos adultos. Isso porque ele é inclusivo e diverso.

Que tal adolescentes gênios da ciência em destaque e não servindo como chacota para os alunos populares da escola? Demais! A mocinha da história, vivida por Laura Harrier, é a garota mais popular do colégio e líder do grupo de ciências. E a Zendaya? Ela interpreta Michelle, uma “amiga” de Peter e Ned, que é bastante antissocial e sempre com ótimas frases de efeito. Sua personalidade me fez lembrar Ally Sheedy, uma personagem que virou ícone da cultura pop em “O Clube dos Cinco“.

Aliás, o diretor Jon Watts já havia dito em entrevistas que queria prestar uma homenagem aos grandes clássicos juvenis dos anos 80. E bem, posso dizer que ele conseguiu. Se você é fã de “Curtindo a Vida Adoidado” e dos filmes do diretor John Hughes, vai querer pular da cadeira em uma das cenas. Então fique de olho!

No início do texto, expliquei que não temos aqui uma história de origem tradicional do Homem-Aranha. Para você ter uma ideia, durante os primeiros minutos, acompanhamos a origem do vilão Abutre. Sim! Logo de cara somos apresentados ao vilão, que diga-se de passagem, foi muito bem executado por Michael Keatonque já viveu o herói Batman nas telonas. Diferentes de muitos vilões que vemos por aí, Adrian Toomes tem reais motivações para o crime.

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E o mais legal: não aconteceu de uma hora para outra, como também estamos acostumados a ver. Ele levou oito longos anos para tornar-se um chefe do crime, que contrabandeia tecnologia alienígena oriunda da Grande Batalha de NY. Tudo começou quando sua equipe perdeu a licença para reciclar o “lixo” deixado pela Guerra. Sendo assim, precisou se reinventar. Só que seguindo pelo caminho obscuro, tratando os Vingadores como inimigos.

“De Volta ao Lar”, como já vimos ao longo do texto, tem ótimas personagens e motivos suficientes para divertir e entreter o público. Ao longo do filme, é difícil você não abrir o sorrisão e ficar empolgado com a história. É como se você estivesse lendo uma revista em quadrinhos. É divertido, é colorido, tem o selo Marvel Studios, mas não se difere totalmente do padrão Sony que já conhecemos há tantos anos. É um filme sobre Peter Parker. É uma trama sobre crescimento e passagem. O que precisamos aprender para progredir e tornamos melhores em um futuro não tão distante. Não é de origem, volto a repetir, mas é sobre como tornar-se um herói. O novo Homem-Aranha é só um adolescente de 15 anos que precisa viver uma vida dupla e conturbada. Acredito que os estúdios estejam preparando sequências grandiosas, e tenho certeza que será um incrível prazer vê-lo crescer, literalmente, nas telonas!

Como veredito final, temos aqui a melhor versão do Homem-Aranha nas telonas.

Obs: tem uma cena entre os créditos e outra no finalzinho, depois que sobe todas as letrinhas. Tenho certeza que vocês vão se divertir muito!

Obs 2: O Homem-Aranha voltará!

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O filme “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” esteia nesta quinta-feira, dia 6, com uma importante missão: trazer o Amigo da Vizinhança de volta para casa! Um dos heróis mais populares de todos os tempos está ganhando uma nova versão assinada pela Sony Pictures em parceria com a Marvel Studios (FINALMENTE!!!). E o que exatamente essa parceria significa? Isso quer dizer que o Aranha agora compartilha o mesmo UNIVERSO dos Vingadores. YEH!

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É um desejo antigo, principalmente dos fãs, que sempre sonharam em ver a personagem integrando a equipe dos maiores super-heróis da Terra. O primeiro gostinho em “Capitão América: Guerra Civil” já elevou as nossas expectativas e nos mostrou um pouco da essência do novo Homem-Aranha, interpretado por Tom Holland. E depois de muitos materiais promocionais, entrevistas com o elenco e produção, ficou mais fácil saber o que esperar deste novo longa.

Mas antes, assista ao trailer final:

1. O Homem-Aranha no mundo real: assistindo aos trailers e conferindo reportagens sobre o filme, percebemos que o Homem-Aranha nunca esteve tão próximo de sua essência dos quadrinhos (até mesmo o uniforme representa essa fidelidade ao herói). Mas esse resgate ao espírito original criado lá nos anos 60 não impede uma aproximação da personagem com o nosso mundo real, os dias de hoje hiper conectados. No trailer acima, vemos que ele faz um vídeo-selfie enquanto participa de um grande embate contra o time do Capitão América. E isso é muito real, principalmente se levarmos em conta que ele é apenas um adolescente.

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O universo criado na escola também promete ser o mais realista entre todos os filmes do Aranha. Inclusive o diretor deixou bem claro que o filme faz uma bela homenagem às obras de John Hughes, o responsável por grandes clássicos adolescentes nos anos 1980, como “O Clube dos Cinco” e “Curtindo a Vida Adoidado” (amo!!!).

2. É uma diferente versão da velha história que conhecemos: essa é a terceira história de origem do Homem-Aranha em 15 anos no cinema. O público já está acostumado com o herói, então certamente não vai ser preciso contar exatamente como tudo aconteceu. Como sabemos, ele já apareceu anteriormente como uma participação no filme do Capitão América, e agora o veremos em treinamento constante para tornar-se um herói digno dos Vingadores e da confiança do Homem de Ferro. O filme já começa em ação, nos poupando daquela introdução mais dramática que já conhecemos.

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3. Quem é a Mary Jane? Sabemos que Zendaya interpreta o interesse romântico de Peter Parker, mas ainda não temos a confirmação de sua personagem na história. Ela é ou não a Mary Jane? Independente dessa resposta, o que deu para perceber é que os dois possuem uma boa química em cena. E lendo algumas reportagens na internet, vimos que eles vão aprender juntos, como qualquer adolescente, a construir um relacionamento. Mais uma vez temos a aproximação das personagem com o nosso mundo real e com a vivência dos adolescentes. Pelo visto, esse será o filme preferido entre o público jovem.

4. Homem de Ferro é o melhor tutor que você respeita: como sabemos, o Homem de Ferro apresentou o Homem-Aranha ao universo dos Vingadores e ele servirá como um “tutor” para o aracnídeo. Isso porque ele está totalmente envolvido na história: desde a construção do uniforme (que é orientado por uma inteligência emocional como o J.A.R.V.I.S.), como o treinamento e o possível envolvimento com o vilão. Que isso eu deixo para o próximo tópico!

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5. Quem é o Abutre e qual a sua motivação para o mal? Interpretado por Michael Keaton, sabemos até agora que ele é um antigo operário que se sente injustiçado pela sociedade e começa a construir arma a partir da tecnologia deixada pelos Vingadores. Mas o que pode estar por trás disso também é um envolvimento com as indústrias Stark. A personagem pode sim estar querendo buscar uma vingança com o Homem de Ferro. Algum parente perdido? Talvez! Quando se trata de Marvel, tudo é possível!

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Esses foram alguns dos tópicos que analisei antes de ir ao cinema conferir “Homem-Aranha: De Volta ao Lar“. Em breve uma review completa sobre o filme!

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